quinta-feira

Flexisegurança

Há coisas de que não podemos falar sem que as vejamos realizadas. O que pode parecer mau pode revelar-se bom, e vice-versa.

Por exemplo, um nascimento de uma criança é, por princípio, uma benção, mas quantas vezes se revela um pesadelo para a humanidade? (Alguém deseja o nascimento de um novo Hitler, esse doce nado-vivo que veio ao mundo em Abril de 1889?)

Das poucas garantias que há é que este país tem de dar a volta. E não há voltas que beneficiem tudo e todos. Por que não flexisegurança?

Sempre que disseram que a secretária está desarrumada...

Respondam com este argumento:
"A minha secretária está desarrumada porque tenho sempre algo mais interessante e importante que fazer do que perder tempo com arrumações". Para ler num artigo de LUCY KELLAWAY publicado hoje no Diário Económico

Publicidade real nos blogues

Um estudo recente revela que um terço dos europeus já deixou de comprar um produto por ter lido comentários que lhe eram desfavoráveis em blogues. As empresas deviam estar mais atentas ao que se diz sobre elas em espaços como o queixas.pt ou o blogue cliente intransigente. Talvez este blogue, entre tantos outros, também seja útil.

Tudo é subjectivo, mas são bons indicadores.

Pois é!

"As revistas são hoje, como sempre, uma paixão umbilical, um amigo que você recebe em casa. E por isso têm de ser essenciais para você".
Roberto Civita, do Grupo Abril, em declarações ao DE

Vejam















Um filme que nos fala de sonhos, da complexidade da nossa mente... da imaginação, dos medos. Um filme que nos lembra da importância de sermos iguais e fiéis a nós próprios... sempre.

quarta-feira

A data

Muito antes das oito da noite já corria no Parlamento que o referendo ao aborto seria a 11 de Fevereiro. Não por uma fuga de informação de Belém mas por uma reacção antecipada de Ribeiro e Castro.
Um jornal pediu um comentário ao líder do CDS que, à hora do anúncio de Cavaco Silva, estaria em trânsito para Bruxelas. Ribeiro e Castro fê-lo e mostrou-se tão preciso no texto que até referiu a data do referendo que, nessa altura, era desconhecida da imprensa. Do Caldas ainda foram enviadas mensagens durante a tarde pedindo para se esquecer o texto do presidente do partido mas era tarde demais. Nessa altura já os jornalistas esperavam que a comunicação presidencial confirmasse o dia 11 de Fevereiro. E não é que Cavaco Silva confirmou ?!!!

11 de Fevereiro

O dia 11 de Fevereiro marca a última oportunidade, por muitos e muitos anos, para acabarmos com a possibilidade legal de condenar mulheres que foram obrigadas a abortar. O referendo vai ter lugar a meio do mandato do governo, e todos sabem como estas oportunidades são aproveitadas por quem está descontente - e há sempre tanta gente descontente - para expressar as suas razões de queixa. Razões de queixa contra a segurança social, ou o fim da carreira do seu autocarro de sempre, ou da escola dos filhos, ou do tratamento no centro de saúde, ou..... Só que não é disso que se trata no dia 11 de Fevereiro. A consulta é para mudar a lei, não é para saber se se deve ou não abortar. Perante a possibilidade do "sim" ganhar, os opositores à mudança da lei apostam agora na desmobilização, num resultado sem força vinculativa. 11 de Fevereiro é a última oportunidade de dar uma resposta clara. Seria bom não ficar pelas meias tintas nem usar o voto para outros fins.

Tendência

P'ró que lhes havia de dar...


A TMN quer propagar entre os jovens o "vírus" do Modding, versão tuning para telemóveis. Está a premiar os mais criativos. Ganhou o carrinho à direita. Terá sido pela (pelo menos, aparente) ausência de funcionalidade? "Não perca! Tele-carro. Tão criativo que deixa de ser um telemóvel!".

A moda continua, todos os meses, em www.tmod.tmn.pt. Daaa...

terça-feira

Chuto

A Câmara de Lisboa prepara-se para criar as duas primeiras salas de injecção assistida do país. A lei já há muito que permite as salas de chuto mas, até agora, ninguém teve coragem de avançar. Tal como os que vêem a descriminalização do aborto como um incentivo à interrupção da gravidez, também os opositores das salas de chuto as encaram como locais de incentivo ao consumo de drogas. Como se sem salas com assistência médica, condições sanitárias, um pouco de humanidade, os viciados protestassem contra a falta de condições, deitassem a droga no lixo e fossem para casa. É pena, realmente, que as coisas não sejam assim tão simples.

Em Lisboa

O espaço é bonito, a acústica profissionalmente péssima mas o som parece não contar para a encenação. O anúncio das novas acessibilidades da Grande Lisboa, ontem na Mãe d'Água, terá corrido visualmente bem até porque no palco flutuante só havia lugar para as televisões. Os técnicos não tinham saídas de som para as rádios. Segundo eles "ninguém tinha pedido". E lá foram improvisando nos bastidores, ao lado do voz-off da cerimónia, um cantinho para as rádios que iam chegando...

P.S. Cerimónia que se preze tem filme. Este, ao contrário do que aconteceu aqui, não parou a meio (um ponto para os portugueses...)