quinta-feira

C’est la vie

Hoje devia ter ido correr e não fui. Cheguei a casa e só me apetecia cair no chão e deixar-me ficar. Hoje o dia não foi dos melhores. Foi apenas mais um dia, mas sinto-o como se tivesse sido uma semana inteira. “Estamos sempre a aprender” é uma daquelas grandes verdades. E hoje aprendi imenso. Cresci mais um bocadinho e amanhã serei um bocadinho mais forte, terei mais defesas. É como comer um “Danonino” (piada seca). Mas o dia não podia acabar sem escrever aqui umas palavras. Descobri hoje que sou uma pessoa terrível aos olhos de alguns. Eu costumo dizer que me conheço demasiado bem para me enganar a mim própria. Quer isto dizer que fiquei muito espantada ao ouvir o que ouvi sobre mim mesma. Não é nenhuma novidade mas, em geral, as pessoas confundem frontalidade com agressividade. Porque será? Eu nunca percebi… só posso concluir que este tipo de pessoas prefere ser enganado e continuar a sua vidinha sem incómodos, mesmo que esses sirvam um propósito enriquecedor. C’est la vie.

3 comentários:

escola de lavores disse...

Não podemos controlar o que outros pensam de nós, dizem de nós, ou presumem sobre nós. Mas podemos ser honestas e frontais e achar que assim vivemos melhor. E podemos amaciar alguns detalhes, num esforço para controlar a emoção negativa. Para que não se amedrontem quando apenas somos nós próprias. Tu sabes isso. O trabalho é um compartimento à parte dos afectos, embora pôr afecto no que se faz seja muito bom. Tu consegue-lo. O resto o tempo encarrega-se de pôr no sítio.

Ana disse...

Obrigada ;-)

Ariadne disse...

Infelizmente, não é possível agradar a todos, por mais que nos esforcemos. Quanto à frontalidade, apesar de eu achar que mais vale uma verdade cruel do que uma mentira piedosa, tenho de admitir que a maior parte das pessoas não está preparada para escutar a verdade, e prefere a mentira (muito em parte por não saberem lidar com a verdade).
O motivo, pelo qual acham que as pessoas frontais são agressivas, deve-se ao facto das pessoas frontais não dourarem a pílula e obrigarem os demais a encarar a realidade tal como ela é. Como diria Lao-Tsé “As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras”. Eu não seria tão radical como Lao-Tsé, mas a verdade é que em certas ocasiões as pessoas preferem a mentira à verdade, embora digam o contrário.
Apesar disso, acredito que se todos fossemos mais frontais, todas as nossas relações seriam mais autênticas e transparentes.
Pois, no final “a verdade libertar-vos-á”(Evangelho de S. João).