domingo

Hesitações

Vamos supor que quero assinar uma petição. Sei o número do BI de cor - acompanha-me há um ror de anos em burocracias várias. O nome, naturalmente, está na ponta da língua. Mas a profissão, senhores, de há uns tempos a esta parte... é um drama!! Ainda se me perguntassem a 'ocupação'?! Tenho sempre de pensar um bom bocado antes de responder pela "profissão". Felizmente, às vezes, a brincar dizem-se grandes verdades. Como aquela de uma amiga que sentenciou: "Pode-se tirar a pessoa do jornalismo, mas não tiras o jornalismo da pessoa". Seja!

quinta-feira

Camelos não passam no buraco de uma agulha?

A reportagem que está na tsf online surpreende, esclarece e diverte... Não há impossíveis.

Cautelas...

Ao responder aos jornalistas sobre a renúncia de Dias Loureiro do Conselho de Estado, Vital Moreira começou por dizer "São pouco curiosos. Se fossem ao meu blog teriam há vários meses a minha opinião lá..." Pois, a jornalista curiosa procurou no arquivo do causa-nossa e encontrou em Dezembro de 2008 a opinião clara de Vital. Mas ontem o cabeça de lista do PS às europeias, quando questionado a primeira vez sobre o assunto, preferiu não responder enquanto a informação não fosse oficial. Nem falou no blog...

As cores tambem enganam

Por momentos, achei que estava num pequeno comício do CDS...
















Mas era mesmo do PS





(Comício num hotel em Vila Real na terça-feira)

Resposta laranja a Rangel














A comitiva socialista teve de pôr chapéu laranja e touca branca para visitar a empresa de reciclagem Selenis, em Portalegre. "Este é o Portugal de Verdade", disse Vital Moreira, inspirando-se no slogan do PSD.

quarta-feira

Da demissão do Drº Dias Loureiro

Deve Manuel dias Loureiro demitir-se do Conselho de Estado?
Parece que não cabe ao PR demiti-lo - estranho caso em que quem convida não pode desconvidar...
E assim, Dias Loureiro - malgré todas as suspeições ou insinuações - aguenta-se firme e hirto como conselheiro do Chefe de Estado. Das duas uma: ou está a ser vítima de uma grande tramóia ou as benesses de pertencer aquele órgão compensam andar nas bocas do mundo.
Vale a pena ler o estatuto dos membros do Conselho de Estado ; seja qual for o caso, vale bem tanto sacrifício...

terça-feira

Na escola





Em dia de greve matinal de professores, a campanha de Vital Moreira começou às 9.30 h na Escola Paulo Quintela em Bragança. Em cima da mesa da sala de convívio dos docentes estava isto.

(nesta escola, não se deu pela greve)

domingo

Jante com o PS e leve um convite














Notas de domingo:
* O jantar foi na Fábrica "Eventos" em Valongo. Hoje é dia 24. Os convites andavam por lá.
* Capoulas Santos caiu do palco móvel em Santo Tirso. Alguém no chão amparou o director de campanha e não houve consequências.
* Repararam que José Sócrates trocou o blazer pelo "blusãozinho de fim-de-semana" ? Guterres tambem tinha o seu. E Zapatero apareceu com um azul em Coimbra. Mas o de Sócrates é preto.

Outra campanha

Para isto ficar mais equilibrado, aviso que a campanha do PSD está a ser acompanhada pelo Correio Preto.

Conversas socialistas

Depois do jantar em Valongo e do beijinho a Sócrates, uma senhora revela à amiga:
-Ele tem a pele macia...
Resposta da outra:
-Pudera, num usa Nibea nem cremes dos trezentos...

Importa-se de repetir ?

"Temos de denunciar a visão chilramente, pedestremente nacionalista de partidos que até agora julgávamos ter algum currículo europeísta." Vital Moreira no discurso no almoço de Amarante

Reduzidos à nossa pequenez

Tudo depende do ângulo

A do cheio que nem um ovo














A das clareiras














Em Coimbra, nem o pavilhão encheu nem o convidado, apesar do esforçado "corazao", conseguiu falar a língua da casa.

(Em Valencia, consta que foi diferente. Segundo o El Mundo "ante unas 9.500 personas que abarrotaron el Pabellón La Fuente de San Luis de Valencia, también intervino el primer ministro portugués, José Sócrates, que en un correcto español hizo un apasionado mitin realzando la figura de Zapatero". Tambem o El Pais sublinha o "perfecto castellano" de Sócrates e a presença dos "militantes socialistas que abarrotaban el mayor pabellón deportivo de Valencia")

sexta-feira

Aviso à Escola

Preparo-me para partir em campanha. Os meus posts dos próximos quinze dias deverão limitar-se à caravana socialista. Tentarei manter-vos informadas.

quinta-feira

(agora) La cinemathèque c'est moi!

