segunda-feira

Resposta a Miguel Abrantes

A versão do jornalista nuno saraiva em nada contraria o que disse e mantenho. A cadeira a que ele se refere foi trazida pelo empregado para que eu me pudesse sentar, uma vez que eu me tinha levantado para o ministro se poder sentar, ficando por isso sem lugar. A cadeira extra obrigou, aliás, a pessoa que estava sentada à minha esquerda a deslocar-se para que esta coubesse. O ministro nunca me pediu que me levantasse. Mandou (ele ou alguém por ele) o empregado dizer que o senhor ministro se queria sentar ali. A si, Miguel Abrantes, gostaria no entanto de lhe dizer o seguinte: este episódio absolutamente caricato é politicamente muito revelador. É revelador da importância relativa das coisas para este governo, ou para alguns dos seus membros já que não me agradam as generalizações. Os jornalistas conhecem a dificuldade que geralmente têm em falar com os membros do governo sobre assuntos relacionados com a governação. Todos esperámos já dias e dias, quantas vezes em vão, por respostas que nunca vieram sobre temas directamente relacionados com a actuação dos governantes e relativamente às quais eles têm o dever de prestar contas. Ora, é espantosa a rapidez com que o ministro (ou alguém por ele, não sei nem me interessa) reagiu a um pequeno post num humilde blog. É também espantosa, a forma dessa reacção, prova do mal-estar e do clima de crispação de quem reage parece estar a ver o chão fugir-lhe debaixo dos pés. É, finalmente, assombroso o número de anónimos que dependem do ps e do governo. A quantidade de gente que surgiu a querer fazer prova de vida perante "quem manda" é impressionante. Seria óptimo que o fizessem de outras formas, embora, pelo que hoje li, talvez o melhor seja ficarem sossegados. Como sabe, não acompanho o seu blog há muito tempo mas é óbvio que é apoiante do governo e do ps. Tenho lido os seus posts, a forma como responde e contraria, com argumentos, aqueles de quem discorda. Por vezes pode ser um pouco agressivo, mas nunca o vi recorrer à ofensa fácil e à ordinarice. É por essa razão que estou a responder-lhe, mesmo que não concorde comigo, mesmo que ponha em causa o que digo, para mim merece uma resposta. os outros não.

89 comentários:

TAF disse...

Cara Dina, se não for pedir demais, eu também gostava de ter uma resposta sua. ;-) Eu estou bem identificado (ver aliás comentários nos posts abaixo) e tem em http://taf.net/ nome, morada, telefone, foto, cv, etc. Até já publiquei online cópia do meu cartão de militante do PSD! :-)

Ao escrever "Ora, é espantosa a rapidez com que o ministro (ou alguém por ele, não sei nem me interessa) reagiu a um pequeno post num humilde blog." está a afirmar que não é importante confirmar a veracidade dos factos em que se baseia para tirar as conclusões que aqui explicitou. Isto é bom jornalismo?

susana disse...

Dina, assino por baixo :)
Nunca pensei que a escola algum dia pudesse ter tantos candidatos à porta a ler as pautas...

Observador disse...

Esse Miguel Abrantes (que dizem ser um nome colectivo...) não passa de um capacho socretino.
Não merecia resposta, que é coisa que não se dá aos répteis.

Nuno Domingues disse...

Salut!!

Isto não serve para nada, mas não resisto:

Nunca fui a Cabo Verde;
Não fumo;
Nunca fui ministro, nem capacho de ministro.

Estou contigo, Dina.

Bye!!

Nuno Domingues

TAF disse...

Está pelos vistos muita gente com os nervos à flor da pele, sem que este caso tenha uma gravidade significativa. Contudo, é educativo para se perceber alguns pontos de falha em hábitos profissionais que deviam estar mais bem assimilados, e isso não é assim de tão pouca importância. Com franqueza, há na argumentação (ou falta dela) alguma falta de sensatez e de transparência/honestidade. Além disso, dizer que são "socráticos" todos os que questionam a versão aqui relatada do episódio, só pode ser para rir! ;-)

josé ricardo disse...

afinal, quem se levantou? ministro? a jornalista? o empregado? o gato? o cão? que confusão!

mas estou a gostar, continuem...

Anónimo disse...

borra-botas.
este ministro raciocina para o lado e olha para trás
aristófanes estava a pensar nele quando diz numa das comédias
«observa o mundo com o olho do cu»

TAF disse...

