sábado

Por falar em direitos e mulheres

Como se já não bastasse a excisão clítoriana... Li hoje na Sábado que agora passam a ferro as mamas das jovens africanas, com uma pedra incandescente envolvida num pano. Para lhes resfriar os impulsos sexuais. No comments!

6 comentários:

escola de lavores disse...

Há tempos ouvi uma conversa num autocarro em que uma portuguesesa, casada com um marroquino, explicava à vizinha que esses "são os costumes deles. É assim."

rps disse...

Porque não forçamos, por exemplo, os mulçumanos, a comerem carne de porco, fazendo-lhes ver que a crendice deles não tem sentido nenhum?

Se alguém propuser isto, será duramente criticado. No mínimo, é apelidado de etnocêntrico e totalitário.

Em vários pontos do mundo, o Ocidente tem, no plano político, imposto ou tentado impor o seu modelo. Os resultados são, invariavelmente, nefastos. Impor padrões culturais e hábitos de vida é ainda mais difícil. E será isso um acto de respeito pelos outros povos?

Se queremos impedir alguém de cumprir um rito ancestral, porque havemos de os deixar falar a l+ingua deles e usarem as roupas deles?

Esse terreno é muito pantanoso, blogueira Marisa.

Mais Notas Soltas disse...

Ora aí está um bloguista ineligente, o rps! Excisão feminina autorizada já! Subsídios, inclusivé, da Segurança Social, para a sua prática. Bem diz quem diz que se pode tirar o negro da selva, mas não se pode tirar a selva do negro...

rps disse...

Caro(a) Máquina Zero...
Eu explico-lhe, como se você fosse muito burro(a): eu sou contra qualquer tipo de excisão. Acho que aquilo que Deus nos deu é para lá estar. Levanto, apenas, outra questão: devemos impor padrões (de vida, culturais, religiosos, sociais, o que seja...) a quem os tem diferentes de nós? É essa a questão.

susana disse...

RPS: Quando está em causa a dignidade do ser humano (por mais ocidental que seja essa concepção) SIM. Na Escola já falámos de etnocentrismo.

Marisa disse...

Caro RPS,

A questão é que há muitas mulheres que não querem praticar esses costumes e são obrigadas.

Na faculdade tive um colega que tinha irmãs sujeitas, contra vontade, a esses ritos.

O terreno é pantanoso, concordo. Mas quem não quer brincar deve ter liberdade para poder dizer "rebenta a bolha"! Em qq. parte do mundo.