quarta-feira

Voz do Museu: para ouvir mas pouquinho

A ParaRede é uma grande empresa e, como tal, cada vez que faz a mais pequenina coisa ‘apoia-se’ imediatamente nos media. Desta vez, lançou – em conjunto com a Telelink SMS Portugal – um serviço que se chama Voz do Museu e que já está a ser testado no Museu de Arte Antiga, em Lisboa. A ideia é facilitar a vida ao turista. Ao visitar o museu poderá obter informações sobre o que está a ver através do telemóvel. Para isso, basta apenas introduzir a referência da pintura em causa, por exemplo, e ouvir a descrição. O custo da chamada é de 60 cêntimos e a descrição não chega a um minuto. Pergunto-me quem é que vai estar a gastar dinheiro desta forma? Não é melhor o belo do guia em folhinhas de papel? A tecnologia nem sempre é sinónimo de melhoria. Não só não acho prático – porque se estivermos a falar de uma sala com 10 peças temos de ligar 10 vezes – como acho caro. Depois existe ainda um conjunto de particularidades que fazem deste serviço uma anedota. Uma delas é o facto de só estar disponível em português. Portanto, os turistas estrangeiros – que são quem mais visita os museus – não podem sequer utilizá-lo. A ParaRede repete-se quando diz que esta é uma experiência-piloto. Uma experiência-piloto que começa mal, digo eu.

3 comentários:

susana disse...

Estou contigo, Ana !

Leonardo disse...

Relativamente a isto não percebo porque tanto procuram querer dar dinheiro às empresas de telecomunicações como se as soluções delas fossem as melhores... isto de andar com o telemóvel nos museus não tem assim tanta piada... é que isso implica ter os telemóveis ligados... logo correr o risco de receber chamadas de fora!! Acham que iam gostar de estar nos museus e constantemente a ouvir toques polifónicos completamente irritantes?! Aconselho os tipos do IPM a dar uma voltinha pelo Gugenheim Bilbao e aprender como prestar serviços de qualidade sem custos brutais tanto para eles como para o público! A ideia de fazerem negócio à custa da cultura sempre me fez um pouco de confusão pois apenas irá provocar um gap de conhecimentos cada vez maior entre classes sociais! E isto de anedota não tem nada...!

Marisa disse...

Os museus internacionais têm há algum tempo aquele sistema falado em que pagamos um extra à entrada e dão-nos uma espécie de auscultador de telemóvel.

Cá, há tempos fui ao museu de arte antiga e vi um desses auscultadores. Pensei "fixe! já cá chegou a novidade". Afinal... talvez fosse um desses pagos.

Está mal,mal!!