Repito o que já escrevi noutro lado: ao meter no mesmo saco estas pequenas histórias mal contadas com outros "incidentes" bem maiores que ao fim de tanto tempo estão por esclarecer devidamente, ou convenientemente esquecidos, estão objectivamente a favorecer Sócrates. O mau jornalismo (pouco rigor, demasiada paixão) não serve ninguém. Ou melhor, neste caso serve bem Sócrates, infelizmente.

Anónimo disse...

Estou deliciado... Já nem vejo as telenovelas brasileiras... Portugal finalmente consegui ultrapassar os brasileiros nas telenovelas...

Ansiosamente a espera do próximo episódio
José Socrates

Post-Scriptum (Para não haver confusões) - Estava a brincar e não sou nada o José Socrates... mas estou ansioso pelo próximo episódio... não parem ta bem... Só mais um episódio... fazes isso por mim, vá lá... Olha no fim vão fazer um anuncio ao ecoponto, boa?

Corbeau disse...

Tenho dúvidas em alguns pormenores, mas fica-me uma certeza: o post inicial é mal intencionado, ao dizer que Rui Pereira terá "mandado um um empregado do restaurante dizer a uma jornalista que se levantasse para ele se poder sentar junto de sócrates."
Este é o nó górdio do post, e "demonstrou-se" ser "francamente exagerado" para dizer o mínimo.

Pedro Nogueira disse...

Quem será o anónimo? Não é José Socrates. Será Santos Silva? Será José Lello? Um jovem presidente de junta em ascensão no partido? Diga lá. Vá lá...Boa?

Anónimo disse...

Eu só gostava de saber se aguém alguma vez viu o Miguel Abrantes.

contributo do João

aL disse...

O tema não é propriamente importante, por isso está num blogue e não na página de um jornal ou na antena de uma rádio.

Estava junto à Dina no jantar em questão e lembro-me bem da surpresa dela após o "roubo" da cadeira, mais tarde enquanto fumavamos um cigarro no exterior. Não reparei se o ministro rui pereira fez o tal pedido ao empregado ou se apenas se sentou numa cadeira vaga, mas não acredito, pelo que conheço da jornalista em questão, que seja pessoa para vir argumentar com mentiras num blogue.

De resto, o 'caricato' das ondas aqui levantadas só tem interesse pelo fenómeno em que se tornou em poucas horas. Tem a importância que tem: nenhuma.

António Larguesa

p.s. para os mais distraídos, não se esqueçam que isto é um blogue, nada mais do que isso.

Anónimo disse...

Pois eu acho que o Miguel Abrantes e o "contributo do João" são parte do staff do Primeiro Ministro José Sócrates.

Um leitor de Santa Maria da Feira

joshua disse...

Inteiramente de acordo com a Dina. Há muita coisa reveladora, de facto. Os jornalistas têm sido tratados desprezivamente pelo Governo. Levam tanga. Não obtêm sistematicamente quaisquer respostas às suas perguntas. Um manto de opacidade cobre a governação obscura e controleira de José Sócrates.

O Ministro provavelmente mandou lembrar e fazer saber que, bolas!, afinal de contas era ministro. Mas fundamentalmente isto aliena. Há coisas bem Grandes e bem Graves de que é urgente falar e ainda mais urgente denunciar.

TAF disse...

"lembro-me bem da surpresa dela após o "roubo" da cadeira"

Contribuindo para a continuação desta novela, pergunto: se bem percebi, está a desmentir o primeiro post em que foi escrito que à jornalista foi pedido para se levantar e ceder a cadeira?

Anónimo disse...

Vão-me desculpar, mas o "Leitor de Santa Maria da Feira" é o Miguel Abrantes.

contributo de Manuel T.

Anónimo disse...

Pois eu acchao que todos os personagens que escrevem no blogue Câmara Corporativa, sejam eles o Miguel Abrantes, os "contributos" ou o "Leitor" seja lá de onde for, são os assessores de imprensa de Sócrates.

E acho que para eles andarem por aqui a chafurdar,alguma verdade há no que a Dina conta.

Tão limpinho quanto dois e dois serem quatro.

José Coelho disse...

