...pelo SIM.
Tal como aquele padre de Lamego, Manuel Costa Pinto, 79 anos, que vota 'Sim' para acabar com a humilhação das mulheres em tribunal e o "verdadeiro infanticído" a que obriga a lei actual. O padre defende que a mulher deve ser libertada "dessa coisa vergonhosa que é o julgamento e os exames à sua vagina" e também do castigo da prisão e deu o exemplo de Jesus Cristo, que perdoou a adúltera. "Jesus disse 'aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra' e ficou apenas ele e a mulher. Então acrescentou: 'Eu não te condeno, vai e não tornes a pecar'. [pág. 4, edição impressa do jornal Público].
sexta-feira
A publicidade mainstream
Um dos anúncios publicitários mais engraçados dos últimos tempos é aquele que a TMN tem a propósito do Dia dos Namorados. O filme tem o seu quê de misterioso e narrativo, até ao climax... E é justamente aqui que dou comigo a perguntar porque é a publicidade portuguesa tão previsível...?O anúncio, que pode ser visionado no site da empresa, ... primeiro entranha-se e depois... estranha-se:
Expliquem-me: porque é que duas raparigas que fogem de um colégio para namorar, têm de acabar por assumir-se como um casal de namorados tradicional?
(ah!!!... o spot chama-se: a paixão como ela é!]
quinta-feira
E, prontoS, devagarinho isto entra nos eixos...
Esta é a cara com que eu fiquei por poder voltar à ESCOLA... agora já estamos todas!Claro que pelo meio do processo perdemos a autoria de posts e o nosso passado bloguístico virou uma grande confusão.
(sim, senhores do blogger - tinham de ser gajos! - não adianta trocarem-nos as voltas...)
quarta-feira
Flash Mob pelo SIM
... (ontem, no Chiado) a mostrar que se pode tratar assuntos sérios de forma divertida.
[ass. luísa]
segunda-feira
Raparigas giras
Aqueles que têm marchado sob a bandeira da vida, desde a concepção até à morte natural (?) como um direito absoluto e inviolável, querem agora que as mulheres que abortam fiquem com pena suspensa. Ou que o "crime de aborto" saia da lista dos crimes. De repente, o argumento do valor absoluto da vida é metido na gaveta, substituído pelo do crime sem castigo. Ou mesmo do crime sem crime. Discordo em absoluto dos que são contra a despenalização do aborto. Votei sim em 98. Vou votar sim outra vez e sem a menor dúvida. No entanto, respeito quem acredita sinceramente que um filho deve nascer sejam quais forem as condições, económicas, psicológicas ou de saúde. Agora esta posição de troca-tintas, de não-pode-abortar-mas-não-acontece-nada-a-quem-aborta, de ser absolutamente em defesa do embrião e absolutamente em defesa da mulher que aborta. Este marketing dos valores absolutos. Isso não me merece o menor respeito. Tenho uma amiga, defensora acérrima do não, que me contava um dia destes que tinha aconselhado o seu movimento a proibir totalmente as "tias" de abrirem a boca nesta campanha, escolhendo para os debates umas "raparigas giras". Não duvido por um segundo das convicções da minha amiga, mas quanso as razões são tão fortes, tão evidentes, tão indiscutíveis, para quê as "raparigas giras"? .
Quero uma casa insonorizada!
O Tribunal de Contas vai analisar desvios nas obras públicas, o que é útil para a Nação. Mas também está na hora de alguma autoridade olhar para as obras privadas. Mais: está na hora de quem se enterra por uma vida inteira num crédito habitação, reivindicar os seus direitos.
"Penhoramo-nos" para termos um lar-doce-lar onde carregar baterias. Por que raio de carga de água havemos de ter de levar com todo o peidinho (não ponho sequer em aspas, por que a expressão chega a ser literal!) dos vizinhos dos andares de cima, do lado, ou de baixo?!
