quarta-feira
A expressão é "abater o cão"
O meu cão está doente, cada vez mais. Tem artrite. As patas começam a falhar, os músculos a ficar atrofiados. Herdou a artrite da Leishmaniose (doença transmitida pela picada do mosquito e que não tem cura). Hoje está melhor mas é só uma questão de tempo. E por mais que me mentalize é muito difícil. Vem isto a propósito da eutanásia. Normalmente quando falamos de cães não falamos de eutanásia. A expressão utilizada é "abater"... mais vai dar tudo ao mesmo. Parece tão fácil dizer "tem de abater o cão" mas nunca ouvi ninguém dizer "tem de abater a pessoa tal". É mais uma daquelas coisas que me faz confusão na sociedade. É verdade que nunca vi um cão numa cadeira de rodas. É verdade que sou a favor da qualidade de vida e não do sofrimento, mas não deixo de achar hipócrita quando as pessoas falam com uma certeza tão grande quando dizem "é preciso abater o cão". Eu sei, eu sei... e assim será quando tiver que ser. Mas já viram se a moda pega? Tantas doenças sem cura e as pessoas a lutarem pela vida, muitas sem o desejarem. Muitas a pedirem para morrer, mas aí já não pode ser... não é ético, levanta "n" questões... enfim, é injusto. Mas o Homem comanda a vida, todas as vidas...
No comments!*
A mulher que gosta de peles verdadeiras (talvez por isso exiba a sua, e a das suas modelos, até à exaustão) está a ver se tapa o sol com a peneira.Agora está em Paris a mostrar a sua colecção inspirada, imagine-se... no aquecimento global!! Usa tons terra e tecidos a atirar para o natural.
Será que toma as pessoas por parvas? Isso sim, parece-me uma parvoíce.
* afinal comentei...
Eu, piegas, por Lisboa me confesso...
o que se passa com a minha cidade?
porque é que não há eleições para a Câmara e para a A.M.?
porque é que quase ninguém que lá está exige o que se impõe?
porque é que não há pré-candidatos de jeito?
e, já agora, porque é que os ministérios não sairam ainda do Terreiro do Paço?
porque é que as obras do Metro nunca mais acabam, nem junto ao rio nem na Av. da República?
porque é que o cais das colunas continua desaparecido no meio do lamaçal?
porque é que se perpetuam barracas junto ao Colégio Militar, num estilo provisório-definitivo, e se arrasou a Feira Popular?
porque é que o Parque da Bela Vista é um descampado pouco apetecível - a não ser para o senhor Medina?
porque não há um parque de diversões - não precisa de ser uma réplica da Feira Popular - em Lisboa?
porque é que o parque Mayer parece um cemitério abandonado?
porque é que o túnel do Santana não se despacha?
porque é que não há autocarros da Carris a ligar trajectos quando outros transportes ainda desaguam em Lisboa?
porque é que desapareceu a bandeira do cimo do Parque Eduardo VII?
porque é que não há mais jardins, mesmo pequeninos (desta sei a resposta: porque não se pode construir lá um centro comercial!)
porque é que não se fazem manifs na praça do município para dizer que chega de 'paz podre'?
[devido ao adiantado da hora, regressei à idade dos porquês... A sério: ando triste com o que se passa nesta cidade.(As meninas da política podiam explicar estas coisas?)]
porque é que não há eleições para a Câmara e para a A.M.?
porque é que quase ninguém que lá está exige o que se impõe?
porque é que não há pré-candidatos de jeito?
e, já agora, porque é que os ministérios não sairam ainda do Terreiro do Paço?
porque é que as obras do Metro nunca mais acabam, nem junto ao rio nem na Av. da República?
porque é que o cais das colunas continua desaparecido no meio do lamaçal?
porque é que se perpetuam barracas junto ao Colégio Militar, num estilo provisório-definitivo, e se arrasou a Feira Popular?
porque é que o Parque da Bela Vista é um descampado pouco apetecível - a não ser para o senhor Medina?
porque não há um parque de diversões - não precisa de ser uma réplica da Feira Popular - em Lisboa?
porque é que o parque Mayer parece um cemitério abandonado?
porque é que o túnel do Santana não se despacha?
porque é que não há autocarros da Carris a ligar trajectos quando outros transportes ainda desaguam em Lisboa?
porque é que desapareceu a bandeira do cimo do Parque Eduardo VII?
porque é que não há mais jardins, mesmo pequeninos (desta sei a resposta: porque não se pode construir lá um centro comercial!)
porque é que não se fazem manifs na praça do município para dizer que chega de 'paz podre'?
[devido ao adiantado da hora, regressei à idade dos porquês... A sério: ando triste com o que se passa nesta cidade.(As meninas da política podiam explicar estas coisas?)]
Também queriam
O PSD está zangado por não ter sido chamado a participar na redacção da lei que regula a interrupção voluntária da gravidez. Pensei que tivessem ficado de fora por objecção de consciência.
terça-feira
A nossa contagem decrescente
Universidades lavandaria
Depois da Livre e da Moderna, a Independente. Mais uma universidade privada que, de repente, explode em escândalos e queixas-crime. Roubos, fraudes e dinheiro a correr. De onde vem tanto dinheiro, com tão poucos alunos? Onde está a fiscalização destas pseudo-universidades, destas salas com cadeiras e mesas que fornecem canudos sem qualquer valor ao mesmo tempo que são geridas por gente que, mal abre a boca, mostra logo que mal aqueceu o lugar nos bancos da escola? Se não se podem evitar, ao menos especializem-se em cursos que, pelo menos aparentemente, os seus dirigentes estão habilitados a ministrar.
