sábado

Proposta requentada

Ao abrir o conselho nacional do PSD, ontem à noite, Marques Mendes apontou as cinco bandeiras do partido para os próximos tempos. Uma delas, o combate ao aeroporto da Ota, levou o presidente social-democrata a anunciar "em primeira mão" e com destaque que o PSD iria propôr na Assembleia da República a criação de uma comissão eventual para avaliar o processo. Se tudo corresse como previsto esta seria a notícia da noite. A informação chegou bem sublinhada aos jornalistas, a OTA está na agenda, Cavaco Silva tinha recebido o PSD nessa manhã por causa disso, enfim, estava tudo certinho...não fosse uma jornalista teimar que já tinha ouvido falar nessa proposta. "Que não, era nova, a senhora está a fazer confusão", chegava da direcção do PSD. Graças à internet chegou-se ao dia 7 de Fevereiro e a um discurso do líder parlamentar do PSD anunciando que iria propôr a criação de uma comissão eventual para avaliar o processo da Ota. Marques Mendes anunciou ontem o que Marques Guedes anunciara há mês e meio...

(afinal não é só o governo...)

sexta-feira

Promessas leva-as o vento



Os media assinalam o aniversário do governo, mas não fazem o balanço das promessas não cumpridas... (deve ser a isso que se chama ter' boa imprensa' - e não, a responsabilidade não é dos jornalistas, tout court, é dos responsáveis pelas publicações!)

Nos últimos seis meses, no entanto, sabemos o que tem acontecido: a Opel da Azambuja colocou em situação precária milhares de pessoas e, agora, a Rhode de Santa Maria da Feira lança no desemprego 1200 trabalhadores. Exemplos estes que são só uma parte do problema. Ambas são empresas multinacionais, ambas fruto do tão desejado Investimento Directo Estrangeiro (IDE), por vezes usufruindo de benefícios que a qualquer PME nacional são negados.

[Quando se candidatou a primeiro-ministro, o Eng. Sócrates prometeu a criação de postos de trabalho - 150 mil, não era?]

quinta-feira

Con_sumir

Os noticiários da manhã indicavam que a ASAE - Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica desenvolvia uma grande operação de rua e o Governo aprovaria um pacote de medidas de protecção aos consumidores. Assim foi.
Hoje é o Dia Mundial do Consumidor.
Fica explicado porque é que esta coisa dos 'dias' é só uma vez por ano.

quarta-feira

Há tradições que ainda se mantêm


Como fazer anos, por exemplo.
Parabéns Dina !

Sem comentários!




Então é disto que cuidais?!

24 horas depois do nosso jantar...

...já viram a volta que muitas das nossas vidas deram (ou estão a dar), um ano depois ?!!!

terça-feira

A pergunta é “Sou feliz?”

Há dias conheci uma jornalista norte-americana que acaba de publicar o seu primeiro livro, entretanto já traduzido para português sob o título “O Poder das Mulheres” (que recomendo vivamente a todas as meninas). A dada altura, enquanto conversávamos, simplificou de uma maneira estonteante um assunto que me tem dado tanto que pensar. Falávamos sobre mulheres, sobre se existe uma fórmula quase perfeita de gerir a carreira ao mesmo tempo que se mantém vida pessoal, com a família, filhos, etc. E ela diz assim: “Como mulheres temos que deixar de nos comparar umas com as outras neste sentido de trabalhar ou ter filhos. Isso é péssimo. Podemos fazer as duas coisas. Mas cabe a cada uma de nós decidir o que nos faz feliz, se queremos continuar a trabalhar, se queremos fazer uma pausa e ir para casa educar os filhos. Por isso, a questão que qualquer mulher deverá colocar é: “Sou feliz?”.
Tão simples, não é?

A publicidade fica-lhe tão bem!


Ele é o novo homem Martini. Percebe-se porquê.

segunda-feira

TPC's

Consultar este link, para abreviar 'o debate' ao jantar.

domingo

Comam brioche


Ontem, na Antena 1, Carlos Magno, Carlos Amaral Dias e Carmona Rodrigues discutiam, alegremente, como transformar a Avenida da Liberdade nos Champs Elysées portugueses. Em amena cavaqueira, distribuiam galerias de arte e cafés com esplanadas, lojas chiques e beautiful people passeando para cima e para baixo em largos passeios arborizados. O presidente da Câmara de Lisboa suprimia, por exemplo, as vias laterais da avenida (ou limitava a circulação ao comércio e residentes), uma maravilha.
Quem aterrasse agora e ouvisse a conversa pensaria que Lisboa é uma cidade onde os problemas básicos estão resolvidos, ou à beira disso, onde o presidente da Câmara vive dias de desafogo económico e político, onde se pode partir para a fruição e o embelezamento. A única comparação que faz sentido, e já que o exemplo vem de França, é entre Carmona e Maria Antonieta: "Não há pão? Comam brioche....".