Não tendo eu nenhum específico interesse num propositado acto de defesa de um qualquer jornalista ( incitado pela panóplia de faltas de profissionalismo a que todos os dias assistimos sobre as mais variadas matérias) e neste caso de Dina Soares, não me manifesto sobre a veracidade ou não da falta de educação em questão, mesmo partindo do íntimo pressuposto da (óbvia?) escolha da palavra de uma jornalista acima da palavra de um qualquer político, ainda para mais do MAI. Interessa-me sim e de um ponto de vista da democracia apregoada, verificar que a não assunção dos Posts por parte dos Anónimos (ou de um apenas...) que acautelam a posição aparentemente vergonhosa de um ministro, revelam a verdadeira falta de carácter que é aliás motivadora de censura de tais actos no meu próprio blogue. Quem se esconde por detrás de autores invisiveis, não terá com toda a certeza pretensão de crédito algum nas suas palavras.

P.S. A resposta a Miguel Abrantes parece-me por si só, reveladora. Será que virá resposta adequada por parte dos lacaios anónimos da falsidade?

José Coelho disse...

Não tendo eu nenhum específico interesse num propositado acto de defesa de um qualquer jornalista ( incitado pela panóplia de faltas de profissionalismo a que todos os dias assistimos sobre as mais variadas matérias) e neste caso de Dina Soares, não me manifesto sobre a veracidade ou não da falta de educação em questão, mesmo partindo do íntimo pressuposto da (óbvia?) escolha da palavra de uma jornalista acima da palavra de um qualquer político, ainda para mais do MAI. Interessa-me sim e de um ponto de vista da democracia apregoada, verificar que a não assunção dos Posts por parte dos Anónimos (ou de um apenas...) que acautelam a posição aparentemente vergonhosa de um ministro, revelam a verdadeira falta de carácter que é aliás motivadora de censura de tais actos no meu próprio blogue. Quem se esconde por detrás de autores invisiveis, não terá com toda a certeza pretensão de crédito algum nas suas palavras.

P.S. A resposta a Miguel Abrantes parece-me por si só, reveladora. Será que virá resposta adequada por parte dos lacaios anónimos da falsidade?

Anónimo disse...

Desculpem, desculpem, tenho ideia de ter uma vez visto escrito pela jornalista Fernanda Câncio que já viu uma vez o Miguel Abrantes. Logo, ele existe.

Anónimo disse...

Meu Deus... que grande confusão, mas que está engrçado, lá está... tirando, é claro, a total falta de educação e democracia, aliada a arrogância de certas pessoas quando se encontram em postos ditos importantes.... Lembre-se, senhores políticos, voces foram eleitos para servir o povo e não o contrário...Humildade, educação, bom senso, fica bem sempre..... Lembro-me que há algum tempo num programa televisivo, esse senhor, quando se manifestava levava a platéia ao riso.... o que muito o desagradou... Fiquei logo com a impressão que o bom humor não é o seu forte....... Maria Filomena

Miguel Abrantes disse...

.
Cara Dina:

Ao contrário da Dina que não lê o Câmara Corporativa, eu costumo ler o blogue de que é co-autora. Não querendo fazê-la perder tempo, vou directo ao assunto.

Há nos seus três posts coisas que me intrigam:

Em primeiro lugar, por que razão acha que Rui Pereira iria mandar alguém fazê-la levantar-se da mesa? Viu-o fazer isso? Alguém lhe disse que ele fez isso?

Em segundo lugar, o que leva a Dina a crer que o primeiro-ministro não acenou para que o ministro se sentasse ao pé dele? Tem a certeza disso?

Em terceiro lugar, não acha que o tom dos seus posts, incluindo a descabida fotomontagem publicada, é muito mais violento do que a resposta factual e objectiva que se atribui ao ministro?

Acresce que, quando entra em cena uma terceira cadeira (referida em primeiro lugar por Nuno Saraiva), fico sem perceber a razão da indignação inicial: passa-se de um ministro que teria mandado levantar uma jornalista para uma cadeira que se encaixa na mesa (como tantas vezes acontece) para que caiba mais um.

Sinceramente, não percebo onde está o problema, tanto mais que há um comentário num dos posts anteriores – assinado pela jornalista Madalena Salema – que afiança que a Dina só se terá levantado após Rui Pereira se ter sentado na cadeira entretanto colocada na mesa (de cor branca, ao contrário das restantes). Terá a Dina feito parte do grupo de jornalistas que saiu do restaurante para fumar, a pedido da ministra cabo-verdiana (referido por Nuno Saraiva), e não ter reparado na colocação de mais uma cadeira?

Cara Dina, esta história não vale, em minha opinião, um vintém, mas espanta-me que nem por um momento admita que possa ter havido um equívoco da sua parte. E isso acontece a todos nós sem excepção.