A diferença entre Jornalismo e Sociologia
Só o ouvi duas vezes mas simpatizo com ele. João Sebastião, coordenador do Observatório de Segurança na Escola, sublinha sempre que é sociólogo não vá algum jornalista ou político não entender o seu discurso. Hoje, enquanto os media viviam a agressão de uma professora por uma mãe, a comissão parlamentar de educação ouviu-o desvalorizar os níveis de violência escolar em Portugal e a questionar se a ligeira subida de ocorrências se devia ao aumento da violência ou ao aumento da sua visibilidade social. Mostrou tambem que a violência nas escolas não está relacionada com minorias étnicas ou insucesso escolar. Mas reconheceu deficiências na recolha de informações nas escolas que, em última instância, poderá deitar por terra as conclusões a que chegou...
segunda-feira
Notícias boas
O blog sugerido pela Luisa lá em baixo (Provocação...e se) sugere noticias positivas para melhorar a nossa auto-estima. Eis algo que me provoca, de facto. Já ouvi essa ideia "brilhante" não sei quantas vezes. Ela deve fazer parte de um livro qualquer de gestão (que vocês, meninas dessa área conhecem melhor do que eu) consultado por muitas direcções quando já não sabem o que fazer para inovar a sua redacção. Agora, vamos apostar nas boas notícias, as pessoas estão fartas das desgraças, das tragédias...Lembram-se da publicidade recente da Renascença ? Não há paciência.
Uma manhã de nervos
Estava tudo preparado para antecipar o ataque ao monstro: um ministro da justiça disponível para todas as rádios, os numeros absolutamente extraordinários de aumento de produtividade dos tribunais, a quebra de pendências, podia ter sido uma segunda-feira perfeita não fossem ELES, esses malandros ao serviço dos maus. ELES resolveram falar com os outros. Os outros decidiram pôr em causa os números. Acusaram o ministro de manipular as estatísticas, de demagogia e populismo, de comparar um mês de férias em que só se despachava processos urgentes com um novo mês de trabalho...E a manhã da Rádio, que podia ter sido de ataque ao monstro, passou a ser de cepticismo. Malandros. Com a mania do contraditório. A culpa é DELES. Não dos operadores da justiça que assinaram os discursos. Não, a culpa é de quem se lembrou de os ouvir. Ou como dizia Carlos Magno na apresentação no CCB "os jornalistas bateram forte e feio" no balanço de dois anos de justiça. Valha-nos a LPM que montou uma cerimónia de duas horas e meia no Centro Cultural de Belém repondo a ordem.
domingo
"O accionista": dúbio Deus Capitalista
Os gestores deviam medir melhor quem devem realmente agradar, em vez de cegarem ao primeiro aceno bolsista.
*
Há dias Belmiro de Azevedo acusava a PT de impedir que milhares de pessoas realizassem bons negócios, ao querer inviabilizar a Opa da sua Sonaecom. Ironicamente, estas palavras soaram-me como se fossem ditas por um qualquer líder altruísta que zela pela comunidade.
De facto as empresas tornaram-se num bem comum a milhões de pessoas com objectivos comuns: fazer dinheiro. Os patrões tornaram-se entidades abstractas diluídas entre accionistas e fundos de investimento que agem movidos por esse interesse colectivo. De olhos no curto prazo, vão deixando para trás um lastro de desemprego e precaridade.
Sem que haja um rosto a quem se possa apontar o dedo e dizer "foi ele!", fala-se de "O Accionista" como uma espécie de Deus Capitalista a quem todos atribuêm a razão de ser de tudo e a quem obdecem cegamente, sem nunca ninguém O ver.
Não me digam que não é possível isto ser tudo um bocadinho melhor! E não me chamem naif, nem comunista que eu, liberal assalariada, sei que neste mundo em que metade da riqueza é detida apenas por 2% da população, não é utópico querer que Ele (o dinheiro) se reparta melhor.
Há gente (pouca, mas há) que trabalha muito e bem, e que merece ser muitíssimo melhor remunerada. Não são accionistas, mas são seguramente a maior fonte de capital da empresa. Recebem cada vez menos dividendos, até que um dia as suas vitais mais-valias (como a criatividade, empreendorismo e espírito de sacrifício) se tornarão recursos não-renováveis.
Os gestores deviam medir melhor quem devem realmente agradar, em vez de cegarem ao primeiro aceno bolsista.
De facto as empresas tornaram-se num bem comum a milhões de pessoas com objectivos comuns: fazer dinheiro. Os patrões tornaram-se entidades abstractas diluídas entre accionistas e fundos de investimento que agem movidos por esse interesse colectivo. De olhos no curto prazo, vão deixando para trás um lastro de desemprego e precaridade.
Sem que haja um rosto a quem se possa apontar o dedo e dizer "foi ele!", fala-se de "O Accionista" como uma espécie de Deus Capitalista a quem todos atribuêm a razão de ser de tudo e a quem obdecem cegamente, sem nunca ninguém O ver.
Não me digam que não é possível isto ser tudo um bocadinho melhor! E não me chamem naif, nem comunista que eu, liberal assalariada, sei que neste mundo em que metade da riqueza é detida apenas por 2% da população, não é utópico querer que Ele (o dinheiro) se reparta melhor.
Há gente (pouca, mas há) que trabalha muito e bem, e que merece ser muitíssimo melhor remunerada. Não são accionistas, mas são seguramente a maior fonte de capital da empresa. Recebem cada vez menos dividendos, até que um dia as suas vitais mais-valias (como a criatividade, empreendorismo e espírito de sacrifício) se tornarão recursos não-renováveis.
Os gestores deviam medir melhor quem devem realmente agradar, em vez de cegarem ao primeiro aceno bolsista.
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