sábado

Jornalista russa assassinada



Anna Politkovskaia incomodava o Kremlin.

Vá lá ouvir que não se arrepende

José Miguel Júdice não é propriamente um homem catalogável. Diz-se de direita. Já navegou nas franjas. Apoiou a nacionalização da banca. Sonhava com um império com capital ultramarina. Defende a total descriminalização do aborto, porque não pode haver "crimes mas...". Tem, sobretudo, uma visão muito lúcida do estado da política e dos partidos actualmente em Portugal. Está tudo na entrevista de Maria Flor Pedroso. Ouça. Vale a pena.

Filhos no jornalismo

Filhos no jornalismo. No coração estão sempre em primeiro lugar. No dia-a-dia sujeitam-se aos horários dos pais... ao ponto de não os verem praticamente... de tomarem banho, de jantarem e de adormecerem tarde apenas na esperança de lhes darem um beijo, de ouvirem um "boa noite filho, dorme bem". Hoje tenho o coração feito em cacos... num almoço rodeado de mulheres jornalistas, entre algumas mães, falámos sobre o "sair tarde". É um tema sempre polémico. Não tenho o direito de me achar melhor mãe do que outra mãe que vê menos o filho do que eu, mas não deixo de ficar triste. É outra vez aquela questão: "até que ponto vale a pena todos estes sacríficios a bem da carreira?". Por mais que se goste de jornalismo, é normal que todos nós tenhamos uma vida pessoal, uma vida que começa depois de sairmos do jornal, da rádio, da tv... é normal que tenhamos o desejo de ter uma vida normal, em família ou não? Vem-me à memória uma frase muito na moda e usada por milhares de mulheres: "Tempo não é sinónimo de qualidade"... eu não penso assim nem sequer consigo conceber a qualidade sem haver tempo para... 15 a 30 minutos por dia para um filho não chega e para uma mãe também não. Talvez para eles tudo seja mais fácil. Talvez seja a medida certa e mais que necessária para se convencerem que são felizes assim.
Sinto-me quase sozinha a remar contra a maré. Quase a ter vontade de abandonar tudo porque há coisas tão mais importantes do que as banalidades que são discutidas numa reunião de jornal... por mais que seja esse jornal que nos pague o salário. Olho à volta e fico a pensar em todos aqueles colegas (que são muitos) que só vivem em função do meio onde trabalham.
Como é que conseguem?. Ainda nâo encontrei resposta. Quando têm tempo para ir ao supermercado? Para falar com amigos? Para estar com a família? Mesmo ganhando rios de dinheiro, vale a pena? E quando não se ganha rios e ainda assim se insiste no mostrar trabalho para mais tarde ser recompensado? Anos e anos assim, a teimar com a profissão. Há coisas que o dinheiro não compra, mas pais ausentes deixam para sempre a sua marca.

sexta-feira

Coisas que acontecem e não vêm nos jornais (2)

"Se te voltas a pôr à frente..." foi o simpático recado, acompanhado de um apertão musculado no braço, que um jornalista recebeu ontem de um segurança do Presidente da República, no passeio popular pelo Palácio de Belém. Lembram-se dos velhos tempos ?

Coisas que acontecem e não vêm nos jornais (1)

O editor de política da agência Lusa demitiu-se.

quinta-feira

Viva a República !


Para quê uma monarquia se o nosso Presidente também tem descendentes para a fotografia ?

Foram muitos

Informações de que disponho

* Vinte mil professores manifestaram-se em Lisboa contra o novo estatuto de carreira docente;
* Cavaco Silva pediu empenho, em especial aos titulares de cargos públicos, para o ataque à corrupção.

A RTP dedicou os primeiros quinze minutos do Telejornal - 15 - ao sequestro que terminou às 4 da manhã em Setúbal.

Cavaco Silva abre o Palácio

Para não dizerem que somos sempre do contra aqui vai uma sugestão para o Dia da República : visitem o Palácio de Belém que vai estar aberto das 10 h às 17.30 h.