
sábado
Comer e chorar por mais
Ainda sob influência do espírito da cidade de Barcelona, hoje vamos rechear a mesa de tapas e bocadillos… afinal são tão fáceis de fazer e nunca nos lembramos destes pequenos segredos dos nuestros hermanos. Nada mais prático e saboroso.
Pão
Ok, para quem não tem uma boa padaria perto de casa, o melhor é comprar baguetes ou chapatas pré-congeladas e depois pô-las no forno. Parte-se o pão ao meio e depois esfregam-se (o termo é mesmo este) as fatias com tomate maduro e rega-se com azeite.
‘Patatas Bravas’
Frite as batatas cortados aos cubos… quando estiverem douradas escorre-as. Siga para a mesa com molho de maionese e ketchup ou outro qualquer. Os hiper stambém vendem batatas pré-congeladas… solução ainda mais prática.
Tâmaras com bacon
Com as tâmaras, a coisa mais aborrecida é tirar o caroço, mas nada que com um bocadinho de disposição não se faça. Enrole uma fatia de bacon em cada tâmara. As fatias de bacon devem ser fininhas. Depois ponha quatro tâmaras num pauzinho de espetadas e siga para o forno.
Queijo brie
Em cima de tostas (da vossa preferência) uma fatia de queijo brie e de seguida um pouco de marmelada. Quem preferir, poderá levá-las ao forno, mas por poucos minutos.
A lista continua. São todas maravilhosa, mas hoje ficamos por estas! Bom apetite!
sexta-feira
Os ídolos nunca morrem
Deram-me a notícia e não acreditei : morreu o Alfacinha. Impossível, interiorizei. Os personagens nunca morrem.
Ao João Alfacinha da Silva eu costuma chamar 'mestre'. Ele, o jornalista que tinha medo dos microfones e de conduzir. E escrevia como ninguém: para a rádio (onde o conheci) e na ficção. Era, de facto, um iconocolasta, um céptico - como ele me costuma dizer. Brincava com as palavras e as histórias de uma maneira saudavelmente louca. E morreu de AVC, aos 58 anos, segundo a notícia.
Ensinou-me algo vital neste mundo: a modéstia profissional, o não nos levarmos muito a sério. Agradeço-lhe cada texto que me recomendou que refizesse, cada livro que me emprestou - Bukowski, etc. . Agradeço-lhe cada hora de conversa no café da esquina onde a edição das sete era 'preparada'. Agradeço-lhe cada reportagem que me sugeriu.
O Alface era um alentejano pequeno, tímido, piegas envergonhado, com um enorme talento para os livros - que lia, escrevia e partilhava.
Um gajo como ele nunca morre - só é traído pelo coração. Eu ainda não acredito. Deve ser mais uma partida dele.
Este Portas não tem emenda
Paulo Portas quer ser de novo líder do PP. Depois ter deixado o partido de rastos, com um resultado eleitoral abaixo dos mínimos aceitáveis, Portas decidiu sair da sombra onde se escondia a infernizar a vida ao desgraçado que tem aguentado aquele manicómio que é o PP. Quer ser de novo líder e quer ser eleito por voto directo dos militantes, a forma de eleição que os seus pajens há dois anos classificavam como própria de um partido de extrema-esquerda.
Que personagem vai agora encarnar o "político-tunning" - como lhe chamou o Gato Fedrorento - é ainda um mistério. Enquanto líder do partido, Portas já fez de jornalista, de populista, de homem de Estado, de político de revista social.... Enfim, um camaleão. Portas faz lembrar aquelas remodelações em voga na imprensa: alteram o grafismo e anunciam-se como um jornal novo, mas na realidade só muda a cara. Aliás, Portas é bom a fazer manchetes, falsas é certo, mas boas manchetes. O que propõe Portas para o país, que ideias tem para a política, é outra conversa. Também é bom a mudar de personagem. Dá mesmo ideia que, de tanto mudar já não sabe quem é.
Talvez isso explique a contradição permanente. Disse que não se ia filiar no partido, e filiou-se; disse que o CDS não tinha emenda e por isso não se candidatava à liderança e depois apresentou-se a concurso, disse... disse.... Portas representa tudo o que não faz falta na política, na vida pública e na sociedade portuguesas.
É também isto que torna mais triste o já triste espectáculo dado ontem pela comunicação social. Três estações de televisão e duas rádios nacionais aceitaram abrir a antena em horário nobre para dar em directo, sem qualquer mediação, a declaração de Portas. Sem direito, sequer, perguntas. Hoje, só a SIC quebrou o consenso, decisão que, certamente, não terá a ver com o facto de Portas ter um programa na estação de Carnaxide.
Que personagem vai agora encarnar o "político-tunning" - como lhe chamou o Gato Fedrorento - é ainda um mistério. Enquanto líder do partido, Portas já fez de jornalista, de populista, de homem de Estado, de político de revista social.... Enfim, um camaleão. Portas faz lembrar aquelas remodelações em voga na imprensa: alteram o grafismo e anunciam-se como um jornal novo, mas na realidade só muda a cara. Aliás, Portas é bom a fazer manchetes, falsas é certo, mas boas manchetes. O que propõe Portas para o país, que ideias tem para a política, é outra conversa. Também é bom a mudar de personagem. Dá mesmo ideia que, de tanto mudar já não sabe quem é.