Cumprimentos do

MA

José Coelho disse...

De qualquer das formas, louvo a intrepidez e firmeza de espírito de Dina Soares. Parabéns

Anónimo disse...

Talvez essa jornalista tenha visto com os seus próprios olhos o enigmático Miguel Abrantes numa reunião do gabinete de Sócrates, com os "contributos" e o Leitor de Santa Maria da Feira, claro.

Está tudo esclarecido, afinal.

José Coelho disse...

De qualquer das formas, louvo a intrepidez e firmeza de espírito de Dina Soares. Parabéns

Anónimo disse...

Quem vê a fotomontagem e lê o artigo fácilmente chega à conclusão que a Dina quiz dar nas vistas. Não sei se por culpa do tabaco ou dos "sumos".

TAF disse...

Não deixa também de ser significativo que dos comentadores que questionam o rigor (muito duvidoso) da descrição deste episódio no post inicial, eu seja dos poucos que me identifico claramente. E ainda por cima sou militante do PSD! http://porto.taf.net/dp/node/3476 ;-)

Anónimo disse...

Alguém me explica: Era o Miguel, o verdadeiro, o genuíno, o autêntico, quatro comentários acima?

Ora Miguel!! A sua entrada (e saída, já agora) teria sido mais triunfal se tivesse deixado o link para o CC. Assim, continuamos todos (eu, pelo menos) com dúvidas se existe de facto.

Anónimo disse...

Ó Tiago, de facto, não deixa de ser curioso e, por isso, pergunto: a Dina fez-lhe alguma?

Anónimo disse...

No primeiro post a Dina afirma, textualmente, que "rui pereira mandava um empregado do restaurante dizer a uma jornalista que se levantasse para ele se poder sentar junto de sócrates". Agora diz que "mandou (ele ou alguém por ele)".
Em que ficamos?
Não haverá por aí nenhum confusão?

TAF disse...

"Dina fez-lhe alguma?"

Aparentemente fez. Terá relatado de forma muito tendenciosa e, pelos outros testemunhos, parcialmente ficcionada, um episódio com um ministro de um governo que eu detesto. E, tendo-se descoberto esse facto, beneficiou o governo. Não sei se algum dia lhe poderei perdoar. ;-)

José Coelho disse...

Não tendo eu nenhum específico interesse num propositado acto de defesa de um qualquer jornalista ( incitado pela panóplia de faltas de profissionalismo a que todos os dias assistimos sobre as mais variadas matérias) e neste caso de Dina Soares, não me manifesto sobre a veracidade ou não da falta de educação em questão, mesmo partindo do íntimo pressuposto da (óbvia?) escolha da palavra de uma jornalista acima da palavra de um qualquer político, ainda para mais do MAI. Interessa-me sim e de um ponto de vista da democracia apregoada, verificar que a não assunção dos Posts por parte dos Anónimos (ou de um apenas...) que acautelam a posição aparentemente vergonhosa de um ministro, revelam a verdadeira falta de carácter que é aliás motivadora de censura de tais actos no meu próprio blogue. Quem se esconde por detrás de autores invisiveis, não terá com toda a certeza pretensão de crédito algum nas suas palavras.

P.S. A resposta a Miguel Abrantes parece-me por si só, reveladora. Será que virá resposta adequada por parte dos lacaios anónimos da falsidade?

José Coelho disse...

De qualquer das formas, louvo a intrepidez e firmeza de espírito de Dina Soares. Parabéns

Anónimo disse...

Tiago, só lhe digo uma coisa: a Dina tem tomates.

(oh!! senão os tem, tem certamente lugar para eles)

Anónimo disse...

Ou revelou tê-los. Grande mulher, Dina.

E não está sozinha. Começam a chover solidariedades.

TAF disse...

Caro anónimo: há algum mérito em basear o ataque a um ministro num episódio parcialmente ficcionado? Isso é aceitável numa jornalista, além disso?

TAF disse...

Por que é que não pegam nas coisas realmente sérias deste (des)governo, e há tantas, tantas?!

LR disse...

Fácil, o Miguel Abrantes é o João Pinto e Castro.
Lambedela permanente em heterónimos.

Anónimo disse...

A forma como a jornalista Dina apresentou esta notícia e a respectiva fotomontagem são um bom exemplo de como não se deve fazer jornalismo.

Anónimo disse...

