domingo

Cruzes canhoto!, diz Sócrates...

Se o resultado do referendo ao aborto for contrário à despenalização, mas NÃO FOR VINCULATIVO, o PS acata e deixa tudo na mesma.
Esta a posição oficial do partido de José Sócrates, pelo próprio.
Ora aqui está um político "moderno",... aliás, hiper, mega, ultra, meta-legalista.

(Teme-se o pior...)

5 comentários:

rps disse...

Eu sou contra referendos e acho que o Parlamento deveria legislar sobre o assunto.

Em todo o caso, havendo referendo faz sentido que se tenha em conta o sinal dado pelo eleitorado. A posição do PS parece-me coerente. Óbvia.
Já a posição da dra. Roseta é "façam o referendo e legislem pelo sim, aconteça o que acontecer". Então que não haja referendo.
Era bem mais higiénico.

Anónimo disse...

o seu conceito de democracia é digamos que.........alternativo.
Se quando a direita conservadora e católica voltar a estar em maioria na AR suponho que ache bem eles mudaram novamente a lei, não ?
Democracias.......

susana disse...

Abra-se uma polémica: estou totalmente em desacordo com a proposta de Roseta, apoiada por Alegre. Acho completamente insensato dizer agora às pessoas que, ganhe o sim ou ganhe o não, a AR deve legislar sobre o aborto. Então para que é que eu hei-de ir votar se independentemente do resultado a AR vai tratar do assunto? Então não se faça o referendo. Acho que é estar a desmobilizar.

escola de lavores disse...

Susana: não iria polemizar contigo por isto, até porque também acho exagerado que de antemão se diga que se vai despenalizar independentemente do resultado do referendo - não é isso que está em causa, mas sim que todos se pronunciem (por isso acho tão absurdo o engº dar a entender que mesmo no caso de não ser vinculativo (abaixo de 50% de votantes), um não será sempre um não?!?!). Sempre achei que este assunto não é para ser resolvido por referendo e supunha que este PS 'moderno', como os mais modernos da Europa, iria deixar-se de falsos pudores: basta legislar e aplicar a lei. Só isso. Acabar, pelo menos neste assunto, com uma gigantesca hipocrisia.

cardeal patriarca disse...

São rituais políticos que têm de ser cumpridos.

Foi vencido em referendo faz-se novo referendo.

Se o resultado do referendo fõr não aprova-se a lei na AR ?

Se a resposta fôr não, então fica assim até que um referendo lhe valha. O Eng. Guterres sem necessidade, fez um referendo, antecipando o não, e a partir daí estamos reféns - da militância a sério dos que querem aprovar as leis.