Susana Amador, presidente da Câmara de Odivelas, foi a "porta-voz" do governo no congresso extraordinário dos municípios que rejeitou a proposta de lei de finanças locais. Esta autarca, que conseguiu a única vaia da tarde, subiu ao palco para explicar os argumentos do executivo e anunciar-se contra a corrente, manifestando-se contra o projecto de resolução que daí a minutos iria a votos. Antes dela Joaquim Raposo (Amadora, líder da FAUL) tentou fazer o mesmo mas saíram-lhe mais críticas do que elogios à proposta do governo e, tropeçando nas palavras, lá disse que não ia votar a favor do documento da ANMP.
Foi na área metropolitana de Lisboa que o PS alinhou os autarcas contra-a-corrente. E não deixa de ser curioso que tenha mandado para a linha de fogo uma mulher. Ela já sabia ao que ia, aceitou e não gaguejou quando disse o que era esperado que dissesse. Alinhamento maior com o partido ? Coragem em afrontar a tribo autárquica ? Não faço ideia. Acho simplesmente curioso que tenha sido uma mulher (a escolhida) a desempenhar esse papel...
quinta-feira
quarta-feira
Extermínio já

Este é o bicho mais democrático do mundo. Pode aparecer em qualquer cabeça jr. Seja na escola pública ou privada, custando zero ou 500 Euros por mês, banho tomado ou não, ele aparece (quase) sempre. Malditos piolhos !
(a imagem foi substituída depois do cardeal patriarca ter denunciado a terrível gaffe nos comentários. Este pelo menos é apresentado na ciência da net como pediculus capitis. Na verdade um grande chato)
To be or not to be a vegan?


Os anúncios nasceram pela mão de três criativos da McCann São Paulo para participar no Top Guns, festival internacional para jovens criativos. São uma delícia! Em letras mais pequeninas pode ler-se: “Chickens suffer unimaginable atrocities while they’re being bred. They live in tiny spaces, they are fed with dangerous hormones and get doses of drugs in order to survive in that fatal enviroment. Every time you eat chicken, everything is passed on to you and can make you sick or killed. Be scared or be vegan”.
O pesadelo das PME
Marques Mendes apresentou ontem 15 medidas de apoio às PME, entre elas consta um plano de pagamento das dívidas do Estado. Eis um vital tema demasiadas vezes ignorado. As pequenas e médias empresas constituem mais de 99% do tecido empresarial nacional e, a maioria, vive permanentemente de corda ao pescoço.
Os clientes (outras PME) deviam pagar a 60 ou 90 dias, mas pagam quando lhes apetece e ainda se sentem ofendidos quando lhes solicitam o pagamento de dívidas. Há trabalho para nem se dormir, mas não há liquidez para pagar vencimentos a horas a quem se desunha a trabalhar, nem para grandes investimentos. Depois vem a bola de neve. Quem desmotivado dá o seu melhor? Andam milhões e milhões de euros entalados em gavetas, e as empresas a colapsar.
O Estado, além de pagar também as suas dívidas, dando o obrigatório bom exemplo, devia também pensar SERIAMENTE em rever os penalizadores pagamentos de impostos adiantados. Porque estas empresas têm de pagar sobre facturas que ainda não receberam e que, muitas, nem vão receber nunca! E assim se enterra um país.
Os clientes (outras PME) deviam pagar a 60 ou 90 dias, mas pagam quando lhes apetece e ainda se sentem ofendidos quando lhes solicitam o pagamento de dívidas. Há trabalho para nem se dormir, mas não há liquidez para pagar vencimentos a horas a quem se desunha a trabalhar, nem para grandes investimentos. Depois vem a bola de neve. Quem desmotivado dá o seu melhor? Andam milhões e milhões de euros entalados em gavetas, e as empresas a colapsar.
O Estado, além de pagar também as suas dívidas, dando o obrigatório bom exemplo, devia também pensar SERIAMENTE em rever os penalizadores pagamentos de impostos adiantados. Porque estas empresas têm de pagar sobre facturas que ainda não receberam e que, muitas, nem vão receber nunca! E assim se enterra um país.
