quinta-feira

Às vezes a tradição compensa


Há uns meses, ofereceram-me um livro que só agora comecei a ler. Ao chegar a meio, percebi que o livro, por defeito de impressão, tinha uma série de páginas em branco. Fui à Fnac, onde o livro foi comprado, e expus o caso. Pediram-me a factura, que eu não tinha, e perante a recusa de me trocarem o livro sem o dito papel, quando perguntei de que forma podia então obter um livro com as letras todas. Resposta da empregada: devia ter verificado primeiro se o livro estava em condições!!!

Saí furiosa e fui à Bertrand, explicando desde logo que o livro não tinha sido comprado ali. Nada que impedisse a funcionária da livraria de aceitar a troca até porque, como me explicou, a livraria devolveria o livro à editora, que mandaria um em condições.

Há muito que tenho queixas do serviço da Fnac. Tem poucos empregados, geralmente muito mal dispostos e completamente ignorantes relalativamente aos produtos que estão a vender. Devem pensar que os preços mais baixos (facto, aliás, que já correspondeu mais à verdade) lhes dá o direito de mal-tratarem os clientes. Haverá excepções mas só confirmam a regra.

Conclusão: a partir de agora só compro livros na Bertrand.

Em véspera de eleições

Em altura de crise, quando se fala em limitar altos salários, o anúncio do aumento dos eurodeputados é uma provocação. Se o pretexto é a harmonização entre os 27, por que não estendê-la a tudo o resto ? (salário mínimo, presidente da republica, deputados, etc.) Edite Estrela (e Carlos Coelho) defende Bruxelas: "Este Estatuto põe fim à violação do princípio de trabalho igual por salário igual". E que tal começar pelas empresas portuguesas ?

segunda-feira

Alguém me explica

Se, além da conquista de Vital Moreira a enviar para Bruxelas, da eleição do BE como adversário principal (!), e da máxima a democracia não tira férias nem folgas (foi mesmo assim?!)... o congresso do PS produziu alguma coisa realmente política?

Um jornal novo

Diz que o novo jornal vai chamar-se "i".
Houve uma Central Rádio, um Europeu, uma Kapa, um Independente, um Sol, sei lá...
Agora temos um... "i"? Muito 'tchan', muito 'uau"...
"i" é um ponto de exclamação de pernas para o ar. O que não augura nada de bom. Um ponto de exclamação ao contrário remete para algo estático, apesar do vanguardismo de meios que os jornalistas dali vão ter.
Daí...

Um último adeus

Participou no golpe militar de Beja. Foi fundador da sociologia da Saúde em Portugal para onde trouxe os ensinamentos de Alain Toraine. Chamava-se José Carlos Ferreira de Almeida. Com 75 anos descobriu a blogosfera onde podemos recordá-lo em transdisciplinar.blogs.sapo.pt. Ontem disse adeus ao mundo.

De novo o Magalhães

Obrigatório ler o que se conta aqui. Não é ficção.

As rosas para a fotografia


Lembram-se das rosas com que Sócrates terminou a festa ?
Belo ramo deitado para cima de uma mesa quando já não restava (quase) ninguém no pavilhão. Tivesse uma máquina fotográfica em vez de um gravador e de um microfone, bem vos mostrava o fim das flores que, minutos antes, tinham dado tanta alegria ao programa. Ao menos não ficou a murchar na sala. Com os papeis e outros restos, lá saiu, discreto, nas mãos de uma daquelas senhoras que tinham estado a ajudar os elementos da mesa desde sexta-feira.

domingo

"women of the future" dizem eles


U2 - Get on Your Boots from Brandon Edling on Vimeo.

Assim não vale

O padre Lino Maia, presidente da confederação nacional das instituições de solidariedade é, há muitos anos, o solidário-mor. Responsável pelas creches, atl's e jardins de infância mais baratinhos, criados para ajudar quem tem menos recursos, o padre lino não se conforma. É verdade que os preços baixos são possíveis porque os governos é que pagam a diferença. Ainda este ano, foram mais mil e cem milhões de euros do orçamento de estado para o padre lino ser solidário e bondoso. o padre achou pouco, mas agradeceu, como bom cristão.... Agora o que ele não suporta mesmo é que venha alguém oferecer o mesmo que ele, mas de borla. Aí é que o padre vai aos arames. Então anda ele a ser bondoso há tanto tempo, a cobrar poucochinho nas creches e infantários, e o estado agora atreve-se a oferecer tudo isso de borla? Assim, não há bondade que resista. Ainda por cima quando os pais mais pobres, esses ingratos, aceitam receber de borla algo que antes o padre lino lhes oferecia por um preço tão convidativo. Concorrência desleal, é o que é.

O Dia do Senhor

Foi este senhor que, este fim-de-semana, concentrou as atenções de uma parte do país... e algumas das alunas desta escola. Assumo a escolha para Senhor do Dia e fico à espera dos protestos.