domingo

Canadá

Começo por dizer que tambem me emociono ao ver pais e filhos a regressarem a Portugal de um dia para o outro. Mas sigo irritada com a história. Porque os portugueses sabiam que estavam ilegais num país estrangeiro. Porque houve quem tivesse pedido asilo político e invocado perseguição religiosa para justificar a saída de Portugal. Porque, à português, a ver se a coisa passa, constituiram família e continuaram a viver como se tudo estivesse bem, não estando. Acredito que o desespero turva os olhos de quem não quer ver mas aconteceu o que, legalmente, está previsto que aconteça. Os pais sabiam e, se calhar, podiam (e deviam) ter evitado a confusão que vai agora na cabeça das crianças que, em muitos casos, nem português sabem falar.

(Tenho a sensação de que vou abrir nova polémica mas as férias da Páscoa ainda não começaram...)

5 comentários:

Marisa disse...

Chega mesmo a irrita-me ouvir comentários do tipo "Coitadinhos" ou Que o Estado Canadá é que o mauzão. Tal como me irrita solenemente ver gente a reivincar casas às câmaras municipais como se estas lhas tivessem roubado ou coisa do género. Porque eu hei-de contar tostões porque gasto boa parte dos rendimentos numa casa e outros hão-de tê-la de graça?

Devíamos era gritar contra a especulação imobiliária, isso sim. De facto todos direito a ter uma casa e devemos pagá-la, mas não precisava atingir o patamar do inacessível que atingiu.

susana disse...

E aquelas casas sociais, com vista de mar, junto aos Jardins da Parede...é para não desenraizar, pois claro...

escola de lavores disse...

perante factos que mexem com pessoas concretas, e são dramáticos, de pouco valem os argumentos. mas parece-me sempre bom critério (imaginar) pormo-nos no lugar do outro, e dosear com bom senso=equilíbrio.
ainda assim, acho INTRAGÁVEL que os pressupostos eleitorais do novo poder de Otawa armem tamanha confusão.

dina disse...

Os portugueses em situação ilegal sabiam que estavam em situação ilegal. Quando ultrapasso o limite de velocidade sei que estou a violar a lei, espero não ser apanhada mas, se for, tenho que pagar a multa.
Por outro lado, há dias ouvi Adriano Moreira defender que o Estado (independentemente do governo do momento) tem obrigação de fazer cumprir a lei, mas tem uma obrigação porventura maior de garantir o respeito pelos direitos humanos. Dá que pensar...

Anónimo disse...

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