segunda-feira
O que faz dos jornais a m**** que são (2)
Ter gente que corta as unhas, demoradamente, em público em vez de ler, telefonar, pensar... produzir. Unhas rijas que estalam violentamente a cada corte ecoando agudamente mesmo extra-fronteiras (ou seja, extra armários que separam cada redacção). Que - suponho eu- saltam espanhando-se pelo asseado chão... Grrrrrrrrrrrr!!!!!!!!
Alemaes
Nao e´ nenhum recorde, "mas e´ obra!". Voar treze horas sem escala, conseguir dormir e superar todas as turbulencias - o alcool, se nao e´ um 'lugar comum', ajuda muito nessas circunstancias .
E´ por isso que, mesmo quando sao 'chatos', nao vi ainda nada que superasse a eficiencia dos alemaes (ok, nao teem os nossos acentos, mas quase ninguem tem...). E, sim, nao sao exactamente simpaticos e 'dados' como os portugas - mas tambem quase ninguem mais e´ assim. 'Limitam-se' a ser corteses nas relacoes, organizados, focalizados no trabalho.
Engracado e´ ver a irritacao contida de um alemao - que planeia tudo ao minuto, sem falhas nem imprevistos - quando os imponderaveis do destino (ex: congestionamento rodoviario) lhe troca as voltas. Ficam... 'mansos'.
E´ por isso que, mesmo quando sao 'chatos', nao vi ainda nada que superasse a eficiencia dos alemaes (ok, nao teem os nossos acentos, mas quase ninguem tem...). E, sim, nao sao exactamente simpaticos e 'dados' como os portugas - mas tambem quase ninguem mais e´ assim. 'Limitam-se' a ser corteses nas relacoes, organizados, focalizados no trabalho.
Engracado e´ ver a irritacao contida de um alemao - que planeia tudo ao minuto, sem falhas nem imprevistos - quando os imponderaveis do destino (ex: congestionamento rodoviario) lhe troca as voltas. Ficam... 'mansos'.
domingo
Mania das grandezas
Anteontem estive na maior praca do mundo.
Hoje "andei" meia duzia de minutos no comboio mais rapido do mundo.
Em contra-horas, nos ultimos dias, dei "os primeiros passos" para conhecer a cidade mais fascinante!, parte da subtil e poderosa nacao [e, sim, nao se acentua aqui].
Nunca vira nada igual - no contraste, na grandeza, uma inexplicavel sabedoria de viver - e, se gosto de NY e Berlim! - mas... Shangai devia ser case study para autarcas e urbanistas.
Hoje "andei" meia duzia de minutos no comboio mais rapido do mundo.
Em contra-horas, nos ultimos dias, dei "os primeiros passos" para conhecer a cidade mais fascinante!, parte da subtil e poderosa nacao [e, sim, nao se acentua aqui].
Nunca vira nada igual - no contraste, na grandeza, uma inexplicavel sabedoria de viver - e, se gosto de NY e Berlim! - mas... Shangai devia ser case study para autarcas e urbanistas.
sábado
Porque tenho pensado muito nisto...
Talvez não aconteça só comigo mas na última semana debato-me com a minha consciência sobre algo que a Isabel Stillwell rersumiu de forma tão perfeita na entrada de um texto que escreveu para a Notícias Magazine. Diz assim: "Recomeçou a correria. Já não há manhãs preguiçosas, é preciso despachá-los a eles e a nós porta fora à hora certa, nem um minuto depois. E, em menos de nada, a vida gasta-se, eles crescem e a gente envelhece, entre gritos e depressões, sem proveito para ninguém. Ideias para não deixar que a rotina nos esmague".
Porque razão um dia não tem mais horas? Porque razão não podemos projectar a vida no papel, tal e qual um projecto de arquitectura e simplesmente executá-la respeitando sempre cada etapa e cumprindo cada prazo?
Porque razão um dia não tem mais horas? Porque razão não podemos projectar a vida no papel, tal e qual um projecto de arquitectura e simplesmente executá-la respeitando sempre cada etapa e cumprindo cada prazo?
"Quanto mais me bates, mais gosto de ti"
É 1h50 e a cena que acabei de assistir da minha janela foi decadente. Na verdade, já estava deitada, quase a dormir mas os gritos de uma mulher fizeram-me levantar e corri a espreitar à janela, de forma discreta. Uma mulher, provavelmente na casa dos 30 ajoelhada no chão... tinha a própria t-shirt puxada para cima a tapar-lhe a cara. Um homem em tronco nu batia-lhe, chamava-lhe nomes e ela gritava. A realidade nua e crua, mesmo aqui à porta como nunca tinha acontecido. Pelo que percebi eram marido e mulher. Ele estava bêbado. Os vizinhos desse prédio vieram à janela, mas poucos. Um casal de idosos aparece em trajes menores... eram os pais do dito homem. Pelo que percebi devem viver todos na mesma casa. Agarraram na rapariga e levaram-na para dentro. Ele continuou com os insultos em voz alta. Foram cerca de 40 minutos assim. A polícia chega por fim. E aí acontece o inacreditável. São três agentes da PSP. Perguntam o que se passa, mas a bebedeira é grande demais. Como por artes mágicas, um dos polícias fica a sangrar do nariz. Os velhotes entram em pânico, sobretudo a senhora e em camisa de noite põe-se entre o filho e os polícias, também a gritar, a pedir para não lhe baterem, para o deixarem em paz... enquanto isso, o homem continua a dar pontapés, continua descontrolado e a polícia a não conseguir fazer o seu trabalho. Quando penso que nada mais pode acontecer, a rapariga sai porta fora e atira-se para o chão, para cima deles. "Não lhe batam... não quero que lhe batam, não lhe façam nada"... isto numa voz chorosa e suplicante.
Nesta madrugada fiquei confusa. Tive pena da PSP que teve a maior paciência do mundo e não espancou o homem até não poder mais, até ao momento em que não tivesse forças para dizer nem mais uma palavra... que era aquilo que, se pudesse, teria feito. Tenho as mãos a tremer. Há coisas na vida que nunca vou compreender. Será que o amor justifica todos os meios? O amor de mãe? O amor carnal? Nunca vou aceitar isso. Aqui, à minha frente, foi o "quanto mais me bates, mais gosto de ti". Estou desolada. Não sei a que horas vou conseguir dormir... ainda bem que tenho a Escola.
Nesta madrugada fiquei confusa. Tive pena da PSP que teve a maior paciência do mundo e não espancou o homem até não poder mais, até ao momento em que não tivesse forças para dizer nem mais uma palavra... que era aquilo que, se pudesse, teria feito. Tenho as mãos a tremer. Há coisas na vida que nunca vou compreender. Será que o amor justifica todos os meios? O amor de mãe? O amor carnal? Nunca vou aceitar isso. Aqui, à minha frente, foi o "quanto mais me bates, mais gosto de ti". Estou desolada. Não sei a que horas vou conseguir dormir... ainda bem que tenho a Escola.
Está mal
A Presidência da República organizou um encontro com os jornalistas que, a partir de segunda-feira, acompanham a visita de Cavaco Silva ao Reino de Espanha mas não o noticiou na sua página da net...
sexta-feira
Para os interessados em rádio
A rádio é hoje o media que melhor explorou em Portugal as potencialidades da internet. A conclusão é de um estudo de Sandra Amaral, Gustavo Cardoso e Rita Espanha do Obercom que pode ser lido aqui.
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