Um tipo decente
O escritor Luís Sepúlveda faz hoje 57 anos. Gostei do que li dele e apreciei a entrevista na última edição do Sol.
Logo o título:"Não dou lições de moral" - pois, parece-me que é mesmo uma boa opção, com tanta gente a faze-lo.
"Gostaria de ser recordado como um tipo decente. Isso é valioso"- se é!...
"(Rosa Lobato de Faria) tem uma forma de escrever elegantíssima. Preocupa-se com as histórias e dedica um trabalho enorme a cada frase. É uma pessoa que trata a literatura com seriedade. Não é uma pessoa do show business. E nunca a ouvi dizer mal de ninguém. Ao contrário de Lobo Antunes, que só oiço dizer mal de toda a gente, e não suporta ninguém que não seja ele" - aqui está um momento de bom senso. A escritora que refere é inexplicavelmente injustiçada, por quem nunca lhe leu nada. E a redoma de veneração a envolver Lobo Antunes é igualmente inexplicável...
Sepúlveda tem mais esta: "Um homem de esquerda tem de ser generoso. Por vezes sentimo-nos seguros, a salvo, como se o mundo começasse e acabasse em nós. Como se as coisas não nos tocassem. Mas essa é apenas uma posição cómoda, porque tudo nos toca, porque ninguém é prescindível neste mundo. Todos temos de assumir responsabiliddaes e, aí, renunciar à tal comodidade".
Parece-me que além de escrever bem, diz coisas sensatas, o que nos tempos que correm é raro.
Logo o título:"Não dou lições de moral" - pois, parece-me que é mesmo uma boa opção, com tanta gente a faze-lo.
"Gostaria de ser recordado como um tipo decente. Isso é valioso"- se é!...
"(Rosa Lobato de Faria) tem uma forma de escrever elegantíssima. Preocupa-se com as histórias e dedica um trabalho enorme a cada frase. É uma pessoa que trata a literatura com seriedade. Não é uma pessoa do show business. E nunca a ouvi dizer mal de ninguém. Ao contrário de Lobo Antunes, que só oiço dizer mal de toda a gente, e não suporta ninguém que não seja ele" - aqui está um momento de bom senso. A escritora que refere é inexplicavelmente injustiçada, por quem nunca lhe leu nada. E a redoma de veneração a envolver Lobo Antunes é igualmente inexplicável...
Sepúlveda tem mais esta: "Um homem de esquerda tem de ser generoso. Por vezes sentimo-nos seguros, a salvo, como se o mundo começasse e acabasse em nós. Como se as coisas não nos tocassem. Mas essa é apenas uma posição cómoda, porque tudo nos toca, porque ninguém é prescindível neste mundo. Todos temos de assumir responsabiliddaes e, aí, renunciar à tal comodidade".
Parece-me que além de escrever bem, diz coisas sensatas, o que nos tempos que correm é raro.
Passar sem ferro (2)
Esta sim é que é uma bela ideia, com todas as vantagens da economia doméstica.Milhões de chineses (com eles é sempre aos milhões) praticam-na, presume-se que há muitos anos (com eles é sempre ...há muito tempo).
A roupa sai do estendal (=os fios que cruzam ruas e ligam casas pela electricidade) em cabides, perfeitamente engomada pelo sol e prontinha a ser vestida.
E não,... não é um aspecto pitoresco - é mesmo assim, em Shangai. (o senhor que recolhe a roupa na rua está de pijama - que é o traje pós-laboral de meio mundo)
Só para matar o tempo
Oiçam ou vejam um noticiário ao fim da tarde e contem o numero de ministros que aparecem.
Distracção
Passa-se por aí alguma coisa para José Sócrates ter aparecido nos últimos dois dias em duas iniciativas públicas e ter desaparecido sem falar com os jornalistas no final ?
Passar sem ferro
Eu quero lá saber das sabrinas e das botas. Esta é que é uma bela ideia. Deixem baixar o preço que eu já vos digo...
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