quarta-feira
Senhores ouvintes
Em resposta a Manuel Pinto no blog Jornalismo e Comunicação, Eduardo Cintra Torres afirma que "a situação na Lusa e na RTP tem de ser permanentemente acompanhada no espaço público. Considero que as técnicas de propaganda se exercem de forma muito acentuada nestes dois órgãos." Ora, sendo aqueles dois órgãos públicos, o terceiro, nunca referido pelo comentador, está de parabéns. Refiro-me naturalmente à RDP. Ou então há outra leitura possível. A Rádio já não interessa a ninguém, nem mesmo a estudiosos que não gostam de assobiar para o lado.
Há ideias que têm de ser partilhadas
O maior problema da sociedade portuguesa é o da auto-educação. Falta-nos a capacidade de criar valores, de ler o mundo. Passivos, optamos pelo "andar a ver andar os outros". Esquecemo-nos de que somos nós que criamos a nossa vida. Esperamos que tudo nos caia do céu. Desiludidos, nem conseguimos identificar os obstáculos e os problemas, que não são resolvidos por não chegarem a ser equacionados.
Eduardo Lourenço soltou este diagnóstico, de forma natural, à saída da conferência da Gulbenkian sobre a crise de valores. Durante 20 minutos falou com os jornalistas que questionaram a responsabilidade dos políticos. Resposta: Eles hoje não são filósofos, como no tempo de Platão, são gestores da realidade mais imediata. São também filhos da depressão, não são mais culpados que os outros, todos são responsáveis, os eleitores também na medida em que são eles que os escolhem. Não é uma banalidade mas uma conquista. Um dos problemas da Democracia é essa tendência desresponsabilizante.
Só uma educação responsabilizante consegue fundar uma escola de liberdade e não de passividade em que cada um cria o seu sentido de vida e não o entrega a Deus.
Ainda a propósito de religião
Para Eduardo Lourenço a despenalização do aborto não é uma questão moral mas sim prática. É um problema urgente de ordem social que não deve convocar razões racionais ou religiosas. O aborto em si é uma tragédia mas a criminalização das mulheres é um absurdo porque não há valores de ordem transcendente que a justifique.
Eduardo Lourenço soltou este diagnóstico, de forma natural, à saída da conferência da Gulbenkian sobre a crise de valores. Durante 20 minutos falou com os jornalistas que questionaram a responsabilidade dos políticos. Resposta: Eles hoje não são filósofos, como no tempo de Platão, são gestores da realidade mais imediata. São também filhos da depressão, não são mais culpados que os outros, todos são responsáveis, os eleitores também na medida em que são eles que os escolhem. Não é uma banalidade mas uma conquista. Um dos problemas da Democracia é essa tendência desresponsabilizante.
Só uma educação responsabilizante consegue fundar uma escola de liberdade e não de passividade em que cada um cria o seu sentido de vida e não o entrega a Deus.
Ainda a propósito de religião
Para Eduardo Lourenço a despenalização do aborto não é uma questão moral mas sim prática. É um problema urgente de ordem social que não deve convocar razões racionais ou religiosas. O aborto em si é uma tragédia mas a criminalização das mulheres é um absurdo porque não há valores de ordem transcendente que a justifique.
Timor-Leste, again
Voltam a Dili episódios de violência. Confrontos, mortes, insegurança... a juntar à pobreza e à miséria que já lá estavam.
Qual a nossa quota parte de responsabilidade nisso tudo?
Qual a nossa quota parte de responsabilidade nisso tudo?
terça-feira
Novas injustiças
Ainda dizem que em Portugal não se pensa em voz alta. Como não há fome que não dê em fartura, ora tomem lá duas conferências no mesmo dia. Esta do Diário Económico promete numa manhã "Pensar Portugal". Esta da Gulbenkian discute até sexta-feira "Que valores para este tempo ?". Prefiro a segunda. Sem a presença de ministros, o acompanhamento mediático pode estar comprometido. O Presidente da República levará certamente toda a gente à sessão de abertura mas será curioso ver os media que lá deixarão um jornalista em permanência.
