quinta-feira

Carta à Dina

Obrigada pelo link com os dados da União Inter-Parlamentar, o Ruanda and so on... Li os dados, tentei 'pescar' dois quadros muito interessantes, mas as limitações tecnológicas ainda não mo permitem.
Tenho, porém, a impressão de que não viste o conteúdo do link.
1. afinal, a Suécia sempre tem mais mulheres parlamentares que o Ruanda, sendo que em nenhum dos dois países há paridade.
2. os países nórdicos sempre são onde há mais mulheres deputadas, seguindo-se as Américas, o resto da Europa, e só depois vem a Africa sub-sahariana.
(...)
Achas mesmo que o poder, num sentido amplo, ou a paridade política, se medem pelo número de eleitos para o parlamento??
Se releres o que escrevi neste e noutro blog nunca encontras peremptoriamente SOU PELAS QUOTAS, nem o inverso - o que revela um pressuposto de equívoco da tua parte em relação ao que defendo (isso daria, porventura, um outro post mais 'didático').
Antes de chegarmos ao eloquente exemplo do Ruanda (usado para ridicularizar, e daí ter respondido a brincar sobre o pobre país...) teríamos de debater muitíssimas outras realidades. Ora, o melhor, é documentarmo-nos bem, regra que aliás é suposto seguirmos no jornalismo.
Este debate é sério e muito nteressante, mas tem de ser ponderado e fundamentado.
Por mim, estou muitíssimo confortável com o que defendo quanto às relações de poder entre homens e mulheres. E tu poderás dizer o mesmo?

PS - Espero que tenhas tempo para ler o capítulo sobre feminismos de "O Poder da Identidade" de Manuel Castells, presumo que um cientista social respeitável...
[Ah! O' Estamos conversadas?' soou-me muito à Vitorino, um estilo muito masculino de político... E não havia necessidade.]