Dina:

Não a conheço. Porém, isso não obsta a que deixe três notas:
1- A coragem da divulgação do incidente é reveladora da sua fibra. Mulheres que ousam dizer a verdade (acredito no que escreveu) é digna de registo - por isso o faço.
2- Li, noutros sítios, pessoas que estimo e a opinião deles sobre o seu profissionalismo é a melhor. Logo, acredito na opinião avalizada de quem li.
3- Confrange-me ver os comentários, em uníssono, que se levantaram por aqui. Por contraposição a esses, deixo o meu.

LN

Pedro disse...

Duas notas sobre o fenómeno Miguel Abrantes:

1 - Ou tem uma capacidade de visualização espacial extraordinária para montar o seu próprio filme dos acontecimentos, ou também esteve em Cabo Verde, ou então priva com alguém que lá esteve.

2 - A Fernanda Câncio é a única pessoa na blogosfera que diz que o Miguel Abrantes existe.

I rest my case.

Anónimo disse...

Senhora Dina,

Mais uma vez se comprova o relacionamento duvidoso da classe jornalista com os governos instalados, é perniciosa.

Não consigo compreender como é que os jornalistas viajam à conta do pagode com os dignatários, criando entre si laços de interesses que se podem revelar duvidosos.

Não digo que seja o seu caso - pois, antes pelo contrário, não teve medo em divulgar a sua história.

Mas é por viajens, jantaradas e convívios deste tipo, que depois são omitidas informações importantes sobre aqueles com quem mais se simpatiza, que ficam convenientemente esquecidas.

No seu caso pessoal, a viagem que fez paga por mim e por outros anónimos, serviu-lhe para esta onda de comentários à volta do seu nome, que perdoe-me, eu até hoje desconhecia.

Pessoalmente, não me parece uma situação relevante, mas a senhora conseguiu com este incidente ter muita gente a falar de si, à custa do meu dinheiro.

Como lhe disse, a ser verdade o que a senhora disse, não me parece que seja um incidente por aí além...mas quem se trava de amizades com o inimigo, tem de estar preparado para algumas traquinices.

Em face da sua coragem, deixo-lhe ainda um conselho de um velho: quanto o outro blog de algumas "jornalistas", a soldo descarado do actual Rato, e que tem o nome de uma veia, souberem do que nos contou, fuja para um lugar seguro e espere que este PS não ganhe outra vez.

Digo eu...

Saloio

TAF disse...

Mais uma versão do episódio, desta vez no Público, citando Dina Soares: "Lugar à mesa de Sócrates cria confusão em Cabo Verde". Ao menos versões não faltam! :-)

jg disse...

Esta tremenda e estéril confusão não deixa de ser esclarecedora.
A parte anedótica da mesma, reside no facto de ser impensável esclarecer "a verdade" através do elemento chave nesta questão: o sr PM.

Carla disse...

Ora Ora, está mais que convicto que o incidente se passou, caso contrário não estaria o ministro tão "ocupado" a desmenti-lo, quando verificamos que existe tanto "ou deveria" haver para fazer neste país. Boa Dina, mulher de coragem, conte tudo e não se cale nunca, por mais que tentem calar os jornalistas.
Será que podia postar aqui no seu blog o "estranho caso do irmão do Pedro Pedroso, que tirava fotocópias aos DR por um preço exusrbitante??
Essa era uma noticia que deveria ser revelada num telejornal ou jornal da noite, para que todos saibam o que este governo anda a fazer...
Ah e verdade, tenho ainda uma dúvida por esclarecer - È o Socrates, engenheiro????

Dina, conte-nos lá

Rita Maria disse...

De acordo com a versao contada pela própria Dina Soares ao Público hoje, afinal existiam realmente as duas cadeiras, pelo que podiam ficar os dois sentados no lugar, dando um jeito (o que já um comentador contava ser muito normal para toda a gente). Mas a jornalista nao quis e foi amuar para longe. Ou esta versao também é falsa?

Anónimo disse...

Miguel Abrantes, para sua informação numa mesa uma senhora não se levanta.

Tenha alguma etiqueta.

Anónimo disse...

Ridículo.....simplesmente ridículo..........o seu post, minha senhora.

RMG disse...

Falando de coisas realmente sérias, como estão os casos Freeport, da Cova da Beira e da (não) entrega da declaração com os rendimentos do actual PM?

Carla disse...

E o caso do irmão do Pedro Pedroso, contratado pela Ministra da Educação que tirou fotocpias por um preço astronómico, não apetece comentar?

