quinta-feira

Publicidade tão oportuna...


(foto tirada hoje a um cartaz espalhado pelas paragens de autocarro)

Obviamente não se demitiu!

O nosso primeiro-ministro está indignado! Mas vai ficar...

Free unemployment

Sócrates vai falar de novo ao país. O tema é, de novo, o caso Freeport. O pretexto são, uma vez mais, as notícias dos jornais. Desde segunda-feira, 384 pessoas perderam o emprego.

E agora, José?







revista Sábado
revista Visão

quarta-feira

Aumentos de 2,9%, sim ou não

Mais um disparo nesta caça ao voto em que, para o PS e para o PSD, vale tudo. Incluindo estarem de acordo a favor de (mais) tiros no pé da economia nacional.

Atenção

Estamos de parabéns. Fomos citados hoje na secção dos blogues do Público.

Segue o debate

Recomendo este post sobre os perigos da democracia directa presidencial...Muito a propósito

Dos dedos ao cérebro

A ideia de que a internet torna o jornalismo obsoleto, em meu entender, não faz qualquer sentido. Começando pelos directos, acho que quem tem como missão informar tem o dever de começar pelos factos, neste caso, pelo discurso. Não pode, no entanto, ficar por aqui. Deve enquadrar, interpretar, descodificar e possibilitar o comentário plural. Cavaco Silva (já que é dele que estamos a falar) nunca gostou dessa mediação jornalística. Ele próprio já confessou que, quando era primeiro-ministro, a sua estratégia de comunicação sempre passou por tentar falar directamente aos eleitores, ultrapassando a mediação jornalística. Dez anos depois, as novas tecnologias deram-lhe os instrumentos que então lhe faltavam. A sua presença na net é muito intensa, desde que se lançou na corrida presidencial. Actualmente, a página da presidência é praticamente a única fonte de informação de Belém. Agora, Cavaco está igualmente no twitter, essa nova moda que se propõe dar a conhecer tudo o que todos estão a fazer num momento preciso. E, apesar de tudo isto (ou por causa de tudo isto) temos a presidência mais opaca de que há memória.

A net, o google, os blogs e demais ferramentas dão a ilusão de um mundo acessível à ponta dos dedos. Hoje, é mais fácil do que nunca ter acesso a um contacto com alguém e, no entanto, os jornalistas falam cada vez menos com as pessoas. O que está na net, aparentemente, chega para fazer a notícia. Acresce que, a avalanche de informação é tal que se torna quase impossível distinguir o verdadeiro do falso, o importante do negligenciável. Quando os próprios jornalistas se resignam à presença da mensagem na net, vence essa teoria de que cada um pode fazer a sua própria informação.

Quanto à ideia de que as transmissões televisivas só servem para mostrar o cerimonial, penso que mesmo que fosse só isso já teria alguma importância. A democracia faz-se também de cerimoniais. Os cerimoniais dos debates parlamentares, os cerimoniais dos congressos partidários, os cerimoniais das inaugurações. Talvez devamos ser mais selectivos e mais críticos relativamente à forma como tratamos jornalisticamente esses cerimoniais. Não me parece sensato reduzí-los todos a meras encenações sem sentido.

Directos

Ao disponibilizar ontem em tempo real no seu site a mensagem de abertura do ano judicial de Cavaco Silva, a presidência da republica contribuiu para demonstrar como estão a mudar as formas de transmissão da informação. A rádio e a televisão que acompanhavam o discurso em directo só serviram para quem ainda não vivesse com a internet (e há ainda quem o faça) ou, no caso televisivo, quisesse assistir à encenação do acontecimento. Porque naquela altura, quem estivesse verdadeiramente interessado no discurso do PR, poderia conhecê-lo mais rapidamente através de um clique. Ontem, já não eram apenas os jornalistas no local que tinham o discurso na mão mas qualquer um que acedesse à página da PR.
Qual a vantagem dos directos ? Seguramente, não para a transmissão da mensagem. Pode ter na digestão dos discursos através da recolha das reacções e dos comentários mas o que se passa normalmente é que só os discursos são transmitidos em directo. E, na maioria destes casos, o que depois é noticiável resume-se a uns poucos parágrafos. O jornalista apagou-se entretanto, e sem filtro o protagonista fala, fala, fala transformando o media num simples veículo de transmissão de propaganda...ou seja, a negação do papel do jornalista.
Reconheço que a minha posição não é consensual mas está lançado o debate...

Jornalistas / bloggers

Um artigo interessante sobre o impacto dos blogs no trabalho do jornalista aqui. Podíamos discutir isto.