domingo

O dia dos Senhores


Jardim e Sarkozy, em suas cruzadas...
demasiado óbvios, triste evidência.

O dia delas




[que é, ainda mais, meu...]


sábado

O milagres são como os diamantes: raros

Sególène Royal não deverá (?) ser eleita Presidente da República Francesa, (já) nas eleições de amanhã. Uma vitória dela seria, a atender nas sondagens - que tantas vezes se têm enganado!... - um 'milagre'. Milagres talvez, de longe a longe, aconteçam...
A França, a Europa - as mulheres e a esquerda também - mereciam um. Mas os santos não são de esquerda (são do limbo...) embora esta seja feita de gente muito persistente - não é, Segó?

Pérolas da Madeira (2)

Não é só o discurso político que marca a Madeira. Algumas práticas jornalísticas também. Há dois dias a RDP e a RTP preparavam-se para pôr no ar os resultados da sondagem encomendada à Católica. A rádio tinha embargo até às 18h. Pois, duas horas antes, o Diário de Notícias da Madeira e a TSF-Madeira já divulgavam esses resultados. Ganda cacha, heim !Demasiado surreal...

sexta-feira

Pérolas da Madeira (1)

Uma sondagem divulgada ontem pela Antena 1 e RTP dava 66% a Alberto João Jardim. A primeira vez que foi confrontado com este resultado pela jornalista (do continente), o presidente do governo regional disparou: " O almoço estava bom...você está com uma grande bebedeira..." e virou costas.
Na inauguração seguinte, questionado pelos jornalistas da Madeira, respondeu.

Sócrates não gosta de festas

Jacinto Serrão convidou publicamente o secretário-geral do PS para aparecer na campanha. José Sócrates não veio nem mandou ninguém. É confrangedor ver o ambiente da campanha socialista. O líder madeirense bem se esforça mas está sózinho. A guerra com a Madeira só se faz a partir de Lisboa...

A Madeira é uma festa

E se durante a campanha eleitoral, o PM José Sócrates fizesse várias inaugurações durante o dia ? Coisas como caminhos no interior de pequenas freguesias e prédios de habitações com lojas na capital ?



Em cada inauguração há comida oferecida pelo empreiteiro. Há placas com o nome da construtora e normalmente o presidente do governo regional apresenta-a pedindo aplausos.



O padre também aparece para abençoar a obra. É uma festa. À noite, há comício.

quinta-feira

Sera' desta?

Carmona Rodrigues foi ao DIAP prestar declaracoes

Nao tenho ideia se pode ou nao ser incriminado, mas Lisboa merece, ha' muito, outro executivo municipal. A cidade precisa de um lider a serio, alguem que tenha visao contemporanea e o pragmatismo da accao.
Facam o favor de arranjar candidatos decentes... e marquem-se finalmente as eleicoes!!!

quarta-feira

The secret - walk in the walk

Se mudarmos a forma como pensamos, mudamos a forma como vivemos.
A frase é de Oprah, que Larry King entrevistou mais uma vez. Oprah é um ícone da televisão, dizem que é a mulher mais influente do mundo. Tem uma fortuna enorme, veio do nada, foi violada em criança, lutou sempre pelos seus sonhos e acredita que os transporma em realidade. Oprah é tu cá tu lá com os mais influentes do mundo e sobretudo da América. Vale sempre a pena, acho, ouvi-la falar. Imitada por todo o lado, sem que nenhuma das réplicas consiga a sua genuinidade, esta negra é hoje uma mulher imensamente rica que,numa escala da felicidade de 1 a dez, garante andar pelos 15. Criou uma academia para jovens raparigas na Africa do sul, de foma a que possam estudar e ser líderes. Liderança é a chave que a guia: acreditar que se pode mudar, nós prórios através da educação, o mais importante de tudo e assim o mundo melhora. Fascina-me este ponto de vista de quem entende e mostra que somos senhores do destino, traçamo-lo com as escolhas que fazemos e com o empenho em ser felizes, em gostar de nós.

Oprah responde a tudo, com à vontade e segurança, e não tem receio de dizer que não sabe ou não tinha pensado disso. Fala do que tenciona fazer daqui a uns cinco anos quando acabar o seu contrato de programa televisivo e admite que será então, ainda mais, uma activista – não apenas uma filantropa. Não se vê numa carreira politica, diz, porque acha que a plataforma que tem hoje lhe dá muito mais poder de influência. Explicou que apoia Barack Obama, mas ão com dinheiro – o meu dinheiro, diz ela, nao lhe faria diferença. Apoia Obama porque é amiga dele, dará um bom presidente, acredita. Sobre Hillary, que é mulher..., não admite dizer nada que lhe seja desfavorável, simplesmente apoia Obama. Depois deste jovem senador democrata se ter revelado como o preferido pelos fundos de investimento, e ter agora o apoio claríssimo de Oprah, Hillary podes começar a fazer as malas...

terça-feira

Filosofia de viajante

Não sei se um gajo tem de ir à tropa para se tornar num homem a sério(tantos não foram e são seríssimos!), mas um jornalista tem de se fazer ‘à rua’ para ser um repórter com todas as letras...

Isso percebe-se logo quando sai da escola a serio, e cai desamparado numa redacção problemática, como são todas.
Depois, o descaramento da sobrevivência ou a desfaçatez da inexperiência revela a coragem do mais tímido dos personagens. Quantas de nós não fomos assim, tímidas e inseguras, até que, na iminência de ‘ou tudo ou nada’, arranjamos a nossa maior lata - que fomos buscar sabe-se lá onde - e, no momento crucial, fazemos as perguntas que se impoêm...
É o sedutor deste trabalho: conhecer-nos numa faceta que julgavamos jamais possuir, a capacidade de nos ultrapassarmos e saltar muros (lá está!...). E receber depois uma expressão de surpresa e incómodo, oralizada com ‘it’s a very good question!’. Respirar fundo e pensar “esta, já está” e não correu (nada) mal.
Outra métrica possível é viajar sozinho. Com escalas, para países e culturas diferentes, onde não conheces ninguém, nem os hábitos, nem o que te espera, nem os anfitriões. E, lá chegando, desenvencilhar a rotina. E fazer o trabalho como se não tivesses saltado obstáculos. É muito diferente viajar assim sozinha, em trabalho, ou em grupo ou comitiva de pares de ofício. Há uma imensidão de variáveis que cozinhamos sós. É uma boa prova de desempenho, embora com a repetição pareça cruzada insana...
Viajar, digo eu, é sempre bom. Viajar fisicamente é melhor, independentemente do destino. E pode até sobrar tempo para filosofias baratas, como esta. Até porque quando se é contador das histórias dos outros, as nossas ficam para sempre em segundo plano.