Anónimo disse...

E um tal de Magalhães que não pode entrar no carnaval ...

Anónimo disse...

As jornalistas que escrevem neste blogue abusam da sua condição profissional. Se a história (parva) é verdadeira e se tem características noticiosas (para rir) porque não fizeram uma peça para a RR e Antena 1? Tenham vergonha e não usem o blogue como arma de ameaça e retaliação. Ao MAI: que vergonha vir responder directamente. Defenda-se em sede própria e dê-se ao respeito. Vergonhoso.

José Loureiro disse...

Desculpe ó Srª. D. Dina, mas há uma evidente nota de despeito, e alguma “birrice” no seu tom, que é tudo menos profissional. Dá um pouco a sensação, que se lhe tirarou o prazer de ficar ao lado do Sr. Sócrates nas fotos tiradas no café. Já conseguiu fazer uma ruptura epistemológica com a "coisa" e ir mesmo ao fundo ( ou ao cimo) da questão? Repare que facilmente se conclui, que a Sr.ª. agarrou o assunto como "cacha" e está a espremer um falso limão, muito para além do sumo. Desculpe, mas é o que parece aos olhos de um observador externo e pouco apaixonado.

Anónimo disse...

Tentam é esconder que o socretino não gosta de ter mulheres ao lado ...

RMG disse...

Adenda: quanto ao Ministro Rui Pereira, os recentes números sobre a criminalidade indicam que realmente as suas prioridades são o comentário em blogues. Já o Miguel Abrantes tem uma enorme virtude: as suas prosas valem por 5 Gatos Fedorentos e 3 Contemporâneos. E o povo precisa de circo!

Guarda redes disse...

Esta Loureiro deve ser nome dea família... Só pode.

Pedro Rodrigues disse...

Longe de mim defender este Governo ou um qualquer ministro, mas como podem afirmar que a resposta partiu de Rui Pereira? Porque existe um "post" com o seu nome?

Carlos Azevedo disse...

O comentário anterior foi escrito por mim. O meu nome é Carlos Azevedo (Pedro Rodrigues também faz parte...), mas, aqui, cada um assina como quer, não é verdade?
Quanto ao comentário da jornalista Dina, desconheço se é verdade ou não; não me surpreenderia que fosse verdade, como não me surpreenderia que fosse mentira (gente mal educada e gente mentirosa é o que mais há neste país). Como não conheço qualquer um dos intervenientes, não ajuízo.

Anónimo disse...

OPORTUNISMO JORNALISTICO DE AUTOPROMOÇÃO e PRESUNÇÃO DESMEDIDA.

JC disse...

Á pouco, quando levava o meu filho ao colégio, pude ver uma fila de cerca de 100 pessoas (cidadãos) a tentar entrar na CRcivil de Almada para tratar do CU (cartão único). Ou será, que estavam todos para casar?

Simplex, sem cadeiras

Anónimo disse...

sim CU ... só podia ser coisa do PS ... é o que dá andarem de avental nas festinhas que dão ...

Anónimo disse...

Caríssimos,

A triste verdade resume-se ao seguinte:

FALTA DE SEXO!

Se a dita Dina aproveitasse mas é a vida e não vivesse de frustrações, desilusões e carências (o que é, aliás, notório no seu rosto!) nunca se teria dado ao trabalho de tentar criar um facto político em relação a uma aldrabiçe destas!

Infelizmente para todos nós vivemos numa sociedade em que as frustrações individuais são todas, ou quase todas, canalizadas para o espaço público e revertidas em bílis contra tudo e contra todos...

Anónimo disse...

Cara Sra, Não se deixe intimidar nem ir abaixo; mantenha-se firme. Já não falta muito para isto mudar. Ainda havemos de ver muita gente a bater no peito e a jurar que nunca apoiou o ministro.

aL disse...

"O tema não é propriamente importante, por isso está num blogue e não na página de um jornal ou na antena de uma rádio", dizia eu ontem à noite.

Pelos vistos enganei-me na avaliação do ridículo a que pode chegar este país, quando li com surpresa este "episódio" no Publico.

só em resposta a um dos anónimos que escreveu aí acima: a viagem não foi paga aos jornalistas, mas inteiramente suportada pelos órgãos de comunicação social.

António Larguesa

Anónimo disse...

Cara Sra. D. Dina,

Longe de mim apreciar o nosso primeiro e a sua turma autoritária.

