sexta-feira

Queres ir viver para a Nova Zelândia?














Senta-se à mesa para jantar. Ele olha para ela e pergunta: “Queres ir viver para a Nova Zelândia?” O tom, esse, foi o mais natural… como se tivesse perguntado: “Queres ir para fora este fim-de-semana?” ou “Queres ir jantar fora?” Não o levou a sério… deu a primeira garfada com a certeza de que se tivesse dito que sim estariam a caminho um dia destes. Nunca teve esse espírito aventureiro. Não se consegue desprender das coisas assim…
Ana

Adoro este homem!

“As leis de mercado podem ser comparadas a um pequeno cachorrinho acabado de nascer, chamemos-lhe Bobby. Fofinho. Reparem, tem os olhinhos quase fechados. Todos queremos que o Bobby corra livre pelos campos, livre, absolutamente livre. Só assim será forte. Se quiserem, pôr-lhe uma coleira, somos contra, claro. Quem seria cruel ao ponto de pôr uma coleira num cachorro tão querido? Mas há imprevistos. Neste momento, o Bobby está doente, a crise. Agora, é preciso protegê-lo a todo o custo. É tempo de sacrifícios. Se precisarmos de abdicar do nosso calor para que o Bobby não sinta frio, iremos fazê-lo. Temos bom coração. Não é de ouro, mas é dourado. O Bobby não pode morrer, as leis de mercado são imortais. O que fariamos sem elas? Por esse andar, deixaríamos de usar gravata. Como seguraríamos o colarinho? Só quem já foi criança e sabe o que é perder um cachorinho pode avaliar esta situação de forma isenta. Podíamos até, quem sabe, arranjar um novo cachorro, podíamos até, talvez, chamar-lhe Bobby, mas não seria, de certeza, a mesma coisa”.

José Luís Peixoto,
Crónica 15 Janeiro, Visão

Ana

Momento Zen

quinta-feira

Ralhetes

Cavaco diz que conversas com Governo são "privadas"

As conversas são privadas, mas as recriminações são públicas.
Não devia ser ao contrário?
Já para não falar da controvérsia das fontes no Palácio de Belém...

Despedimentos

Carlos Vaz Marques no Twitter anunciou que vai haver despedimentos no DN e no JN.

A propósito



http://www.themuslimwoman.org/

E vão trinta e tais

A intenção era boa. Uma menina da escola faz anos hoje. Fui ao google procurar flores. Apareceu-me este 'quico'...

Pelo que sei, ao nível do gostos, não terei falhado tudo. O Sporting certamente não se importa. Não tenho culpa que tenham um 'bento'! Ninguém é perfeito.

UM DIA MUITO FELIZ, querida amiga... e os dias outros também :-)

quarta-feira

A infidelidade normalmente


Dizem que é cada vez mais normal... Mas aquilo que supostamente é normal, para mim é anormal. As revistas femininas garantem que o que está a dar é ter um amante. Há testemunhos de mulheres que exemplificam ao pormenor todas as vantagens... e são tantas que chega a ser assustador. O que acham? Estão as relações tradicionais fora de moda? Acho que sim... depois do que li senti-me uma peça de museu. O que me faz mais confusão ainda é que tudo isto pode ser lido em troca de tuta e meia, ao alcance de miúdas adolescentes... o que, como mãe, não posso deixar de me interrogar sobre o papel de imprensa especializada... escreve-se tudo ao acaso, tudo sem qualquer tabu. Onde estão os valores (lavores!)?
Ana

A guerra é a guerra

Bin Laden convoca Jihad para acabar com ofensiva em Gaza

Diz-se que as guerras começam e ninguém sabe com exactidão como começaram...
Não sou israelita, nem palestiniana. Não sou judia, nem islâmica.
Sou israelita e palestiniana. Sou judia e islâmica.
Não consigo recuar tantas gerações para garantir ser um produto imune a cruzamentos de etnias, culturas, credos. Deu-se o caso de ter nascido numa época em que, em Portugal, éramos, para todos os efeitos, católicos. Continuamos a ser maioritariamente católicos, praticantes ou nem por isso. Porém, se eu estivesse pelo Médio Oriente, isso não me valia de nada. Um rocket não pergunta o credo a uma potencial vítima, nem qual o lado em que está. Tal como os aviões kamikaze que atingiram as Torres Gémeas, em 2001, não quiseram saber quem as habitava. Uma bomba não interroga o alvo, nem estima os danos. É sempre assim em qualquer parte do mundo. E não é por estar em Lisboa que me sinto mais segura.

Não houve referendo?

Uma petição com quase cinco mil assinaturas foi entregue, esta quarta-feira, no Parlamento requerendo a revogação da Lei do Aborto.

Juro que não queria voltar ao assunto. Até pensava que não existia mais “este” assunto.
Não vale a pena repescar argumentos antigos: a lei da interrupção voluntária da gravidez não fomenta o aborto, não incrementa a IVG, despenaliza apenas esse recurso em casos especiais e em situação limite, avaliada pela mulher.
A petição é digna de mau perder, quer reescrever a história. É digna de quem se recusa respeitar o outro, de quem não tolera a vontade da maioria. É digna de quem se acha detentor da verdade e quer impor a sua opção aos outros, sem cuidar de compreender a realidade. Façam as contas em termos de saúde pública.

A petição é um interlúdio, terá o fim dos actos falhados: um pouco de agitação, nenhum resultado.