domingo

Padre spammer

Já começou. Os padres já começaram a fazer campanha contra a despenalização do aborto em plena homilia. Eu vi. Eu estava lá. Na missa dos 30 dias pela morte da minha avó na cidade de Barcelos. O padre não perdeu a oportunidade para lembrar o mandamento: Não matarás para apelar ao voto pelo não, no próximo referendo. Saí imediatamente mas acredito que muita gente será influenciada por este tipo de campanha. Por isso não se esquecem de votar. Porque por um voto se ganha e por um voto se perde. Parece que recomendação do cardeal patriarca não foi ouvida por muita gente...

sábado

Sagração da Primavera no Outono


Em tempo de Outono nada melhor que ver a Sagração da Primavera. Uma coreografia de Nijinsky, a ilustrar música de Stravinsky que revolucionou e chocou Paris no início do século. Para ver até Domingo no Teatro Camões.
PS: Uma boa prenda de anos

Happy birthday, querida Ana!










[Não têm nada a ver com os teus mas são um lembrete para te cantarmos os "parabéns a você, nesta data querida..." ]

tens um nariz empinado, um jeito de ser muito desempoeirado e um empenho em tudo o que fazes tremendamente bom! talvez tenha sido isso que nos aproximou.
quando nos conhecemos - há seis anos? - deves-me ter olhado com esses olhos negros como que a dizer: o que é que esta quer?! depois, deves ter percebido que ambas não temos 'papas na língua' e gostamos muito do que fazemos. começamos a entender-nos por aí, creio. às vezes divertimo-nos mesmo muiiitooo!
o resto é feito do dia-a-dia. a gente quando gosta não explica. tu és uma pessoa linda. és a esteta de serviço. a refilona. fazes-me lembrar alguém há uns anos... sabes que podes sempre contar comigo. um beijo GRANDE!

sexta-feira

Não só barbeiros ou alfaiates

Há também mecânicos de máquinas de escrever no quadro de pessoal das forças de segurança. Fabuloso ! "Já não há máquinas de escrever, mas ainda há mecânicos de máquinas de escrever", desabafou o ministro da admnistração interna esta tarde no Parlamento.

quinta-feira

Nada será como dantes



Como toda a mulher moderna, inscrevi-me no ginásio.

Hipocrisia

Um casal britânico tem a filha – deficiente –, hospitalizada e em coma. A criança, totalmente dependente dos pais, não reage. O estado em que se encontra levanta a velha questão da eutanásia. Igreja, opinião pública, pais debatem-se contra a hipótese. Mãe e pai horrorizados, seriam incapazes de fazé-lo... pelo direito à vida. Hoje, a criança, totalmente incapacitada de fazer o que quer que seja, está entregue a uma instituição. Aquilo a que alguns chamam de vida, eu chamo de hipocrisia.

Os dez esclarecimentos de Alberto João

A entrevista de Alberto João Jardim a Judite de Sousa, esta noite na RTP, por entre a salganhada de números e sorrisos, concluiu que:
1)a Madeira não vai tornar-se independente
2)ele consegue governar com menos dinheiro
3)o que não aceita é que lhe tenham mudado as regras de jogo a meio do dito (lei das Finanças Regionais)
4)ele aceita que haja uma auditoria às contas da Região Autónoma da Madeira, feita pelo Tribunal de Contas ou por uma entidade internacional
5)sim, a Madeira beneficia de menos tributação
6)sim, a Madeira tem uma Zona Franca... para "reter quadros"
7)ele também acha que os bancos, esses sim, são beneficiados com baixa tributação
8)os portugueses têm andado a ser enganados sobre a relação financeira entre o poder central e a região, por vários governos
9) assume que tem promessas eleitorais, gosta de as cumprir e agora cortaram-lhe os meios
10)ser impetuoso é uma das suas imagens de marca ("se for censurada, Judite de S. tem asilo na Madeira"sic)

[Não é politicamente correcto dize-lo, mas...
Jardim tem sido reeleito sucessivamente há décadas, nunca foi condenado por fraude eleitoral, a Madeira é um 'paraíso' para quem vai de fora, desenvolveu-se espectacularmente... Há os aspectos caricaturais com que nos brinda às vezes, mas se calhar ele é APENAS melhor gestor (ou mais esperto) do que os que têm passado por São Bento...]

quarta-feira

Perguntas e respostas

Às vezes, por mais perguntas que os jornalistas façam, o discurso redondo continua redondo. Às vezes, um "pode fazer a pergunta da maneira que quiser que eu não vou dizer mais nada" continua a arredondar o discurso já redondo. Quando um político marca uma visita a uma escola no dia em que terminam as negociações sobre o estatuto da carreira docente é porque tem uma mensagem a passar. Ou porque simplesmente sabe que passa. E por mais insistentes (ou chatos, dirão alguns) que os jornalistas forem, ele não sai da sua mensagem (estou a falar de reportagens diárias, não de entrevistas). Vem isto a propósito disto.
Marques Mendes queria apelar à descrispação. E os jornalistas queriam saber como se descrispava. As respostas repetiam a mesma construção. Não, ninguém questionou o líder do PSD sobre a criação da figura do professor titular, das quotas, da bomba-relógio. Mas perguntaram sobre a forma de acabar com o clima de hostilidade, sobre a postura dos sindicatos, sobre o pacto da educação. E mais não valia a pena. Marques Mendes tinha um recado para o governo e ia ficar por ali. De resto, o último parágrafo da Lusa é claro:"Temos de prestigiar os professores, reforçar a sua autoridade, motivá-los", acrescentou o líder social-democrata, sem adiantar qualquer medida concreta para alcançar estes objectivos."

P.S Não fui eu que escrevi a notícia da Lusa mas estava lá. Só posto isto porque julgo que neste caso os jornalistas não foram meros figurantes o que, de facto, vai acontecendo na cena política.

Em campanha

Tenho a leve sensação de que esta notícia não vai passar despercebida por cá. Porquê? Talvez por isto.

Outras docuras

Nunca tinha vivido o Halloween num pais com tradicoes nesta coisa do dia das bruxas. Ontem, os americanos sairam a rua mascarados e de cesto debaixo do braco. Pensei eu que fossem doces mas nao. Pelas ruas de Portland distribuiam-se preservativos. Tenho a colecao completa... e dispenso, desde ja, as piadinhas.