Mas explique-me lá como é que soube que "Rui Pereira terá "mandado um um empregado do restaurante dizer a uma jornalista que se levantasse para ele se poder sentar junto de sócrates."?

O tal empregado disse-lhe mesmo que "aquele senhor ali mandou-me dizer-lhe"...ou "aquele ministro mandou-me ordenar"...?

Confesso-lhe humildemente que ao fim de 30 anos a fazer processos de averiguações, a sua queixa dificilmente seria sustentada e comprovada.

E se eu fosse o cidadão Rui Pereira, lhe instauraria uma acção criminal por difamação, injusta, gratuita e descabida, e falsa.

Pelas diferentes versões que agora se conhecem de outros "jornalistas", incluindo as suas próprias (para si, agora já há uma outra cadeira), não me parece que a senhora prime muito pela verdade desapaixonada.

A Senhora viajou, comeu e bebeu à minha custa, e ainda se astá a promover - com inverdades.

Os cigarros que fumou, também foram pagos pelo erário público?


Não gosto particularmente destes socialistas que nos governam actualmente (Sócrates, Santos Silva, Vitalino, Vitorino,Coelhone, Lello,etc.), mas gosto menos de mentiras.


Digo eu...

Saloio

Anónimo disse...

Ena, isto é um óptimo jogo de sociedade, melhor que o Cluedo!

Portantos, diz o Nuno Saraiva que foi encaixada uma cadeira entre a cadeira da Dina e a cadeira do PM. Diz a Madalena que viu o empregado com uma cadeira na mão a pedir aos jornalistas para se apertassem para que o MAI se sentasse ao lado do PM. Chegados aqui, qualquer pessoa chegaria à conclusão de que a cadeira trazida pelo empregado era para o Rui Pereira se sentar, entre a Dina, que teve de se desviar, e o PM.
Mas eis que a Dina diz que “a cadeira a que o Nuno Saraiva se refere “foi trazida pelo empregado para que eu me pudesse sentar, uma vez que eu me tinha levantado para o ministro se poder sentar, ficando por isso sem lugar”.

Onde é que está o erro?

Eu não conheço nem a Dina, nem o Rui Pereira, nem qualquer dos muitos amigos de ambos. Respeito ainda por igual políticos e jornalistas, embora estes últimos tenham uns certos fumos de santidade. Estou-me a borrifar para uns e outros, pardon my french. A única forma de salvar esta história ridícula é transformá-la num jogo para o fim de semana. Onde é que estão os erros? A

Pedro

Anónimo disse...

Já agora, não se arranja um desenho, um diagrama, sei lá, um desenho animado com bonecos de plasticina, para esclarecer a coisa?...

Pedro

TAF disse...

Organize-se uma reconstituição do crime! :-)

Anónimo disse...

Pedro,

Está a esquecer-se disto:
Os políticos são pagos (e bem, bem demais) para nos governarem.
Os jornalistas são pagos pelos patrões deles (aqueles que pagam, porque sei que há quem tenha o salário em atraso).
A política e a sociedade em geral não vive sem informação. Os jornalistas são mensageiros dessa informação.
Alguns, tolhidos pelo partidarismo, ficam cegos e escondem-se atrás duma factualidade que só a eles interessa.
Outros (ah! abençoados)não vergam a coluna e são ainda o nosso reduto de esperança: transmitir aquilo que os outros (aqueles que nos governam) fazem ou deixam de fazer. E só por isso, merecem o nosso apreço. De outro modo, andávamos todos tapadinhos, cegos, crentes uma realidade que não passa de uma miragem.

Portanto, é muito fácil atacar o jornalismo, porém, esquecem-se que sem eles viviamos no mundo das trevas.
Tenho dito! Viva a Dina.

Anónimo disse...

Mas esqueci-me de quê, ó anónimo? Há aqui duas versões e gajos de um lado e do outro a jurarem pelas alminhas que o seu amigo ou conhecido é que diz a verdade. Eu não conheço nem uns nem outros, nem me interessa. Acontece que há aqui coisas que ainda não estão claras. É apenas isso. De resto, tu precisas de politicos e de jornalistas. E sem politica não há jornalismo e sem jornalismo não há politica, etc, etc, blablabla.

Pedro

Anónimo disse...

Pedro:

Gostei do blablabla. Continuemos assim: blablablablabla...

Anónimo disse...

anónimo, tu continua com o que te der mais jeito, meu.

Coméqué com o enigma, ó malta?

Pedro

Fernanda Câncio disse...