O sucessor dinástico de joão benard da costa na cinemateca não presta declarações sobre a morte do director histórico daquela instituição. A resposta dada pelo funcionário a quem liga para lá é "a cinemateca não presta declarações". E, pelos vistos, o novo director também não. Não é grave. Não tem mesmo importância nenhuma. Mas é revelador.

terça-feira

E vocês, o que acham?


Eu acho que este senhor se devia demitir.

sexta-feira

Alguém mais tem mulheres com sonhos?

"Visitar a Capadócia era desde há muito tempo um sonho de minha mulher e, depois de ler alguns livros sobre a Capadócia, eu próprio comecei a sentir-me atraído por uma visita a esta parte da Turquia". A confissão é de cavaco silva e foi feita hoje, no final da sua visita à Capadócia. Ficamos, assim, a saber que este último dia da visita oficial do presidente à turquia não tinha objectivos de estado, serviu apenas para concretizar um sonho da mulher do senhor presidente. talvez não fosse má ideia aproveitar as férias e concretizar, à sua custa, os sonhos da mulher. Digo eu...

Por favor, não olhem

Vi, pela primeira vez, os tão esperados paineis colocados nas autoestradas com os preços dos combustíveis e garanto: aquilo, se servir para alguma coisa, é para causar acidentes.
Quem passa a 120 à hora, ou a 100, ou mesmo a 90, a única coisa que vê são uns zeros seguidos de mais uns algarísmos que são totalmente impossíveis de ler, quanto mais de comparar. Para isso, seria preciso parar, conhecer os preços ao cêntimo e ter a certeza que na próxima bomba é mais barato, ou mais caro.
Lembro-me, há uns anos, de uma polémica que surgiu em espanha por causa dos touros colocados juntos às estradas para fazer publicidade a uma bebida qualquer. Queriam tirar os touros porque diziam que distraíam os condutores. E os touros não tinham números, não tinham nada para ler. Agora imaginem o que pode provocar a tentativa de comparar preços de gasolina a 120 à hora. Inventa-se cada coisa.....

Em Fevereiro estávamos preocupados com outras coisas

Afinal, não foi apenas o Expresso que descobriu o projecto de educação sexual do PS como eu aqui escrevi. Foram os próprios deputados socialistas ! Os deputados que aprovaram o texto em Fevereiro, alertados pelo semanário, leram o diploma que estava a ser fechado na especialidade e entenderam que há lá coisas que, afinal, não deviam estar. E agora, fazem reuniões atrás de reuniões para tentar salvar a honra do convento. Convenhamos que para quem quer dignificar a imagem do Parlamento, este tipo de situação não ajuda muito.

Emigramos, finalmente...

Tata vai criar a 'casa mais barata do mundo".




O impulso que (me) faltava para começar a poupar.
Pôr-me a milhas daqui... and just India!

quinta-feira

Este país não é para sãos


Anda meio país a Zoloft, Prozac e afins (bom, agora com a crise, diz que, as famílias, até nisso cortaram) e ainda assim anda tudo doido na mesma. E a pandemia afecta o próprio Inem, entidade que regula o transporte de doentes – num sector onde apetrechar cada ambulância custa cerca de 45 mil euros.

Acabo de saber que o sector anda a implorar ao Inem que cumpra o seu dever e fiscalize as faltosas a quem o próprio retirou o alvará por incumprimento, mas que continuam a operar. Consta que há uma carta em que o Inem responde que só as pode fiscalizar se houver denúncias – o que efectivamente parece já ter havido.

É caricato que neste Estado onde a Asae leva a eito tanto os vilões como os bons da restauração, o Inem não cumpra os seus deveres e só o faça após essa sua falta já ter lesado quem paga impostos e cumpre a lei. Não haverá por aí alguma droga que injecte tininho a esta gente?

quarta-feira

Quando é que o sol brilhará para todos nós?

Agrafem-se!
"O agrafamento vai ser o futuro de todos os jornais”, diz José António Saraiva.
Depois dos sacos de plástico, dos brindes, a nova moda é o agrafo. O Sol mostra o caminho. E passa a sair à sexta. Com um bocado de sorte ainda temos a Sábado... a sair ao sábado.

