terça-feira

Raro, não?

Kaka combinou com a mulher chegar virgem ao casamento.
A noite de núpcias foi belíssima, diz ele... E ela, o que dirá?

domingo

O dia do senhor


















Gabriel Match. É daqueles actores pouco conhecidos, apesar de já ter entrado numa montanha de filmes, quase sempre em papéis secundários. Recordo apenas os últimos dois em que entrou: na comédia “Because I said so” em que faz de pretendente a uma solteirona e em “A Long song for Bobby Long”.

sábado

Tempo


Estava aqui a ver a SIC Mulher e eis que falam numa empresa que se chama TPC Organização Doméstica. Suspiro (...) há pessoas que gastam dinheiro a contratar uma pessoa que vai a casa e lhes faz perguntas como "Há quanto tempo não usa esta camisa?" ou "onde estão as suas meias às risquinhas?". Bem, custa-me acreditar que existam pessoas que gastem tempo a receber alguém em casa, a responder a um enorme questionário, a abrir as suas gavetas, os seus armários para no fim lhes explicar o óbvio: é preciso fazer limpeza de vez em quando, fazer reciclagem à roupa, arrumar as roupas de forma a ganhar mais espaço. Parece-me óbvio. Outra coisa: com o tempo que dispôs com esta visita já tinha arrumado as coisas, ou não? Bom, bom seria a pessoa chegar a casa e, por artes mágicas, ter uma nova divisão, um autêntico closet organizado por artigos, por cores ou por materiais (e depois acordámos!). Mas aqui fica a dica para este fim-de-semana: se estiverem de neura fiquem em casa a arrumar o roupeiro!

Comer e chorar por mais


Pequeno almoço de brioches em forma de joaninha. Porque não? Para comemorar o dia da criança que foi ontem... de todas as crianças, mesmo aquelas que estão quase a nascer!

quinta-feira

Respeitinho é muito bonito


Acessos cortados para a passagem da comitiva do primeiro-ministro português a caminho de uma base militar, a cerca de 100 kms de Moscovo, para ver um Kamov e um Beriev.

Quem é que disse ?

"A melhor maneira de encarar o futuro com tranquilidade é não pensar muito nele..."

quarta-feira

Elogio à desistência

Jardim Gonçalves quis retirar a OPA ao BPI quando viu os primeiros sinais de insucesso, mas o seu delfim, Teixeira Pinto, quis que a operação fosse até ao fim e morresse no mercado. E assim foi. Agora, na AG de anteontem, o mestre quis blindar os estatutos do BCP, em nova colisão com o sucessor. Quando olhou para os presentes na sala e viu que lhe vetariam o tal ponto 8, retirou-o da discussão.

Independentemente da relevância empresarial do caso e dos méritos e desméritos dos protagonistas, estes episódios de Jardim Gonçalves - que para muita gente denunciam sede de poder pessoal, desorientação e pejorativa desistência - fizeram-me pensar mais uma vez na nobreza inerente ao acto de desistir.

Desistir, quando já se lutou, é um acto inteligente de quem não pretende desperdiçar mais energia. Devíamos elogiar a desistência, mas não. Por mera inércia intlectual, ninguém se lembra de polir esse acto que fomos enublando ao longo dos tempos. E por isso é preciso termos cada vez mais coragem para praticarmos um feito tão lúcido como desistir.

Elogio à greve

A greve é um "último recurso" nobre, como um ultimato que se lança quando, após várias concessões, se concede uma derradeira oportunidade a alguém a quem se quer bem. Percebi a nobreza da greve quando tinha uns 14-15 anos e li livros como As Vinhas da Ira, de Steinbeck, e Germinal, de Zola. Vivia intensamente a história daqueles personagens (com paralelo na vida real) cheios de vontade de trabalhar, mas que passavam fome porque alguém com poder material apenas queria lucrar em proveito pessoal. Hoje a História mantém-se confrangedoramente semelhante.

Saúdo os que hoje tiveram coragem de fazer greve. Mas apenas aos que, desses, no dia-a-dia, desempenhem os seus papéis com empenho e profisisonalismo. Saúdo, portanto, uma reduzida minoria, o que não é menos confrangedor.

Não saúdo quem descredibiliza a greve. Tenho pena que pessoas como Carvalho da Silva ataquem por atacar. Quando lutamos, é vital credibilizar a luta. Não podemos chamar mentiroso ao Governo, mas não ter nenhuma verdade para contrapôr, como aconteceu com as estatísticas da paralização de hoje.

segunda-feira

Mas que euforia é esta?

Anda tudo eufórico! É o Mário Lino com o seu “jamé” ao aeroporto na margem sul, o Marques Mendes como o “não está bom da cabeça” sobre Mário Lino, o Santana Lopes com as acusações à direcção “estalinista e nazi” do PSD – termos que o próprio reconheceu serem "exagerados e até ofensivos"…

Mas o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, também estava estranho na última apresentação de resultados: irónico, quase sarcástico, ao ponto de se pôr a fazer boquinhas enquanto negava uma entrevista a uma jornalista.

E agora é o Sr. visionário António Câmara, da YDreams, que, ao receber o Prémio Pessoa, disse que "em 2015 Portugal será o local mais vibrante para viver, estudar e trabalhar no Continente Europeu". Ai ora esta, ora esta!?

Trela

Quando eramos crianças também já havia tarados. Mas não se falava nisso. Ou melhor, falava-se menos. E os media não faziam a cobertura que fazem hoje. Mas quer-me parecer que hoje há mais taradice, há mais malucos, há mais pessoas doentes da cabeça… não tenho a certeza. Só sei que, ontem, dei por mim com um sentido estranho de perseguição, que me deixava os olhos cheios de água só de imaginar o que faria se fosse comigo. Estava num centro comercial, onde alguns dias antes, um homem tinha raptado uma criança. Ao constatarem o seu desaparecimento, os pais avisaram de imediato os seguranças e o centro comercial foi encerrado. Descobriram o homem que, momentos antes, tinha sido visto a tapar a boca à criança para não gritar. É uma sensação terrível saber destas histórias. Ninguém pode descansar por um segundo. Vou começar a levar a trela.