Fico com uma certeza: há aqui muita gente que gostaria tanto de estar sentada à mesa ao lado do Primeiro Ministro, que seria capaz de mentir só por raiva de esse prazer lhe ser parcialmente retirado.

E há até gente que que até acha isso um acto de grande coragem e heroísmo..

PMS disse...

"Mandou (ele ou alguém por ele) o empregado dizer que o senhor ministro se queria sentar ali."

Ou seja, começa por acusar o ministro de a obrigar a ceder o seu lugar, para agora afirmar que não faz ideia se foi ele ou não a falar com o empregado.

Toda a sua acusação cai por terra e a haver um pedido de desculpas, devia ser seu em relação ao ministro.

PMS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
PMS disse...

A Dina apresenta várias versões para a mesma história.

1- O ministro mandou ou não o empregado pedir-lhe para sair do lugar? Primeiro diz que "rui pereira mandava", depois diz "mandou ele ou alguém por ele".

2- Quando é que o empregado lhe trouxe uma cadeira? Quando lhe pediu para trocar de lugar ou depois?

Primeiro afirma apenas que "se levantou para ele se poder sentar junto de sócrates". Depois acrescenta que houve uma "cadeira (...) trazida pelo empregado" quando já se "tinha levantado".

Ao Público, afirma que o empregado, quando lhe pediu para se levantar, já "trazia na mão outra cadeira, para se sentar".

3- Onde é que ficou sentada afinal dessa situação, afinal? Ao lado do ministro ou ao fundo da mesa?

É que ao Público diz que "recusei a cadeira e fui para o fundo da mesa, onde acabei por sentar-me", pelo que não se percebe porque motivo o empregado colocou a cadeira, obrigando "a pessoa que estava sentada à minha esquerda a deslocar-se para que esta coubesse".

Anónimo disse...

E a Dina sentia-se confortável ao lado do P.M.? Se sim, teve o que mereceu. Se não a tivessem convidado a levantar, a esta hora estaria a chamar comunistas aos 200 000 que se manifestavam em Lisboa, enquanto V/ Exas. passavam umas férias à pato, em Cabo Verde.
Mentira?

Anónimo disse...

Estou pelo cu de jornalistas, do governo, de gentalha desta... mas que merda estou eu aqui a fazer... é que se não fo...

joshua disse...

Já cá faltava a Câncio da voz rouquinha e dos olhinhos-bebé, a única que dá colo e conforto ao PM in persona e in praesentia, tete a tete, olhos nos olhos «A tua política tem chicote, tem sádico! Adoro a tua política, Zecas!», diz-lhe ele. Há gente que se senta em qualquer coisa, desde que compense largamente a necessidade de desonestidade intelectual.

joshua disse...

«A tua política tem chicote, tem sádico dentro! Uau, adoro a tua política, Zecas!», diz-lhe ela.

Nandinha Cancio disse...

A tal Câncio da voz rouquinha sou eu que até me chamo Joaquim, mas neste chorrilho de aldrabices achei-me no direito de aldrabar também.

joshua disse...

Pois...

A Fiado disse...

Até porque consta que ele gosta de gente com voz grossa.

joshua disse...

Por isso ela tem-na rouca e lamenta não ser homem.

Leonor Pinhãozel disse...

A Dina é uma mulher de grande coragem!!!
Pela denúncia contra os poderosos é a Carolina Salgado do jornalismo português!!!!!

JC disse...

Tirando o facto do post da leonor pi...qualquer coisa, ser puro humor negro.

o Rei vai Nú

Aliás, como tudo o que envolva desGoverno.

Anónimo disse...

A DINA é a CAROLINA SALGADO do jornalismo português!

(com as minhas desculpas à dita Carolina pela ofensa, claro!)

Absolutamente brilhante e irrefutavelemente verdadeiro!

João Branco disse...

Como diria Shakespeare, muito barulho por nada. Eis o relato, mad in Cabo Verde, com o testemunho da PROPRIETÁRIA do restaurante em causa:

http://seiquequerosaber.blogspot.com/2009/03/polemica-da-cadeira.html

Agora, cada um que tire as suas conclusões. Deixem-me só adiantar este parágrafo:

"À chegada ao espaço, José Sócrates, em tom de brincadeira ou ironicamente - cada um dará o seu sentido -, afirmou: “Colocaram-me no meio de jornalistas, vai dar confusão, mas não há em problema”."

Cumprimentos a todos

João Branco