domingo

O Dia do Senhor




Depois de Anjos da América, agora Little Children. Damos-lhe uma oportunidade aqui selecto clube do Dia do Senhor. Esperemos que a saiba merecer.

Epá...

...de repente achei que o Sócrates...(ou o Guterres)...estivesse a entrar cá em casa.
Afinal, é só o "1492" que está a passar na televisão...

sábado

Referendo


A Rádio Renascença assumiu há dias o Não no referendo à despenalização do aborto. Ainda bem. A Emissora Católica Portuguesa limitou-se a tornar pública uma posição que só terá surpreendido os mais distraídos. É melhor que o faça agora deste modo do que vir mais tarde a demonstrá-lo na prática. Ou os senhores ouvintes não sabem o que é que andam a ouvir ? Os jornalistas, esses, sabem bem onde trabalham...e o posicionamento editorial se deve ser respeitado não obriga ninguém a partilhá-lo.

Também gosto desta

Esta descobri na semana passada e recomendo. Pela abordagem dos temas (o dia internacional contra a violência de género é assinalado com um trabalho sobre a possibilidade de recuperação e os programas de reabilitação dos agressores) e as crónicas (Em "O rabo de Sharapova" Edurne Uriarte diz que o governo pode fazer todas as leis de igualdade que o machismo continua colado à pele e dá o exemplo do ténis).
Porque é que os jornais portugueses não distribuem revistas assim ?

Babel - If you want to be understood... Listen



Fui à ante-estreia de Babel, o novo filme de Alejañdro González Iñarritu. Não ia preparada para um filme daqueles. À medida que os minutos passavam, e o tempo me absorvia de forma apertada, senti-me como se estivesse à beira do abismo... ia deslizando cada vez mais na cadeira. Dois casais sairam antes do filme acabar. Desconheço a razão. Só sei que este é um daqueles filmes brutais... com uma carga psicológica tão grande que há momentos em que nos apetece desistir e sair porta fora. Não vale contar a enredo até porque a palavra Babel já diz muito. Recomendo, mas para um dia em que não estejam em baixo de forma.

Comer e chorar por mais (2)

[Como ninguém se chega à frente, aqui fica a receita que semanalmente decidimos partilhar.]
A sopa, com que a Mafaldinha de Quino sofria horrores, é um alimento/prato essencial. Adoro sopa, daquelas que têm tudo - sobretudo no Inverno. Para variar, há também as outras: cremes, consomés, etc., mais "adequados" a crianças e a sofisticados jantares...
A sopa (creme) branca é uma invenção minha recente. É simples e rápida de fazer e, como qualquer sopa, saborosa. Se as indicações não foram suficientes, juntem-lhe uma pitada de 'amor'.

Sopa branca

Ingredientes: uma couve-flor média, dois ou três xuxus, duas cabeças de nabo (i.e. sem a rama); água e sal; um pacote de natas; bocadinhos de presunto ou ovo cozido picado ou cubinhos de pão torrado; eventualmente um fio de azeite.

Modo de fazer: depois de lavada, partem-se as partes brancas da couve-flor aos bocados; juntam-se-lhe os xuxus descascados, partidos e lavados, idem com os nabos. Vai tudo a cozer em água com sal; depois de cozidos, os legumes são desfeitos pela varinha mágica originando um creme razoavelmente consistente e branco; de novo ao lume, juntam-se as natas batidas imediatamente antes de servir a sopa.

Apresentação: individualmente, nos pratos em que se serve podem juntar-se bocadinhos de presunto 'picado', cubinhos de pão torrado, ou ovo cozido triturado...

Bom apetite!

sexta-feira

Stockmarket

Não sei como hei-de explicar melhor mas o StockMarket que abriu portas, hoje, na Fundição de Oeiras, parecia uma feira ao seu melhor estilo. Só não havia os berros "oh freguesa, vá lá ver... é tudo a 15 euros!". De resto, as pessoas estavam todas loucas... encontrões, olhares que metiam medo quando tocávamos naquela mala que já estava a ser 'galada' por alguém. Desculpem lá, mas foi uma decepção. Não consegui comprar nada e vim-me embora frustrada a olhar para os sacos nas mãos das outras pessoas. Para os que quiserem tentar encontrar alguma coisa, o Stockmarket continua até Domingo e o preço de entrada é 3 euros. Mas aviso já: preparem-se para a confusão!

Foi você que pediu um milagre económico?

Viaja-se em trabalho e, além da canseira, aprende-se imenso. Por exemplo, que não há milagres económicos - nem irlandeses, nem suecos, nem finlandeses... Há só êxitos construidos com tempo, o que implica apostar em educação e cultura, falar línguas, ter método e disciplina de trabalho, e proteger descaradamente o que é produto nacional -porque gera emprego e a riqueza do país.
Depois, nalguns casos, ter recursos naturais e produzir matérias-primas ajuda, e muito.
A Suécia tem e transforma matéria-prima que origina o aço de alta qualidade, fabrica automóveis e autocarros, fornece outras indústrias. Não precisa de ter a maior siderurgia do mundo, basta trabalhar para nichos de mercado. Mais: não é preciso apostar na inovação pela inovação, basta inovar para responder aos requisitos do mercado e antecipar os usos/necessidades de futuro - o que fazem a Hennes & Mauritz, a Ikea, a Ericsson, a Volvo... Simples!

[Por outras palavras: "trabalho é trabalho, conhaque é conhaque". A gente é que passa o tempo a ter ideias para alimentar reuniões e mais reuniões, às vezes com o sofisma de lhes chamar 'grupos de trabalho'...]
Adenda 2/12/2006: título do post inspirado no velhinho anúncio do Porto Ferreira

Hoje, não perder "Jogo de Espelhos"

É raro o tempo de antena dado à reportagem na televisão de serviço público em Portugal. Pode ser que algo esteja a mudar. Um dos casos mais mediáticos dos últimos tempos é tratado em reportagem a exibir logo à noite na RTP 1. (caso Gisberta)
Tenho a certeza de que é um trabalho bem feito, digno e justo. Passa hoje, às 22h45.
Não digam que não avisamos...

Entre os negócios e a sedução

É uma nova revista bimensal francesa. O primeiro nº saiu ontem. Ainda não a digeri, mas o conceito é muito interessante e um pouco de ruptura com as revistas "femininas" tradicionais. Tem cinco 'secções': art de connaitre, art d'entreprendre, art d'être, art de plaire, art de vivre. Impressão boa, fotos idem. Custa 5euros e é dirigida por Catherine Malpas e Philippe Dayan.

[Acho que vais gostar, Ana]