Acho inaceitável o descaramento dos construtores. Poupam em materiais essenciais para qualidade de vida das pessoas, mas não se coíbem de cobrar preços premium por caixotes disfarçados com acabamentos pri-lim-pim-pim.
Agora que ganhei vizinhos de cima e me apercebi da má qualidade da construção em que vivo, tratarei do meu caso com o devido empenho, assim que tenha uma brecha de tempo. Quem mais alinha?
"Penhoramo-nos" para termos um lar-doce-lar onde carregar baterias. Por que raio de carga de água havemos de ter de levar com todo o peidinho (não ponho sequer em aspas, por que a expressão chega a ser literal!) dos vizinhos dos andares de cima, do lado, ou de baixo?!
Acho inaceitável o descaramento dos construtores. Poupam em materiais essenciais para qualidade de vida das pessoas, mas não se coíbem de cobrar preços premium por caixotes disfarçados com acabamentos pri-lim-pim-pim.
Agora que ganhei vizinhos de cima e me apercebi da má qualidade da construção em que vivo, tratarei do meu caso com o devido empenho, assim que tenha uma brecha de tempo. Quem mais alinha?
O novo mundo da rádio
À excepção do Rádio Clube Português, as três rádios nacionais que acompanharam o PM à China (RDP, TSF e Rádio Renascença) fizeram-no com a qualidade de estúdio. Infelizmente não vejo a referência em nenhum blog de comunicação (ter-me-á passado despercebida ?) mas julgo que o facto deve ser assinalado. Agora, além do gravador e do microfone, também um computador é obrigatório na bagagem do jornalista de rádio. Perde-se em tempo (e muitas horas foram gastas em tentativas -muitas vezes frustradas-de envio por internet) mas ganha-se em qualidade.
A minha viagem
Ponto prévio: Já acompanhei várias visitas oficiais ao estrangeiro. Inclusive a do PM António Guterres à China em 1998.
1. Tinha pensado enviar postais com regularidade mas o clima de tensão em que decorreu esta visita fez-me mudar de ideias. Para os protagonistas políticos, os jornalistas "ou estão conosco ou estão contra nós". É uma visão que infelizmente nos acompanha nas campanhas eleitorais. ( Lembro-me de Pedro Santana Lopes, na última, ameçar mostrar num comício no Porto, um filme com as reportagens que, segundo ele, estavam a prejudicar a caminhada do menino-guerreiro.) A culpa é sempre dos jornalistas que empolam um pequeno facto sem interesse nenhum. A responsabilidade pelo fracasso é inevitavelmente atribuída a quem se lembrou de fazer a noticia e não ao sujeito da acção. É sempre mais fácil acusar o outro do que assumir o erro. Afinal, qual é o papel do jornalista ? Contar o que se passou ou o que o protagonista quer que ele conte ?
2. Nunca tinha levado um "ralhete" de um Primeiro-Ministro. José Sócrates não gostou que à porta da sede da Expo Shangai 2010 os jornalistas portugueses tivessem feito "barragem" pedindo-lhe uma resposta sobre a polémica Manuel Pinho, e no avião para Macau deixou-o bem claro. Eu tambem não gosto do método mas as horas seguintes acabaram por demonstrar que foi graças a ele que Sócrates falou. Os jornalistas andavam desde o jogging em Pequim a pedir-lhe uma reacção. Nada. Até ao incidente.
3. No dia-a-dia mediático as televisões são rainhas, os jornais príncipes e as rádios...pronto...estão lá. Esta visita acabou por demonstrar que a Rádio tem mais importância do que parece.
