quinta-feira

Eu estou é farta desta novela


A susana confessava há dias que já está farta das notícias sobre o bloco central. eu estou mais farta da novela alegre. quando já estava convencida de que o poeta ia deixar, finalmente, o tacho parlamentar, eis que surge de novo a dúvida. Agora, marcaram a resposta final para dia 15. Vai ser mais uma semana de perguntas sobre se já decidiu, o que o levaria a ficar, ou a não ficar, se já falou com sócrates, se almoçou com ele, que condições colocou para não abandonar o parlamento, etc, etc. Tudo isto para, no final, ficar ele e mais aquele grupinho de deputadas com nomes estranhos que fazem número nas votações do contra. Já era tempo de contratarem outro argumentista para esta novela....

i esta?

Será que o cheque que os ministros ofereceram ao sócrates pelo natal pode ser usado aqui?

terça-feira

Ao qu' isto chegou

O ministro da Economia saiu em defesa de Basílio Horta, recomendando ao deputado Paulo Rangel que "tem de comer muita papa de maizena para chegar aos calcanhares" do presidente da AICEP.
Até aprecio metáforas gastronómicas, mas pergunto-me se um ministro do Governo de Portugal, com a estatura de Manuel Pinho, não devia poupar os seus conhecimentos culinários... (a maizena é um amido que não serve exactamete para fazer papas)

Leitura de politólogo

Giovanni Sartori no El País sobre o divórcio de Berlusconi : "Se hará la víctima, él es buenísimo en eso. Dirá que tiene a toda la prensa en contra, que las televisiones le atacan, que todo es un montaje de los comunistas, pondrá en marcha una grandísima escena y la aprovechará para sacar réditos políticos y no sufrir el mínimo daño. Es un genio publicitario, y se mostrará como un tipo abandonado."Y concluye, entre ironías: "Lo que es seguro es que procurará presentarse como víctima, jamás como responsable. La culpa será de los comunistas. Quizá incluso EL PAÍS sea declarado culpable. Estén atentos".

segunda-feira

Temas previsíveis

Vamos ter eleições. Importam-se de adiar a conversa sobre o Bloco Central ? Já cansa. Obrigada.

Já não há máscaras nas farmácias cá da zona

Finalmente, um caso ! Já não somos um país de segunda, ultra-periférico, saloio. Não, tambem temos alguém com o H1N1. Quer dizer, tínhamos, porque ainda por cima já lhe passou. As análises tiveram de ir para Inglaterra mas isso não interessa. Temos uma. Mas animem-se. Amanhã chegam dois vôos do México.

Se fosse mal intencionada, diria

... o jeito que dá uma 'pandemia', de vez em quando. Ciclicamente, não é?
Há uns anos tornamo-nos alérgicos à carne de bovinos (inglesa) depois foi a gripe das aves, agora a gripe suína, é só puxar da memória...
Os governos cuidam de nós, as instituições acautelam-se, as empresas têm planos de contingência, as farmacêuticas engordam. Pelo meio há sempre uns quantos que vêem o seu negócio minguar; num ápice, instala-se o sobressalto colectivo.
Já, por exemplo, da SIDA quase não se fala. Não sei mesmo se o problema ainda existe.

temas sobre os quais gostaria de ter escrito mas não tive tempo

- O financiamento dos partidos e o dinheirão que eles podem receber agora sem dar cavaco a ninguém
- Os 500 mil euros que o jardim gastou em viagens secretas, também sem dar cavaco a ninguém.
- A central models contratada, e depois descontratada pelo Berlusconi para fazer o casting para o parlamento europeu. Mais a inveja da neta do mussolini que também quer um serviço destes para escolher os políticos. mais a mulher do berlusconi que primeiro o obrigou a fazer marcha atrás e depois o mandou às malvas.
- A marinha grande do vital moreira, o jeitaço que aquilo lhe deu para alguém notar que ele estava na alameda (foi na alameda, não foi?) e a parvoíce do pcp não dizer logo que aquilo era uma pouca vergonha em vez de andar a alimentar choradinhos.
- A onde de ressurreições entre as vítimas vítimas da gripe suína (mexicana, A ou H1N1) no méxico. já foram 152, agora são 22 e, quem sabe, ainda vão acabar por ser menos.

sexta-feira

A gripe da crise é o desemprego


Primeiro levaram os comunistas,
Mas não falei, por não ser comunista.
Depois, perseguiram os judeus,
Nada disse então, por não ser judeu,
Em seguida, castigaram os sindicalistas
Decidi não falar, porque não sou sindicalista.
Mais tarde, foi a vez dos católicos,
Também me calei, por ser protestante.
Então, um dia, vieram buscar-me.
Nessa altura, já não restava nenhuma voz,
Que, em meu nome, se fizesse ouvir.

[ Martin Niemoller 1892-1984]