Macacadas


O episódio que a Susana aqui relata é um bom exemplo da situação insustentável a que chegou o parlamento português. Ontem, foi lançado o livro, «o povo semi soberano», um estudo que revela, com dados concretos, aquilo que quase toda a gente sabia ou intuía: ir para o parlamento é encarado pelos políticos como um prémio ganho sabe-se lá porquê e o mandato serva apenas para preparar a etapa seguinte.

As pessoas não se sentem representadas e ainda bem, mal sinal seria que os cidadãos olhassem para o parlamento (e, por arrasto, para outras instituições) e se sentissem representados. O problema é que tanta irresponsabilidade está a abrir caminho a outras soluções, a outras ideias e a outros protagonistas. Está a levar cada vez mais pessoas à abstenção e ao alheamento.

Enquanto isso, os deputados discutem o uso da palavra autista. Já agora, podiam também deliberar sobre o uso da palavra cego, para não ofender os invisuais, ou surdo, para não ofender quem tem deficiências de audição. Pelo menos, enquanto estão distraídos com estes temas, não estão a aprovar leis de financiamento dos partidos e outras coisas do género.

Politicamente...autista

Na sequência do pedido de um deputado, a conferência de líderes recomendou cuidado na linguagem parlamentar evitando o termo "autista" por incomodar quem sofre de autismo. O cuidado é tanto, que no debate de sexta-feira passada, tentando não ferir mais ninguém, o ministro das finanças garantia que não era "politicamente...cego". Mas a certa altura, saiu-lhe mesmo um "ó sr. deputado, o governo não é autista." Houve logo um murmurinho na sala e no final da intervenção Teixeira dos Santos ainda ouviu Manuel Alegre, que presidia aos trabalhos, alertá-lo para os termos que não deviam ser utilizados na discussão parlamentar.

domingo

Baralhar e tornar a dar

O Expresso parece ter descoberto esta semana um projecto que em Fevereiro foi aprovado na generalidade no Parlamento e que propôe no ponto 7 do artº 10 que "no ensino secundário, o gabinete de informação e apoio deve assegurar aos alunos a distribuição gratuita de métodos contraceptivos não sujeitos a prescrição médica, existentes nas unidades de saúde". Tradução: Preservativos vão ser distribuídos no Secundário.
Este projecto do PS foi aprovado dia 19 de Fevereiro com a abstenção do CDS, BE e 5 deputados do PSD (pelo que não deixa de ser engraçada a crítica no semanário de Diogo Feio, líder parlamentar do CDS, à iniciativa socialista...)
Tambem a 19 de Fevereiro foi aprovado um projecto do PCP e chumbado outro do BE sobre educação sexual. Esta semana o processo deve ficar arrumado em comissão na especialidade. Ou andou tudo distraído "na primeira volta" ou estamos perante matéria prima que dura, dura, dura...

quinta-feira

brisa suave

i… podia resumir-se naquilo que é a apreciação comum de muitos jornalistas, editores e directores de jornais: é giro! ou: não, não gosto! mas i é um enorme ponto de exclamação invertido. um diário com páginas ao ritmo de semanário. aparece à quinta-feira: não sei se vamos ter tempo para isso. até porque i tem edições também á sexta, ao sábado i por aí fora.
i não tem orgulho nos seus jornalistas: a ficha técnica só apresenta as cúpulas. e i tem excelentes jornalistas - alguns escrevem nesta primeira edição.
i tem um formato engraçado. é uma vantagem competitiva do i. outra é ter conseguido juntar jornalistas novos e outros mais experientes, de centro e de direita, conhecidos e discretos, seguramente todos a acreditar no produto que os levou a juntar-se ali. i como aventura de fazer um jornal já é uma lufada. i chega?
i tem textos cuja leitura exige fôlego e não tem as muitas histórias ‘marginais’ que todos os dias nos surpreendem.
i bastava uma pequena equipa de scanners, de ‘esponjas’ da informação que flui no éter e na rede, nos sites de outros jornais, das tvs e nos blogs. i ficava mais leve e completo com as pequenas estórias. i precisava de um pouco mais de irreverência - não de fazer manchetes para se auto(ex)citar.
i tem um site pobrezinho, paradinho, modestozinho, e também uma itv - menos mal.
i merecíamos mais?
i(sto) é o primeiro número.

