quinta-feira

Não há paparazzi em Portugal

O assessor da Mia Farrow dizía ontem a alguém que os jornalistas portugueses eram uns queridos. Que lá fora são uns mauzões e que uma vez um deles até meteu a mão por dentro do decote de uma actriz para ver se as mamas dela eram de silicone.

Pergunta: Os jornalistas portugueses são "uns queridos" ou são maus profissionais? Afinal a função destes jornalistas é descobrir destas coisas...

PS: Por falar em paparazzi (que faz lembrar jet set e tal...). Ontem, no aranque do Liboa Village Festival, lá andava o Paulo Portas, supé moreno em pleno estilo Caras. Por acaso o Santana, não o vi por lá.

3 comentários:

dina disse...

Descobrir destas coisas como por exemplo se uma actriz tem mamas de silicone? Não quero acreditar que consideres ser essa a função dos jornalistas.
Eu estive na conferência de Imprensa da Mia Farrow. Ela esteve disponível para responder a todas as perguntas, durante mais de uma hora. Os jornalistas questionaram-na sobre a carreira dela, o presente e futuro do cinema, a situação em Darfur, a acção (ou falta dela) das Nações Unidas. Foi cordata, esclarecedora e muito interessante. Acho excelente que não existam paparazzi em Portugal. Como acho excelente que o jornalismo português não entre na vida privada, sentimental, sexual, familiar das personalidades públicas. Tu não?

Ana disse...

Oh pa, desculpem lá, mas perante essa observação de Mia Farrow, dá mesmo vontade de perguntar "Mas são ou não são de silicone?" ... só apetece gozar com o assunto, quer se seja jornalista ou não!

Marisa disse...

Não foi a Mia Farrow que falou do episódio da silicone, mas sim o agente. E o caso não foi com ela. Ela é um ser maravilhoso!

Respondendo à tua pergunta, Dina: Eu acho bem que não se explore a vida pessoal das pessoas. Por isso jamais seria jornalista cor de rosa. Mas garanto-te que, se aceitasse ser contratada para tratar desses assuntos, faria o meu melhor. A questão está em cumprir ou não aquilo a que nos propomos. Eu não assumiria tais tarefas, obviamente. E, como consumidora, viveria bem num mundo em que niguém as assumisse. A prova disso é que não perco um segundo com cor de rosices. Por isso nem seuqre sei nunca (nem quero saber) quem é quem, mesmo quando toda a gente sabe.