quinta-feira

A primeira entrevista...









...não foi a uma revista espanhola.

O desfile



Fantástico o verbo escolhido pelo Público para falar da presença de Ségolène Royal no congresso do PSE. A candidata presidencial socialista (que a Escola até tem destacado) vem desfilar ao Porto. Para discursar e para ser fotografada. Aos (poucos) pedidos da imprensa portuguesa para uma entrevista, Ségolène respondeu com um rotundo NÃO.

quarta-feira

Alguém falou em prestígio das instituições ?...

A comissão do Parlamento Europeu que investiga os vôos da CIA bateu, esta tarde, com a o nariz na porta da Sala do Senado quando se preparava para uma reunião com os líderes parlamentares. A porta estava trancada e assim ficou. Sem autorização superior (leia-se presidente da Assembleia da República) o Senado não podia ser aberto.
Seguiu a comitiva para uma sala do grupo parlamentar do PSD onde entraram todos menos o PS. Os socialistas receberam depois na sua sala os eurodeputados. Amanhã, Marques Guedes será recebido logo de manhãzinha por Jaime Gama.
Corre assim a vida parlamentar...digna...de registo.

Anti-wrestling

Diz-me quem passou hoje pelo Colombo que havia filas intermináveis na Worten ao início da tarde. Sem promoção de Natal à vista, aquela gente (adultos e crianças) aguardava uma sessão de autógrafos dos seus heróis de Wrestling.
Não arranjo palavras para ilustrar a minha repulsa por aquilo. E não entendo como é que há pais que, além de não proibirem, até incentivam o gosto por aquela luta idiota. E depois há meninos que vão para a escola falar (e sabe-se lá que mais) no John Cena e o John Cena acaba por querer entrar em casa de outros meninos que não vêem (porque os pais são "maus"). E quando dão por eles estão a pedir para o Natal o jogo para a playstation. E os bonecos do Wrestling. É incrível como as relações de grupo podem dinamitar o sossego caseiro. Mas há coisas em que não capitulo. Não é preciso ler especialistas para perceber que aquilo é prejudicial. Sugiro mesmo um movimento contra esta porcaria.

terça-feira

Na apresentação do Não Obrigada

Manifesto:
* O feto é um ser humano conhecido e directamente observável ("segundo uma sondagem da Universidade Católica encomendada pela plataforma, 54,2% dos portugueses acham que a vida humana começa no momento da concepção")
* O aborto tem efeitos destrutivos na vida das mulheres ("o trauma não resulta de ser clandestino ou legal. O aborto é sempre traumático")
* A liberalização determina um aumento do número total de abortos
* Os impostos não devem servir para financiar clínicas de aborto ("lançamos o repto ao governo:quando o não ganhar, aplique os dinheiros públicos na ajuda às famílias e não nas clínicas de Badajoz. Se não consegue ajudar os doentes crónicos, o sns não deve gastar dinheiro com abortos)

A plataforma Não Obrigada nunca utilizou o termo IVG ou Interrupção Voluntária da Gravidez. Nunca falou em despenalização. Diz que o que está em causa é a liberalização total do aborto. Profissional, a sessão de apresentação, hoje, no antiga FIL, foi um sucesso de comunicação. Um fundo negro, quatro sofás, dois médicos (uma mulher e um homem), uma psiquiatra, a presidente da Ajuda de Berço. Intervenções curtas, directas. Em defesa do que dizem ser uma campanha moderna e informativa. Contra a partidarização do referendo (na plateia estavam por exemplo Luis Nobre Guedes, Maria José Nogueira Pinto, Martim Borges de Freitas, Alexandre Relvas, Zita Seabra, Teresa Venda, Matilde Sousa Franco e a (discreta) mulher de Marques Mendes. No fim, um videoclip, um beijinho, até à próxima.

Alguém pediu uma campanha serena e esclarecedora ?

(esta pergunta é válida também para alguns discursos do lado do SIM)

Ainda bem que há pessoas assim!

Há pessoas que inspiram. Olhamos para elas e ficamos inspiradas. Há outras que, por alguma razão, confiamos a nossa vida, a quem recorremos em altura de crise, a quem recorremos sempre que temos dúvidas… O mais engraçado é que não há explicação para isso. Da mesma forma que não conseguimos controlar a empatia que temos por alguém ou a falta dela... E eu fico a pensar: ainda bem que há pessoas assim!

segunda-feira

Cherchez la femme

Cerca de doze horas antes da hora marcada, Carmona Rodrigues avisou os vereadores da Câmara de Lisboa de que a reunião marcada para discutir e votar o orçamento da Câmara estava adiada por uma semana. A decisão - talvez menos intempestiva do que aparenta - é bem o sinal do desgoverno que se vive na Câmara. Depois de ter rompido a coligação com Maria José Nogueira Pinto, Carmona caiu em si e percebeu que sem aliança não haveria orçamento. Ela, matreira, fez saber que pedira, por carta, o adiamento da reunião e ele, envergonhado, lá adiou. PS, PCP e BE garantem que não queriam o adiamento. Não o pediram nem vão mudar o voto por causa dele. mais uma vez, está tudo nas mãos dela.
Enquanto isso, o PS vai dizendo umas vezes que colabora, outras que não, umas vezes que é oposição responsável, outras que Jorge Coelho é que era bom para presidente... não se percebendo muito bem o iria Coelho fazer para uma Câmara que - se a conseguisse ganhar - teria que governar com a oposição sistemática da Assembleia Municipal, onde o PSD tem a maioria.
No meio de tanta confusão, o que parece fazer mais sentido é mesmo a teoria segundo a qual Marques Mendes não desdenharia substituir Carmona Rodrigues. Desastre por desastre, na Câmara Mendes sempre teria o palco que lhe falta e talvez conseguisse não desaparecer de vez. Quem sabe, a toda poderosa Maria José Nogueira Pinto não lhe daria o seu apoio, na mira de arrecadar munições para outras guerras que adivinha lá mais para a Primavera, depois do referendo sobre o aborto.

Chavez, outra vez


Palavras, para quê ?!!!

Salazar o mais popular


Parece que na primeira fase da eleição dos heróis portugueses feita para o programa da RTP o Salazar aparece como o mais popular. Não é possível!

domingo

Elogio ao tupperware

Viv'ó tupperware! Sempre quis escrever um post assim, de sentido elogio àquelas caixas milagrosas onde se podem congelar/ guardar/ transportar as papas dos bébes e as comidas que as mulherzinhas fazem de véspera...
A marca que deu nome ao produto - e, por muitas e boas imitações que haja, não há como o original! - continua a inventar novas formas para os velhos usos que tornaram o plástico e o silicone grande amigo das 'donas de casa'.
Um dos modelos mais recentes são estas caixas, com três ou quatro diâmetros, completamente flats quando vazias, mas que com um sistema ardiloso de fole ganham o volume desejado... Muito engenhosas, sim senhora!