terça-feira

Seremos dispensáveis?

Há mais de um mês que andava na agenda com uma fotocópia de um artigo para ler quando pudesse. Li hoje. É a opinião do director do Le Monde, Jean-Marie Colombani sobre o futuro da imprensa.

Diz assim, ele: Na nova era da informação - em que os cidadãos produzem e consomem as suas próprias notícias na internet- já não se sabe bem qual o papel do jornalista(...) Se eles próprios escrevem vão precisar de jornalistas?

Digo assim, eu: Se eu própria sei cozinhar, preciso de restaurantes?

3 comentários:

Mais Notas Soltas disse...

Pequeno pormenor: os cidadãos não produzem e consome as usas próprias notícias. Os cidadãos consomem as notícias dos outros cidadãos e produzem as suas próprias notícias que outros cidadãos consomem. Por melhor que eu saiba cozinhar, há sempre dias em que me apetece comer fora. E há sempre cozinheiro melhores que eu.

Ana disse...

Na minha opinião vai haver sempre espaço para nós, jornalistas...
É verdade que toda a gente escreve hoje em dia na Net. Mas com tantas pessoas a escrever podemo-nos questionar sobre a qualidade do que se escreve por aí... talvez o futuro dependa disso mesmo: da qualidade e não da quantidade.
A propósito do comentário do máquina zero que achei muito pertinente: em alguns nichos do mundo jornalístico há quem produza e consuma as suas próprias notícias! Quanto ao resto, não podia estar mais de acordo, adoro cozinhar mas também adoro comer fora!

escola de lavores disse...

Em resumo, até que se invente o jejum pró-activo, i.e. aquele que não comendo, alimenta(?!) - e dava tanto jeito...- haverá sempre quem precise de comer em restaurantes, seja qual for a sua categoria (Marisa, mais uma vez, adorei a analogia!).