terça-feira

segunda-feira

O respeitinho é muito bonito


Faxavor, agora quando se dirigirem ao líder da Juventude Popular digam sôtôr. João Almeida acabou o curso e no jantar de Natal do CDS de Lisboa, na semana passada, não se ouvia outra coisa. Sôtôr práqui, sôtôr práli...

Humanizar o parto?

“A visão médica contemporânea é essencialmente misógina porque encara a mulher como ser incompetente. O modelo é baseado no patriarcado, uma estrutura social misógina, que coloca a mulher num patamar decisório e político inferior. (…) A sociedade é regulada por pressupostos masculinos. E o parto, evidentemente, vai reflectir uma sociedade misógina. Mesmo que seja controlado por mulheres. Uma mulher obstetra reflecte o modelo em que está inserida, e não a sua essência feminina”.

Seria absolutamente a favor do parto humanizado se houvesse a garantia que um parto corre sempre bem… sem dor e sofrimento para a mãe e, sobretudo, para o bebé. Fiquei a pensar nisto depois de ler uma entrevista na revista Pais & Filhos a Ricardo Jones, obstetra humanista. Ele é brasileiro e já fez 2000 partos, dos quais apenas um com anestesia. O conceito assenta em respeitar a natureza feminina, devolver à mulher a capacidade que ela tem: parir (o termo é mesmo este) com tudo o que isso afecta. Segundo este movimento, o poder deveria estar concentrado nas mulheres e não nas mãos dos médicos. Os partos deveriam ser onde a mulher se sente bem, normalmente em casa. Tudo o que é artificial é contestado: desde epidural, cesarianas, episiotomia, fórceps, etc... Com todo o respeito pelos defensores deste movimento, esta conversa só me faz lembrar a expressão “seja o que deus quiser”. Por mais que psicologicamente uma mulher esteja preparada para o parto, não depende (apenas) dela, da sua motivação e do seu optimismo que as coisas corram 100% bem. Não é um dado adquirido. E não sendo, não consigo abraçar este conceito. A minha experiência correu muito bem, com ajuda da epidural. Não me sinto incompetente, nem menos mãe por isso.

Estados de graça 2


Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

A letra do José Gomes Ferreira, a música de Lopes Graça.
Na noite em que se comemoram os cem anos do nascimento de Lopes Graça fez-me bem ouvir as Heroícas na Aula Magna. Estava lá o Jerónimo de Sousa mas também muita gente que não é do PCP porque ele não é um legado exclusivo dos comunistas. Esta era banda sonora das reuniões que prepararam o derrube do fascismo. Outros tempos... mas nunca é demais lembrar que é tempo de acordar.
Como ele disse ""Há que restituir ao povo a sua música". E eu acrescento: e tudo o resto...

domingo

2006

O DIA DO SENHOR

Atenção: Isto é pura ficção!


Chama-se Wentworth Miller, mas de quem eu gosto é do personagem MICHAEL SCOFIELD, que interpreta na série Prison Break.

É "bem-parecido", intelectualmente genial, sensível, bem formado e dotado de uma louvável dose de resiliência (o personagem).

Merece uma oração especial.

sábado

Rapidinha, se faz favor



O governador da Florida (que não é o homem que está na foto)decidiu suspender a pena de morte no estado depois de Angel Diaz (o homem da foto) ter levado 34 minutos a morrer, em vez dos 15 previstos. Isto mostra que Jeb Bush deve estar envergonhado desta prova de ineficácia do sistema prisional. É compreensível. Mostra também que o Bush mais novo (acho que é o mais novo) não tem problemas em mandar matar, mas não gosta que os condenados fiquem prá li 34 minutos a dar espectáculo. Ou a sofrer, segundo a versão oficial. Curioso, para quem aceita mandar matar outro ser humano. Para quem acha que tem o direito de castigar alguém tirando-lhe a vida. Pena de morte sim, mas rápida.

É o mercado

Uma série de clínicas privadas anunciaram que não estão disponíveis para fazer abortos a pedido, caso a lei venha a ser aprovada. Não me espanta. Primeiro, que me conste, aquelas clínicas não fazem coisa nenhuma a pedido. É tudo a pagar, e de que maneira. Depois, a clientela também não seria numerosa. A lei que se pretende aprovar não se destina a quem recorre a este tipo de hospitais. O "segmento de mercado" é outro.

Comer e chorar por mais


Fatias douradas

Há uma coisa que eu adoro no Natal: fatias douradas. Há quem lhes chame rabanadas… acho que vai dar ao mesmo. Parece que também há várias maneiras de as fazer. E porque já falta pouco mais de uma semana para a quadra natalícia deixo-vos aqui esta receita que sempre fiz no dia 24 para comer mais à noite. Até porque o pão – tipo cacete – precisa de ser comprado de véspera. Depois é só cortá-lo às fatias (não demasiado fininhas para não se “desmancharem”), passar cada uma delas por leite e logo de seguida por ovo já batido. Este procedimento só deve começar a ser feito quando tiverem o óleo bem quente numa frigideira larga (usem pedaços de pão para o mesmo não queimar e saberem quando está no ponto!). É só fritar e finalizar com um banho de açúcar e muita canela. Claro que o segredo das fatias douradas para não ficarem gordurosas é fritá-las numa temperatura alta. Assim, estão lá pouco tempo e ficam deliciosas.

sexta-feira

Maria José Morgado


É sempre agradável ver que o nome de uma mulher é tão bem recebido quando se fala em combate à corrupção.