domingo

Aos indecisos de hoje

Mas uma coisa vai acontecer com certeza: pessoas continuarão a sofrer sem necessidade - e isto não é uma eventualidade. Isto é realidade factual, do passado, do presente, e - se o SIM não ganhar - do futuro.

Queridos indecisos e/ou potenciais abstinentes,

Aproveito este momento para vos dizer por que vou votar esta tarde; e por que vou votar SIM (mesmo compreendendo alguns argumentos pró-Não).

- Porque a História se escreve todos os dias por cada um de nós, devemos votar, e mudar o país que tanto criticamos. E isto não é nenhuma utopia!

- Porque temos de dar o benefício da dúvida ao cenário positivo que pode advir da vitória do SIM, sem mulheres sujeitas a humilhações morais e físicas, julgamentos, condenações, e mesmo mortes.

- Podemos correr o risco de aumentar o número de abortos ou de despesas públicas, sim. Mas isso também pode não acontecer. Comparando com a vida pessoal:

Vamos deixar de nos apaixonar e viver mais felizes só porque o namoro pode eventual, remota e hipoteticamente correr mal? E se correr mal?... Haverá sempre forma de nos recompormos, certo?!

- Se não dermos hipótese de o aborto ser despenalizado, nem sequer haverá hipótese de se pensar e criar soluções de gestão para a questão, porque ela simplesmente não se irá colocar.

Mas uma coisa vai acontecer com certeza: pessoas continuarão a sofrer sem necessidade - e isto não é uma eventualidade. Isto é realidade factual, do passado, do presente, e - se o SIM não ganhar - do futuro.

- Somos nós quem, a cada hora do dia constrói o país e o mundo em que vive. Ainda não deu por isso? Está na hora de assumir a responsabilidade em vez de culpar os outros pelas suas infelicidades. Em tudo na vida.

Um abraço,
Marisa

1 comentário:

cardeal patriarca disse...

Sim Marisa e mais:

Se o SIM ganhar faremos de Portugal um Estado não confessional - um Estado verdadeiramente laico. A partir deste momento qualquer Igreja terá medo de "embarcar" em "guerras" deste tipo.

Segundo elevaremos o referendo ao Estatuto de decisão nacional, isto é teremos uma democracia adulta.

Vamos a ver se o conseguimos !