quarta-feira

Nada de política nacional

Ferro Rodrigues à entrada para um colóquio, ontem, na Faculdade de Direito, não quis falar do PS: "Não vou falar de nenhuma questão partidária. Estou aqui para discutir a crise económica, financeira e social e não para discutir questões partidárias nacionais. A única coisa que posso dizer é que vários orgãos de comunicação social disseram que eu tinha sido convidado para cabeça de listado PS para o PE e eu desminto formal e categoricamente que tenha existido esse convite. " E acabou. Política nacional, mais nada. Como fica demonstrado no ultimo parágrafo da intervenção do ex-secretário-geral do PS no referido colóquio sobre a crise:"O desastre seria total se em Portugal juntassemos à crise financeira e económica e social uma crise política. A governabilidade é condição necessária, mesmo que não suficiente, para um combate sustentado e frutuoso à crise. Um governo minoritário nunca poderá ser parte de qualquer solução seja e será sempre parte e grave de qualquer problema."

Espero que o Nestum não se ofenda


(Agradeço a dica ao Batista)

terça-feira

A Escola está surpreendida com os resultados obtidos nos últimos dias. Tivemos um ministro da Nação a responder, milhares de visitas, quase duas centenas de comentários, links dos mais prestigiados blogs nacionais. Estamos... sem palavras.
Mas temos de continuar a trabalhar.

Para ti

Quando aceitamos entrar na autoestrada, sabemos que nos vão cobrar portagem.

A arrogância do poder

Chama-se arrogância do poder e parece ter contaminado os membros deste e de quase todos os governos.Este é apenas mais um episódio. Pontualmente nós jornalistas somos vítimas de tratamentos menos educados. Acho bem que a Dina tenha vindo a público denunciar este comportamento.É urgente um debate e reflexão sérios sobre o exercício do poder em Portugal. Seja ele político, económico ou nas empresas...

segunda-feira

Resposta a Miguel Abrantes

A versão do jornalista nuno saraiva em nada contraria o que disse e mantenho. A cadeira a que ele se refere foi trazida pelo empregado para que eu me pudesse sentar, uma vez que eu me tinha levantado para o ministro se poder sentar, ficando por isso sem lugar. A cadeira extra obrigou, aliás, a pessoa que estava sentada à minha esquerda a deslocar-se para que esta coubesse. O ministro nunca me pediu que me levantasse. Mandou (ele ou alguém por ele) o empregado dizer que o senhor ministro se queria sentar ali. A si, Miguel Abrantes, gostaria no entanto de lhe dizer o seguinte: este episódio absolutamente caricato é politicamente muito revelador. É revelador da importância relativa das coisas para este governo, ou para alguns dos seus membros já que não me agradam as generalizações. Os jornalistas conhecem a dificuldade que geralmente têm em falar com os membros do governo sobre assuntos relacionados com a governação. Todos esperámos já dias e dias, quantas vezes em vão, por respostas que nunca vieram sobre temas directamente relacionados com a actuação dos governantes e relativamente às quais eles têm o dever de prestar contas. Ora, é espantosa a rapidez com que o ministro (ou alguém por ele, não sei nem me interessa) reagiu a um pequeno post num humilde blog. É também espantosa, a forma dessa reacção, prova do mal-estar e do clima de crispação de quem reage parece estar a ver o chão fugir-lhe debaixo dos pés. É, finalmente, assombroso o número de anónimos que dependem do ps e do governo. A quantidade de gente que surgiu a querer fazer prova de vida perante "quem manda" é impressionante. Seria óptimo que o fizessem de outras formas, embora, pelo que hoje li, talvez o melhor seja ficarem sossegados. Como sabe, não acompanho o seu blog há muito tempo mas é óbvio que é apoiante do governo e do ps. Tenho lido os seus posts, a forma como responde e contraria, com argumentos, aqueles de quem discorda. Por vezes pode ser um pouco agressivo, mas nunca o vi recorrer à ofensa fácil e à ordinarice. É por essa razão que estou a responder-lhe, mesmo que não concorde comigo, mesmo que ponha em causa o que digo, para mim merece uma resposta. os outros não.

Ministro blogger

Sublinhe-se a celeridade com que o ministro da admnistração interna reagiu ao post da Dina.
Já tinha notado a atenção que elementos do governo dedicam à blogosfera mas nunca tinha visto um ministro a reagir por aqui.
Registo que um incidente numa visita ao estrangeiro merece de Rui Pereira aquilo que outros bloggers não conseguiram. Por exemplo, sexta-feira passada, quando muitos comentaram os numeros que escaparam do relatório da segurança interna de 2008.
Escala de prioridades, naturalmente.

Resposta ao ministro da administração interna

Pelo vistos enganei-me em relação ao ministro da administração interna. Afinal, ainda é mais incorrecto do que eu supunha, e a ideia com que fiquei sobre ele, após a visita a cabo verde, já não era nada boa. E o problema é que, além de mal educado deve estar a precisar de mudar de óculos. Só assim se justifica o que diz. Eu levantei-me, a pedido do empregado, para o senhor se sentar e fi-lo para não criar incidentes desagradáveis. O primeiro-ministro estava ao meu lado e em momento algum chamou o ministro. A "prova categórica" que o ministro invoca para me chamar mentirosa pode ser, no meu caso, multiplicada por 3 ou quatro, jornalistas e não só, que assistiram à cena com a mesma estupefacção que eu. Quanto ao reconhecimento, eu, infelizmente, reconheço o ministro. Preferia, sinceramente, não ser obrigada a reconhecê-lo. Em relação ao alegado preconceito, não tinha preconceito nenhum em relação a ele, porque nunca tinha sequer estado na mesma sala que ele. Reconheço, no entanto, que tenho preconceitos relativamente a pessoas reconhecidamente mal-educadas, arrogantes, que se consideram superiores e que não respeitam os outros.

domingo

Um chá para Rui Pereira


Terminada a visita oficial a cabo verde, e para ocupar o tempo até à hora do regresso, a comitiva de josé sócrates e os jornalistas que acompanhavam a visita juntaram-se num restaurante da cidade da praia. Na mesa do primeiro-ministro, ficou a ministra da defesa de cabo verde e todos os jornalistas portugueses. Quem parece que não se conformou com a distribuição dos lugares foi o ministro da administração interna. Ainda o café não tinha chegado à mesa, já rui pereira mandava um empregado do restaurante dizer a uma jornalista que se levantasse para ele se poder sentar junto de sócrates. Assim, sem mais. E antes que houvesse tempo para reagir, lá estava o ministro de pé, coladinho à cadeira da jornalista, para que ela se levantasse e ele se pudesse sentar. Sem um olhar, uma palavra, uma desculpa, uma razão por muito esfarrapada. Até ao fim do jantar, lá ficou sentado, colado, provavelmente com medo de ser remodelado depois dos resultados vergonhosos que apresentou no combate ao crime. Eu sei que é difícil acreditar numa falta de educação de tal calibre. Mas foi exactamente assim que se passou. Eu sei. Eu estava lá. Fui eu que tive que me levantar para o ministro se sentar.

O dia do senhor




Pedro Almodovar - uma visão fascinante do universo feminino, hilariante e colorido, fraterno e trágico.
Na próxima semana, estreia em Espanha o novo filme de Almodovar "Los abrazos rotos"