quinta-feira

Efeméride


"Nem sempre as circunstâncias proporcionam ao chefe do governo a oportunidade para no discurso esclarecer o seu pensamento ou elucidar o público sobre problemas, correntes ou objectivos a atingir. Mas os actuais meios de comunicação permitem conversar directamente com as pessoas sem formalismos, sem solenidades, sempre que seja julgado oportuno ou necessário. E é essa conversa em família que vou tentar estabelecer de vez em quando através da rádio e televisão."

Marcello Caetano, que nasceu há 100 anos, apresentou assim as suas Conversas em Família na RTP e na Emissora Nacional. Os pressupostos continuam actuais. Não duvido que, se pudesse, muito boa gente tentaria reeditar um programa do género...

4 comentários:

Paulo Nuno Vicente disse...

Santana e Sócrates chegaram à chefia do Governo.

Terão tido a sua antecâmara no dominical frente-a-frente na RTP?

Pelo menos o pressuposto da familiaridade está lá...

escola de lavores disse...

Pergunto se, adaptados aos novos tempos, não há hoje e não tem havido, nas televisões (pública e privadas), programas análogos - sim, sem o mesmo teleponto, com um pouco mais de diálogo, mas cujo conteúdo é, sob a capa do didactismo, veicular uma opinião muito pouco contraditada... E algo permanece: se bem me lembro, foi Marcello que explicou ao povo que os tempos eram então de 'vacas magras'...
Passamos a vida a elogiar exemplos estrangeiros, mas alguém me diz onde há políticos no activo, ou o que for..., a fazer comentários semanais e quinzenais em horário nobre nas televisões dos seus países? Refiro-me aos monólogos, não aos frente-a-frente...

Anónimo disse...

Assim se vai, a socapa, banalizando um dignitário fascista.
Ouvi na SIC desta noite o "comentário" e as imagens consagradas a esse sinistro personagem.
Não esperava melhor tratando-se da SIC, que em matéria de televisão "caixote-do-lixo" é do melhor
que se faz na Europa.
Quantos não terão enxugado no canto do olho uma lágrima nostálgica... Velhos tempos...

Rebentos novos? O ventre da velha senhora foi fecundo!
De resto como imaginar que nas horas que sucederam o 25 Abril toda a gente fosse democrata nesta terra, e que o regime pudesse ter perdurado sem um mínimo de consentimento durante 50 anos
em largas camadas da população batendo assim o recorde mundial de longevidade?
Como se Hitler e a Alemanha nazi pudessem ter existido sem o povo Alemão.
Continua sendo um segredo de estado, a razão que fez com que os dignitários do antigo regime
tivessem tranquilamente seguido para o Brasil em viagem de turismo,
que apenas um pequeno numero de agentes da PIDE fosse a julgamento e que ainda hoje
os acessos aos arquivos dos diferentes ministérios da época são extremamente condicionados?
Talvez isso explique a pobreza das investigações existentes sobre esse período da história portuguesa.
Uma coisinha assim chama-se, dona Susana: UMA IMPOSTURA HISTÓRICA!

AB

Anónimo disse...

Gran amigo del profesor Lopez Rodo