1. Tinha pensado enviar postais com regularidade mas o clima de tensão em que decorreu esta visita fez-me mudar de ideias. Para os protagonistas políticos, os jornalistas "ou estão conosco ou estão contra nós". É uma visão que infelizmente nos acompanha nas campanhas eleitorais. ( Lembro-me de Pedro Santana Lopes, na última, ameçar mostrar num comício no Porto, um filme com as reportagens que, segundo ele, estavam a prejudicar a caminhada do menino-guerreiro.) A culpa é sempre dos jornalistas que empolam um pequeno facto sem interesse nenhum. A responsabilidade pelo fracasso é inevitavelmente atribuída a quem se lembrou de fazer a noticia e não ao sujeito da acção. É sempre mais fácil acusar o outro do que assumir o erro. Afinal, qual é o papel do jornalista ? Contar o que se passou ou o que o protagonista quer que ele conte ?
2. Nunca tinha levado um "ralhete" de um Primeiro-Ministro. José Sócrates não gostou que à porta da sede da Expo Shangai 2010 os jornalistas portugueses tivessem feito "barragem" pedindo-lhe uma resposta sobre a polémica Manuel Pinho, e no avião para Macau deixou-o bem claro. Eu tambem não gosto do método mas as horas seguintes acabaram por demonstrar que foi graças a ele que Sócrates falou. Os jornalistas andavam desde o jogging em Pequim a pedir-lhe uma reacção. Nada. Até ao incidente.
3. No dia-a-dia mediático as televisões são rainhas, os jornais príncipes e as rádios...pronto...estão lá. Esta visita acabou por demonstrar que a Rádio tem mais importância do que parece.
Por falar em fumo...
Tal como tem acontecido, no vôo fretado pelo gabinete do PM para a visita à China era permitido fumar. Talvez por isso seja difícil vir agora defender uma lei anti-fumo em terra. Porque lá em cima havia muitos não fumadores. E nem a distribuição dos lugares obedeceu a essa distinção. O governo ia à frente, os empresários no meio, os jornalistas na cauda. E onde é que se fumava ? Lá atrás.
Eu, não-fumadora, compreendo a dificuldade em passar 11 horas (para Pequim) e 15 horas (para Lisboa) sem pegar num cigarro admitindo que, sendo um vôo "só para nós" se possa permitir que cada fumador possa abafar o vício uma ou duas vezes. O problema é que este respeito e responsabilidade pelos não-fumadores não são seguidos pela outra parte que, dada a permissão, comporta-se como se estivesse em casa ou no café e instala-se comodamente lá atrás a fumar o(s) seus(s) cigarros(s). Foi o que aconteceu.
Susana
Eu, não-fumadora, compreendo a dificuldade em passar 11 horas (para Pequim) e 15 horas (para Lisboa) sem pegar num cigarro admitindo que, sendo um vôo "só para nós" se possa permitir que cada fumador possa abafar o vício uma ou duas vezes. O problema é que este respeito e responsabilidade pelos não-fumadores não são seguidos pela outra parte que, dada a permissão, comporta-se como se estivesse em casa ou no café e instala-se comodamente lá atrás a fumar o(s) seus(s) cigarros(s). Foi o que aconteceu.
Susana
domingo
Por falar em vida...
Lá para França desde quinta-feira que também já não se fuma em locais públicos. E nós? Precisamos lançar um referendo para que o Sim à qualidade de vida vença a cobardia de um governo que adia legislar definitivamente sobre isto?!
Se bem que... Há tantos fumadores, e o egoísmo que paira entre a maioria deles é tal, que ainda se poderia dar o caso de vencer um Não à proibição. Que meeeddo!...
PS: França, estranho país onde se reduz o fumo de tabaco, mas cujo presidente acha que uma ou duas bombitas nucleares não fazem mal a ninguém...
Marisa (fumadora)
Se bem que... Há tantos fumadores, e o egoísmo que paira entre a maioria deles é tal, que ainda se poderia dar o caso de vencer um Não à proibição. Que meeeddo!...
PS: França, estranho país onde se reduz o fumo de tabaco, mas cujo presidente acha que uma ou duas bombitas nucleares não fazem mal a ninguém...
Marisa (fumadora)
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