sexta-feira
Alguém mais tem mulheres com sonhos?
"Visitar a Capadócia era desde há muito tempo um sonho de minha mulher e, depois de ler alguns livros sobre a Capadócia, eu próprio comecei a sentir-me atraído por uma visita a esta parte da Turquia". A confissão é de cavaco silva e foi feita hoje, no final da sua visita à Capadócia. Ficamos, assim, a saber que este último dia da visita oficial do presidente à turquia não tinha objectivos de estado, serviu apenas para concretizar um sonho da mulher do senhor presidente. talvez não fosse má ideia aproveitar as férias e concretizar, à sua custa, os sonhos da mulher. Digo eu...
Por favor, não olhem
Vi, pela primeira vez, os tão esperados paineis colocados nas autoestradas com os preços dos combustíveis e garanto: aquilo, se servir para alguma coisa, é para causar acidentes.
Quem passa a 120 à hora, ou a 100, ou mesmo a 90, a única coisa que vê são uns zeros seguidos de mais uns algarísmos que são totalmente impossíveis de ler, quanto mais de comparar. Para isso, seria preciso parar, conhecer os preços ao cêntimo e ter a certeza que na próxima bomba é mais barato, ou mais caro.
Lembro-me, há uns anos, de uma polémica que surgiu em espanha por causa dos touros colocados juntos às estradas para fazer publicidade a uma bebida qualquer. Queriam tirar os touros porque diziam que distraíam os condutores. E os touros não tinham números, não tinham nada para ler. Agora imaginem o que pode provocar a tentativa de comparar preços de gasolina a 120 à hora. Inventa-se cada coisa.....
Quem passa a 120 à hora, ou a 100, ou mesmo a 90, a única coisa que vê são uns zeros seguidos de mais uns algarísmos que são totalmente impossíveis de ler, quanto mais de comparar. Para isso, seria preciso parar, conhecer os preços ao cêntimo e ter a certeza que na próxima bomba é mais barato, ou mais caro.
Lembro-me, há uns anos, de uma polémica que surgiu em espanha por causa dos touros colocados juntos às estradas para fazer publicidade a uma bebida qualquer. Queriam tirar os touros porque diziam que distraíam os condutores. E os touros não tinham números, não tinham nada para ler. Agora imaginem o que pode provocar a tentativa de comparar preços de gasolina a 120 à hora. Inventa-se cada coisa.....
Em Fevereiro estávamos preocupados com outras coisas
Afinal, não foi apenas o Expresso que descobriu o projecto de educação sexual do PS como eu aqui escrevi. Foram os próprios deputados socialistas ! Os deputados que aprovaram o texto em Fevereiro, alertados pelo semanário, leram o diploma que estava a ser fechado na especialidade e entenderam que há lá coisas que, afinal, não deviam estar. E agora, fazem reuniões atrás de reuniões para tentar salvar a honra do convento. Convenhamos que para quem quer dignificar a imagem do Parlamento, este tipo de situação não ajuda muito.
Emigramos, finalmente...
Tata vai criar a 'casa mais barata do mundo".
O impulso que (me) faltava para começar a poupar.
Pôr-me a milhas daqui... and just India!
O impulso que (me) faltava para começar a poupar.
Pôr-me a milhas daqui... and just India!
quinta-feira
Este país não é para sãos

Anda meio país a Zoloft, Prozac e afins (bom, agora com a crise, diz que, as famílias, até nisso cortaram) e ainda assim anda tudo doido na mesma. E a pandemia afecta o próprio Inem, entidade que regula o transporte de doentes – num sector onde apetrechar cada ambulância custa cerca de 45 mil euros.
Acabo de saber que o sector anda a implorar ao Inem que cumpra o seu dever e fiscalize as faltosas a quem o próprio retirou o alvará por incumprimento, mas que continuam a operar. Consta que há uma carta em que o Inem responde que só as pode fiscalizar se houver denúncias – o que efectivamente parece já ter havido.
É caricato que neste Estado onde a Asae leva a eito tanto os vilões como os bons da restauração, o Inem não cumpra os seus deveres e só o faça após essa sua falta já ter lesado quem paga impostos e cumpre a lei. Não haverá por aí alguma droga que injecte tininho a esta gente?
Acabo de saber que o sector anda a implorar ao Inem que cumpra o seu dever e fiscalize as faltosas a quem o próprio retirou o alvará por incumprimento, mas que continuam a operar. Consta que há uma carta em que o Inem responde que só as pode fiscalizar se houver denúncias – o que efectivamente parece já ter havido.
É caricato que neste Estado onde a Asae leva a eito tanto os vilões como os bons da restauração, o Inem não cumpra os seus deveres e só o faça após essa sua falta já ter lesado quem paga impostos e cumpre a lei. Não haverá por aí alguma droga que injecte tininho a esta gente?
quarta-feira
Quando é que o sol brilhará para todos nós?
Agrafem-se!"O agrafamento vai ser o futuro de todos os jornais”, diz José António Saraiva.
Depois dos sacos de plástico, dos brindes, a nova moda é o agrafo. O Sol mostra o caminho. E passa a sair à sexta. Com um bocado de sorte ainda temos a Sábado... a sair ao sábado.
Macacadas

O episódio que a Susana aqui relata é um bom exemplo da situação insustentável a que chegou o parlamento português. Ontem, foi lançado o livro, «o povo semi soberano», um estudo que revela, com dados concretos, aquilo que quase toda a gente sabia ou intuía: ir para o parlamento é encarado pelos políticos como um prémio ganho sabe-se lá porquê e o mandato serva apenas para preparar a etapa seguinte.