O que conta é aparecer
Diz-me quem esteve ontem no centro de saúde do Lumiar com Marques Mendes que o líder do PSD anunciara que nos dias seguintes iria centrar-se no tema da Saúde. Mas a visita de hoje do presidente social-democrata foi à Conservatória do Registo Civil de Lisboa...
Somos mesmo 'muito à frente'
Ele foi o nosso primeiro Senhor, no dia deles... E, se dúvidas houvesse, tínhamos mesmo razão.George Clooney é o homem por excelência!!!!!! (isto somos nós as seis a rejubilar, aos gritinhos...)
Como se lê na notícia do El País..."os leitores da AskMen.com elegeram os 49 mais genuínos representantes do género masculino" e Clooney é o HOMEM por excelência deste início de século.
[enfim, sempre me parece que assim a espécie masculina sai um pouco beneficiada...]
Injustiças
O irmão é artista plástico e expôe, a partir de sexta-feira, as suas obras em Grândola.
A mulher dá, esta manhã, uma aula-conferência "A minha casa é o mar" dedicada a Sophia de Mello Breyner Anderson.
Quem é que ainda tem lata de dizer que esta família não vive para a cultura ?
A mulher dá, esta manhã, uma aula-conferência "A minha casa é o mar" dedicada a Sophia de Mello Breyner Anderson.
Quem é que ainda tem lata de dizer que esta família não vive para a cultura ?
Violência
Lucia Sousa tinha 20 anos e dois filhos - de 4 e 2 anos. Foi morta no domingo pelo ex-companheiro, de 29 anos.
Isto vai ser bonito
Na caixa de comentários sobre Um PM fará a diferença ? o RPS escreveu:
Como estou a cagar para o tema, se votasse, a minha única motivação era lixar o Sócrates, ou seja era votar NÃO. E um dado é certo: por isso, era engraçado que vencesse o NÃO. Só por isso. Pelo resto, não sei. Não há pachorra para a temática.
Copiei por achar que ele não é o único a pensar assim. Quantas pessoas tenderão a transformar o referendo num teste eleitoral ao governo ? E o próprio governo ? E a oposição ?
Como estou a cagar para o tema, se votasse, a minha única motivação era lixar o Sócrates, ou seja era votar NÃO. E um dado é certo: por isso, era engraçado que vencesse o NÃO. Só por isso. Pelo resto, não sei. Não há pachorra para a temática.
Copiei por achar que ele não é o único a pensar assim. Quantas pessoas tenderão a transformar o referendo num teste eleitoral ao governo ? E o próprio governo ? E a oposição ?
segunda-feira
RSI, RSI, RSI
E quando um Primeiro-Ministro faz um discurso de mais de 20 minutos sobre a Inclusão para aqui, a Inclusão para ali, a obrigação moral do Estado de promover políticas activas de Inclusão, o Plano Nacional de Acção para a Inclusão, etc, etc e no momento de apontar a importância de um instrumento para essa Inclusão, não consegue acertar na sigla?
Se estiver a falar para uma plateia de especialistas em Inclusão, causa um enorme burburinho na sala. Eis a pérola:"Neste último ano é sabido como o governo tem desenvolvido a matéria que diz respeito ao Rendimento de...de...Mínimo Garantido, agora chamado Rendimento de Reinserção Social ... (pausa...a mesa onde se encontra o ministro Vieira da Silva tenta ajudar...)... perdão...de Reinserção... Social, disse bem...Mas esse Rendimento de Reinserção Social..."
(Ao que consta o dito prefere que o tratem por Rendimento Social de Inserção)
Se estiver a falar para uma plateia de especialistas em Inclusão, causa um enorme burburinho na sala. Eis a pérola:"Neste último ano é sabido como o governo tem desenvolvido a matéria que diz respeito ao Rendimento de...de...Mínimo Garantido, agora chamado Rendimento de Reinserção Social ... (pausa...a mesa onde se encontra o ministro Vieira da Silva tenta ajudar...)... perdão...de Reinserção... Social, disse bem...Mas esse Rendimento de Reinserção Social..."
(Ao que consta o dito prefere que o tratem por Rendimento Social de Inserção)
Subscrever:
Mensagens (Atom)