Depois do jornalismo sentado,do jornalismo sem perguntas, do jornalismo pé de microfone,
João Pedro Henriques lembra-nos o jornalismo distraído /adormecido. Dá trabalho andar acordado. De olhos abertos. Tentemos, pois. Pode ser um mandamento para o novo ano lectivo.
Vem isto a propósito da proibição da publicação das escutas telefónicas sem consentimento dos visados. Só escrever isto, dá vontade de rir, "
sem consentimento dos visados". Não se pense em vingança. Claro que não. Trata-se apenas de uma forma de manter os jornais livres de linguagem imprópria para o bom povo, garantindo a decência e a boa-educação: acabar, por exemplo, com a referência insistente a "
filhos da puta" tantas vezes empregue em conversas privadas sobre assuntos de interesse público.