quarta-feira

Porque há uns que têm mais direitos do que outros

Há dias, uma criança de três anos apanhou uma seringa, ainda com sangue, junto do muro da creche, em Santarém. Os pais dizem que se queixam, há três anos, da falta de limpeza e de polícia no local que o torna apetecível para o consumo de droga. Hoje, ouvi na rádio o presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores, dizer que o policiamento não iria resolver nada porque as pessoas têm direitos...
Direito a quê ? A injectarem-se onde quer que seja ? Junto ao muro de uma creche com crianças de 3, 4 e 5 anos ? E os pais não têm direito a estar no trabalho sossegados sem receio dos filhos se picarem na degradação dos outros ? Arranjem salas de injecção, o que quiserem, mas não me obriguem a conviver com o lixo/a doença (chamem-lhe o que quiserem) da droga. Veio de Santarém a explicação para o que assisti, várias vezes, no final da recta do Bairro das Marianas, em Carcavelos. Com o círculo da droga a céu aberto, traficantes e consumidores na hora, mesmo ali ao lado, a polícia fazia operações stop para ver se os documentos dos condutores estavam em ordem...

8 comentários:

PV disse...

"Não sei se desta vez serei censurado... Vamos ver..."



Pequenas coisas, evidentemente, pouco espectaculares em
termos de ambição jornalística, mas que entretanto, conscienciosamente postas em palavras, poderiam tecer
algo mais conforme com realidade portuguesa. Para isso será preciso tempo. Tempos que entretanto andam
voltados para o que brilha numa desenfreada vontade de "representação" que pouco tem a ver com a realidade.
Documentar ou "documentir" eis a questão? Não?
A.

PV disse...

A minha porta está sempre berta...
É o necessário "risco" que me imponho a mim mesmo,mas que não imponho a ninguém. Claro...
A.

susana disse...

Caro portovigário (ou será A.?), uma leitura mais atenta e verá que nunca foi censurado. Pode-se queixar de atrasos na publicação mas não de censura. Isso tem a ver com a organização dos horários da escola que, naturalmente, reserva-se o direito de admissão: Não tendo por base o que se diz mas como se diz. Em nossa casa também não abrimos a porta a toda a gente, pois não ?

Marisa disse...

Não percebi a "moral da história" do comentário de portovigário, mas seja lá qual for o que eu acho é que a saúde pública é um bem básico que devia ser visto pelas autoridades como tal e não quase como se fosse um luxo.

Não acho normal a complacência que reina sobre fenómenos gritantes como este do consumo de drogas ilegais em situações indignas, tanto para quem consome como para quem não consome.

PV disse...

Cara Marisa estou de acordo consigo.
Mas nesta questão da droga, penso que seria mais eficaz atacarmo-nos mais às "causas" que aos "efeitos",
que esses são múltiplos e continuamente "changeants".
Quanto a mim não existe receita milagrosa. Policiamento suficiente, é parte da resposta,
sabendo que o "mal" se deslocará de qualquer das maneiras para outro lado.

O comentário não visava nenhuma "moral da história", mas antes
manifestar o meu regozijo, quando vejo inseridos nos blogues portugueses pequenos
apontamentos dum quotidiano, que parecendo prosaico, não deixa de ilustrar uma
realidade que vai apodrecendo a vida dos portugueses.

Vivendo duas realidades distintas em dois países muito diferentes não consigo
impedir-me de "comparar"... E neste caso aquilo que ressinto como uma menor
"sensibilidade" dos jornalistas portugueses, ao que se passa em torno do patamar
da porta de casa" de cada um.

A.

Maquina Zero disse...

É tão injusto o mundo! Imaginem então os cameramen da National Geographic, que são obrigados a filmar os leões a comer as crias das gazelas, ainda vivas...

Ana disse...

O porto vigário não acredita em receitas milagrosas. Eu também não. Mas é preciso agir de alguma forma... e acredito que casos como estes não devem ser assim tão difíceis de resolver. O que é preciso haver é vontade, com mais ou menos policiamento...

Anónimo disse...

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