domingo

Este é o ponto

Uma liderança no feminino pode fazer a diferença?
Pessoalmente, acho que faria toda a diferença.

Mas leiam o que diz ela (notícia do insuspeito dê éne...) . Ela é Barbara Bodine, também insuspeita de feminismo: "As mulheres não devem chegar à liderança por serem melhores, mas sim para representarem a metade da população que constituem".

5 comentários:

mfp disse...

Já não passo sem olhar os vossos blogs. A escola e o silêncio.E este teu post Luísa ajudou-me na minha teoria de sempre. Quebro o consenso: sou favorável às quotas! Bem sei que é um artifício, mas é a única forma. A Barbara Bodine ajuda à minha teoria: as quotas nada têm a ver com o mérito, têm a ver com a igualdade de oportunidades. Mérito? Porque é que sempre que se fala de mulheres tem de se falar de mérito? Porque é que quando se fala de homens a questão do mérito não se coloca? Nada disto é novo. Já a Simone Beauvoir dizia que a igualdade só era real quando a proporção de incompetentes homens fosse a mesma do que a das mulheres. Era mais ou menos esta a ideia. Concordo. E o que mais vejo por aí é homens incompetentes. Não é um nem dois, é aos molhos.

dina disse...

Igualdade de oportunidades... É isso mesmo. Só que não podemos andar século a criticar a discriminação negativa com base no sexo e depois exigir a discriminação positiva com base no sexo. O sexo conta (e muito) mas não para aqui.
No mundo do trabalho (ou da política) o que tem é que haver condições para que todos(as) possam chegar onde quiserem.
O que vai acontecer na prática é que as quotas vão ser preenchidas por dois tipos de mulheres: as que estão lá para fazer quota e as que lá chegaram porque vivem como homens.

escola de lavores disse...

Querida F.: é um prazer receber a tua visita. Aceitarias uma proposta para te juntares à escola? Prometemos liberdade para escrever, quando e sobre o que quiseres. Confesso que me agradaria ter alguém a reforçar este lado, pelos vistos, aqui minoritário... E a tua citação da S. de Beauvoir diz tudo. É exactamente isso! Será que é um ponto de vista geracional?

dina disse...

É isso mesmo. É da idade! Afinal, a diferença é grande...

escola de lavores disse...

Ok,querida Dina - parece que a palavra geracional nem existe... (glup!) Quis dizer "um ponto de vista de geração" o que não é o mesmo que "um ponto de vista etário".

E se organizassemos um almoço de grupo para o "confronto com a realidade"? A Escola está quase a fazer um mês e ainda não nos zangámos...