quinta-feira

A pérola do dia

Às vezes passam à nossa frente a uma velocidade estonteante. Falo das pérolas. Sim, das chamadas pérolas verbais que ouvimos por aí. E hoje o prémio vai para... "também aquilo nunca deu muita coisa" ... comentário feito por uma jovem da classe jornalística, um dia e meio depois de ter sido anunciado que o jornal O Independente iria publicar a sua última edição (amanhã).
Uma pausa enorme... de silêncio.
Digo eu: "ah, também o que é que tem? São só 25 jornalistas que vão para o desemprego"... "ah, até parece que o aquilo teve alguma importância para o jornalismo português".... "ah... ainda se fosse o jornal da região... agora cá O Independente... ela há com cada uma..."

Há pessoas que me tiram do sério pela anormalidade, pela falta de neurónios que têm naquela cabeça.

Um amigo

É alguém com quem se está bem.
Alguém que pensa em ti quando não estás aqui.
Alguém que bate com os dedos na madeira quanto tu tens de fazer coisas difíceis
Leif kristiansson

Números assustadores da Amnistia

Os números revelados pela Amnistia Internacional são assustadores: em Espanha, em 2004, cerca de 72 mulheres foram assassinadas pelos seus companheiros; Duas mulheres por semana são mortas pelos seus companheiros no Reino Unido; cerca de 14 milmulheres foram mortas na Federação Russa em 1999; no mundo cerca de 40 a 70% das mulheres assassinadas foram vítimas de um parceiro íntimo.

Descubra as diferenças




"Não aceito a mentira nem a traição", diz Gonçalo Diniz na capa da Caras desta semana depois de romper, segundo a imprensa cor-de-rosa, um romance violento com Elsa Raposo.

"Ainda lhe dei algumas lambadas para ver se a emendava, mas não mereceu a pena", disse ao Correio da Manhã Artur Monteiro, marido de uma mulher que apareceu morta em casa.

A cultura do petisco*

Há homens que nada fazem em casa mas, quando toca a uma bela sardinhada, levam o grelhador para a rua e, orgulhosos com a tarefa, partilham o momento, o fumo e o cheiro com toda a gente. Alguém tem explicação ?

*O título é da autoria de um homem

Vejam nas vossas agendas...

o que fizeram no passado dia 25 de Julho. Sem mais nem menos fiz as pazes com três pessoas. E no dia seguinte descobri que afinal o cosmos mexera os seus cordelinhos. Aqui levanta-se um pouco do véu. E aqui ainda mais. Quem acredita no saber Maia?

quarta-feira

"Who killed the newspaper?


Pistas para descobrir na edição desta semana da "The Economist".

Acaba o único jornal dirigido por uma mulher

Fez história. Ajudou Paulo Portas a construir a sua carreira política apesar de ele ter jurado a pés juntos que nunca iria entrar na política. Agora confirma-se que o "
"Independente" vai acabar. O único jornal dirigido por uma mulher sai para as bancas pela última vez na próxima sexta-feira.

Isto não é filme

E quando uma mulher, vítima de violência doméstica, aceita contar a sua história e chega ao estúdio com os filhos ? Abananada, a jornalista ainda pergunta se eles não preferem ficar na redacção, a ver televisão...Mas não, eles acompanham a gravação, o relato terrível da mãe, e no fim ainda desabafam:"Fora o que ela não contou..." É brutal. A raiva deles é enorme. Viram o que passou a mãe e foram sujeitos também à violência do pai. Acordam todas as noites com pesadelos. Continuam a fugir do homem que ficou em casa com tudo. Só queriam poder regressar e viver em paz...A mãe ainda tem esperança de que isso possa acontecer apesar de saber que ele tem uma pistola com que a ameaçou várias vezes. Eles não.

E a SIBS não tem nada a dizer?!

Depois de se saber que a clonagem de cartões multibanco não foi "circunscrita" aos distritos de Leiria e Santarém, mas atinge também, por exemplo, o distrito de Castelo Branco e sabe-se lá o que mais... a Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) continua a não acusar responsabilidade alguma.
Trata-se apenas da empresa que criou o sistema (case study internacional) o qual está a levar um rombo de todo o tamanho, pelo menos no que toca às garantias de segurança!
Num comunicado de 24 de Agosto a empresa dá o caso como'circunscrito' e garante que a própria SIBS através do "sistema de identificação monitorizou" a situação. Seguem-se várias recomendações aos utentes.

E a SIBS, o que está ela a fazer para acautelar a segurança no funcionamento do sistema?