A tese segundo a qual quem critica os lucros, condena a especulação e sorri ante os a bancarrota dos capitalistas é demoníaco (marxista), como se faz por aí, é confrangedora de tão básica. Não consta que a actual crise tenha raízes na atitude de "braços caídos" de quem trabalha - nem há notícia de que os assalariados tenham todos imigrado para paraísos de lazer, abandonando a produção.
Se tivesse tempo, desenvolvia a argumentação: a crise deve-se à esperteza saloia de uns quantos chico-espertos que estavam - estão? - à frente de algumas empresas (sobretudo instituições financeiras)...
Acontece que tenho de continuar a trabalhar - para garantir o meu salário, sim, e produzir margem de... lucro.