Eu estou é farta desta novela


A susana confessava há dias que já está farta das notícias sobre o bloco central. eu estou mais farta da novela alegre. quando já estava convencida de que o poeta ia deixar, finalmente, o tacho parlamentar, eis que surge de novo a dúvida. Agora, marcaram a resposta final para dia 15. Vai ser mais uma semana de perguntas sobre se já decidiu, o que o levaria a ficar, ou a não ficar, se já falou com sócrates, se almoçou com ele, que condições colocou para não abandonar o parlamento, etc, etc. Tudo isto para, no final, ficar ele e mais aquele grupinho de deputadas com nomes estranhos que fazem número nas votações do contra. Já era tempo de contratarem outro argumentista para esta novela....

i esta?

Será que o cheque que os ministros ofereceram ao sócrates pelo natal pode ser usado aqui?

terça-feira

Ao qu' isto chegou

O ministro da Economia saiu em defesa de Basílio Horta, recomendando ao deputado Paulo Rangel que "tem de comer muita papa de maizena para chegar aos calcanhares" do presidente da AICEP.
Até aprecio metáforas gastronómicas, mas pergunto-me se um ministro do Governo de Portugal, com a estatura de Manuel Pinho, não devia poupar os seus conhecimentos culinários... (a maizena é um amido que não serve exactamete para fazer papas)

Leitura de politólogo

Giovanni Sartori no El País sobre o divórcio de Berlusconi : "Se hará la víctima, él es buenísimo en eso. Dirá que tiene a toda la prensa en contra, que las televisiones le atacan, que todo es un montaje de los comunistas, pondrá en marcha una grandísima escena y la aprovechará para sacar réditos políticos y no sufrir el mínimo daño. Es un genio publicitario, y se mostrará como un tipo abandonado."Y concluye, entre ironías: "Lo que es seguro es que procurará presentarse como víctima, jamás como responsable. La culpa será de los comunistas. Quizá incluso EL PAÍS sea declarado culpable. Estén atentos".

segunda-feira

Temas previsíveis

Vamos ter eleições. Importam-se de adiar a conversa sobre o Bloco Central ? Já cansa. Obrigada.

Já não há máscaras nas farmácias cá da zona

Finalmente, um caso ! Já não somos um país de segunda, ultra-periférico, saloio. Não, tambem temos alguém com o H1N1. Quer dizer, tínhamos, porque ainda por cima já lhe passou. As análises tiveram de ir para Inglaterra mas isso não interessa. Temos uma. Mas animem-se. Amanhã chegam dois vôos do México.

Se fosse mal intencionada, diria

... o jeito que dá uma 'pandemia', de vez em quando. Ciclicamente, não é?
Há uns anos tornamo-nos alérgicos à carne de bovinos (inglesa) depois foi a gripe das aves, agora a gripe suína, é só puxar da memória...
Os governos cuidam de nós, as instituições acautelam-se, as empresas têm planos de contingência, as farmacêuticas engordam. Pelo meio há sempre uns quantos que vêem o seu negócio minguar; num ápice, instala-se o sobressalto colectivo.
Já, por exemplo, da SIDA quase não se fala. Não sei mesmo se o problema ainda existe.

temas sobre os quais gostaria de ter escrito mas não tive tempo

- O financiamento dos partidos e o dinheirão que eles podem receber agora sem dar cavaco a ninguém
- Os 500 mil euros que o jardim gastou em viagens secretas, também sem dar cavaco a ninguém.
- A central models contratada, e depois descontratada pelo Berlusconi para fazer o casting para o parlamento europeu. Mais a inveja da neta do mussolini que também quer um serviço destes para escolher os políticos. mais a mulher do berlusconi que primeiro o obrigou a fazer marcha atrás e depois o mandou às malvas.
- A marinha grande do vital moreira, o jeitaço que aquilo lhe deu para alguém notar que ele estava na alameda (foi na alameda, não foi?) e a parvoíce do pcp não dizer logo que aquilo era uma pouca vergonha em vez de andar a alimentar choradinhos.
- A onde de ressurreições entre as vítimas vítimas da gripe suína (mexicana, A ou H1N1) no méxico. já foram 152, agora são 22 e, quem sabe, ainda vão acabar por ser menos.

sexta-feira

A gripe da crise é o desemprego


Primeiro levaram os comunistas,
Mas não falei, por não ser comunista.
Depois, perseguiram os judeus,
Nada disse então, por não ser judeu,
Em seguida, castigaram os sindicalistas
Decidi não falar, porque não sou sindicalista.
Mais tarde, foi a vez dos católicos,
Também me calei, por ser protestante.
Então, um dia, vieram buscar-me.
Nessa altura, já não restava nenhuma voz,
Que, em meu nome, se fizesse ouvir.

[ Martin Niemoller 1892-1984]