sábado

Babel

Para acabar o ano em balanço sobre a vidinha, ou começar o próximo a relativizar, nada como ir ve-lo num cinema perto de si. E depois festejar, se for caso disso.
Com Babel* está garantida uma experiência forte.
Babel é um filme onde as estrelas de cinema não são mais que pessoas como nós (parece que Jaqueline Bisset entra e nem dei por ela; Brad Pitt torna-se um homem comum; e por aí fora...)
As histórias entrecruzadas de Babel mostram como o mundo está globalizado, interligado e tão desnivelado! Pessoas pobres, humildes, miseráveis têm uma dignidade surpreendente. O espectro do império americano sobre tudo. O hara-kiri da cultura nipónica - ou do capitalismo? Os acasos e as consequências. Coincidências e azares.
A profunda solidão dos seres. O poder do carinho. A extrema solidão de cada um. A ternura, o amor (?), a compaixão. Afinal há esperança. Às vezes.

De que fugimos se não temos nada a esconder?

*VENCEDOR DO FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES 2006:
– Melhor Realizador - Prémio do Júri Ecuménico - Grande Prémio Técnico
7 NOMEAÇÕES PARA OS GLOBOS DE OURO:

- Melhor Filme - Drama
- Melhor Realizador – Alejandro Gonzalez Iñárritu
- Melhor Actor Secundário - Brad Pitt
- Melhor Actriz Secundária (2) - Adriana Barraza e Rinko Kikuchi
- Melhor Argumento – Guillermo Arriaga
- Melhor Banda Sonora Original – Gustavo Santaolalla

2 comentários:

Anónimo disse...

Vi e gostei. Aliás, já estava à espera de um bom filme por causa de "21 gramas". Realmente, não se pode dizer que há uma personagem principal, mas sim uma série de histórias de pessoas reais, comuns, que se interligam.

Se a Jaqueline Bisset passou pelo ecran, não dei por nada!:)

Bjs

alfredo werney disse...

um grande filme. a realidade é surpreendente e escandalosa! trágica e ao mesmo tempo poética. descordo quando tratam como uma simples crítica ao império estadunidense, é muito mais: é uma reflexão sobre a dor humana. ninguém escapa desse disparo. somos todos a mesma merda: mexicanos,estadunidenses, japoneses. não é uma estória de opressores e oprimidos, mocinhos e bandidos. o acaso é destruidor...