As pessoas não se sentem representadas e ainda bem, mal sinal seria que os cidadãos olhassem para o parlamento (e, por arrasto, para outras instituições) e se sentissem representados. O problema é que tanta irresponsabilidade está a abrir caminho a outras soluções, a outras ideias e a outros protagonistas. Está a levar cada vez mais pessoas à abstenção e ao alheamento.
Enquanto isso, os deputados discutem o uso da palavra autista. Já agora, podiam também deliberar sobre o uso da palavra cego, para não ofender os invisuais, ou surdo, para não ofender quem tem deficiências de audição. Pelo menos, enquanto estão distraídos com estes temas, não estão a aprovar leis de financiamento dos partidos e outras coisas do género.
Politicamente...autista
Na sequência do pedido de um deputado, a conferência de líderes recomendou cuidado na linguagem parlamentar evitando o termo "autista" por incomodar quem sofre de autismo. O cuidado é tanto, que no debate de sexta-feira passada, tentando não ferir mais ninguém, o ministro das finanças garantia que não era "politicamente...cego". Mas a certa altura, saiu-lhe mesmo um "ó sr. deputado, o governo não é autista." Houve logo um murmurinho na sala e no final da intervenção Teixeira dos Santos ainda ouviu Manuel Alegre, que presidia aos trabalhos, alertá-lo para os termos que não deviam ser utilizados na discussão parlamentar.
domingo
Baralhar e tornar a dar
O Expresso parece ter descoberto esta semana um projecto que em Fevereiro foi aprovado na generalidade no Parlamento e que propôe no ponto 7 do artº 10 que "no ensino secundário, o gabinete de informação e apoio deve assegurar aos alunos a distribuição gratuita de métodos contraceptivos não sujeitos a prescrição médica, existentes nas unidades de saúde". Tradução: Preservativos vão ser distribuídos no Secundário.
Este projecto do PS foi aprovado dia 19 de Fevereiro com a abstenção do CDS, BE e 5 deputados do PSD (pelo que não deixa de ser engraçada a crítica no semanário de Diogo Feio, líder parlamentar do CDS, à iniciativa socialista...)
Tambem a 19 de Fevereiro foi aprovado um projecto do PCP e chumbado outro do BE sobre educação sexual. Esta semana o processo deve ficar arrumado em comissão na especialidade. Ou andou tudo distraído "na primeira volta" ou estamos perante matéria prima que dura, dura, dura...
Este projecto do PS foi aprovado dia 19 de Fevereiro com a abstenção do CDS, BE e 5 deputados do PSD (pelo que não deixa de ser engraçada a crítica no semanário de Diogo Feio, líder parlamentar do CDS, à iniciativa socialista...)
Tambem a 19 de Fevereiro foi aprovado um projecto do PCP e chumbado outro do BE sobre educação sexual. Esta semana o processo deve ficar arrumado em comissão na especialidade. Ou andou tudo distraído "na primeira volta" ou estamos perante matéria prima que dura, dura, dura...
quinta-feira
brisa suave
i… podia resumir-se naquilo que é a apreciação comum de muitos jornalistas, editores e directores de jornais: é giro! ou: não, não gosto! mas i é um enorme ponto de exclamação invertido. um diário com páginas ao ritmo de semanário. aparece à quinta-feira: não sei se vamos ter tempo para isso. até porque i tem edições também á sexta, ao sábado i por aí fora.
i não tem orgulho nos seus jornalistas: a ficha técnica só apresenta as cúpulas. e i tem excelentes jornalistas - alguns escrevem nesta primeira edição.
i tem um formato engraçado. é uma vantagem competitiva do i. outra é ter conseguido juntar jornalistas novos e outros mais experientes, de centro e de direita, conhecidos e discretos, seguramente todos a acreditar no produto que os levou a juntar-se ali. i como aventura de fazer um jornal já é uma lufada. i chega?
i tem textos cuja leitura exige fôlego e não tem as muitas histórias ‘marginais’ que todos os dias nos surpreendem.
i bastava uma pequena equipa de scanners, de ‘esponjas’ da informação que flui no éter e na rede, nos sites de outros jornais, das tvs e nos blogs. i ficava mais leve e completo com as pequenas estórias. i precisava de um pouco mais de irreverência - não de fazer manchetes para se auto(ex)citar.
i tem um site pobrezinho, paradinho, modestozinho, e também uma itv - menos mal.
i merecíamos mais?
i(sto) é o primeiro número.
i não tem orgulho nos seus jornalistas: a ficha técnica só apresenta as cúpulas. e i tem excelentes jornalistas - alguns escrevem nesta primeira edição.
i tem um formato engraçado. é uma vantagem competitiva do i. outra é ter conseguido juntar jornalistas novos e outros mais experientes, de centro e de direita, conhecidos e discretos, seguramente todos a acreditar no produto que os levou a juntar-se ali. i como aventura de fazer um jornal já é uma lufada. i chega?
i tem textos cuja leitura exige fôlego e não tem as muitas histórias ‘marginais’ que todos os dias nos surpreendem.
i bastava uma pequena equipa de scanners, de ‘esponjas’ da informação que flui no éter e na rede, nos sites de outros jornais, das tvs e nos blogs. i ficava mais leve e completo com as pequenas estórias. i precisava de um pouco mais de irreverência - não de fazer manchetes para se auto(ex)citar.
i tem um site pobrezinho, paradinho, modestozinho, e também uma itv - menos mal.
i merecíamos mais?
i(sto) é o primeiro número.
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