Talvez isso explique a contradição permanente. Disse que não se ia filiar no partido, e filiou-se; disse que o CDS não tinha emenda e por isso não se candidatava à liderança e depois apresentou-se a concurso, disse... disse.... Portas representa tudo o que não faz falta na política, na vida pública e na sociedade portuguesas.
É também isto que torna mais triste o já triste espectáculo dado ontem pela comunicação social. Três estações de televisão e duas rádios nacionais aceitaram abrir a antena em horário nobre para dar em directo, sem qualquer mediação, a declaração de Portas. Sem direito, sequer, perguntas. Hoje, só a SIC quebrou o consenso, decisão que, certamente, não terá a ver com o facto de Portas ter um programa na estação de Carnaxide.
quinta-feira
Está oficialmente aberta a crise
Nota de Imprensa
O presidente do CDS, José Ribeiro e Castro, reage amanhã, dia 2 de Março, ao fim da tarde, na sede nacional, em Lisboa, em conferência de Imprensa, a crise aberta com o anúncio da candidatura de Paulo Portas à liderança do partido.
O presidente do CDS, José Ribeiro e Castro, reage amanhã, dia 2 de Março, ao fim da tarde, na sede nacional, em Lisboa, em conferência de Imprensa, a crise aberta com o anúncio da candidatura de Paulo Portas à liderança do partido.
De tudo, como na farmácia
É esta, garantem, a mais velha profissão do mundo. A de boticário. Há mais de 5 mil anos que o homem procura formas de tratar e proteger o corpo. 5 mil anos passados em revista no Museu da Farmácia. Do sarcófago que garantia a passagem para o outro mundo de um corpo saudável, aos medicamentos que russos e americanos levaram apra o espaço, há lá um pouco de tudo. Os miúdos podem ainda aprendera fazer sabonetes e pastas de dentes, a conciver com o sol, a eliminar os piolhos e tantas coisas mais. Um pouco de tudo... como na farmácia.O Museu da Farmácia fica na zona do Bairro Alto, junto ao miradouro de Santa Catarina. É pena fechar aos fins de semana. Só no último domingo de cada mês é que abre as suas portas.
Reflexões filosóficas de Sócrates (o engenheiro)
Na conferência de Daniel Innerarity, organizada por Manuel Maria Carrilho, ontem, no Parlamento, José Sócrates também "filosofou". Fã da ideia da política como "aprendizagem do convívio com a decepção", reconheceu não ter muitas razões de queixa.
Considerou que o maior desafio para quem governa é tomar decisões urgentes sobre situações complexas mas defendeu o risco: "Isto é um mundo de alto risco. Há uma alternativa, a política kitsh, a política perfeitinha que, com um estilo arredondado, que se baseia em perguntar às pessoas o que querem que ele decida - focus group, etc - e depois usam as palavras certas...mas isso esquece a interacção, isso é fraco. De facto, é preciso, de vez em quando, arriscar."
Sócrates citou o ex-Beatle George Harrison para considerar que "a felicidade é abrir os jornais e não falarem de nós. Isto é algo que nós almejamos mas que só se alcança no momento supremo...o momento da derrota. Quando formos derrotados e passarmos para a condição de oposição poderemos viver felizes toda a vida...".
(para ouvir)
Decepção
powered by ODEO
Felicidade
powered by ODEO
Risco
powered by ODEO
Intriga
powered by ODEO
Derrota
powered by ODEO
Considerou que o maior desafio para quem governa é tomar decisões urgentes sobre situações complexas mas defendeu o risco: "Isto é um mundo de alto risco. Há uma alternativa, a política kitsh, a política perfeitinha que, com um estilo arredondado, que se baseia em perguntar às pessoas o que querem que ele decida - focus group, etc - e depois usam as palavras certas...mas isso esquece a interacção, isso é fraco. De facto, é preciso, de vez em quando, arriscar."
Sócrates citou o ex-Beatle George Harrison para considerar que "a felicidade é abrir os jornais e não falarem de nós. Isto é algo que nós almejamos mas que só se alcança no momento supremo...o momento da derrota. Quando formos derrotados e passarmos para a condição de oposição poderemos viver felizes toda a vida...".
(para ouvir)
Decepção
powered by ODEO
Felicidade
powered by ODEO
Risco
powered by ODEO
Intriga
powered by ODEO
Derrota
powered by ODEO
Fintas parlamentares
A melhor tirada no final do debate mensal com o PM foi assinada por uma jornalista nos Passos Perdidos:"um verdadeiro Simão Sabrosa da política" sobre José Sócrates, que acabava de fintar os jornalistas que, como habitualmente, o aguardavam à porta do hemiciclo. Sócrates decidiu sair pela outra porta (dispensando o directo da SIC) e já era tarde quando os microfones deram por isso. A boa notícia é que ninguém correu atrás do primeiro-ministro...
É hoje
Subscrever:
Mensagens (Atom)

