quarta-feira

"Who killed the newspaper?


Pistas para descobrir na edição desta semana da "The Economist".

Acaba o único jornal dirigido por uma mulher

Fez história. Ajudou Paulo Portas a construir a sua carreira política apesar de ele ter jurado a pés juntos que nunca iria entrar na política. Agora confirma-se que o "
"Independente" vai acabar. O único jornal dirigido por uma mulher sai para as bancas pela última vez na próxima sexta-feira.

Isto não é filme

E quando uma mulher, vítima de violência doméstica, aceita contar a sua história e chega ao estúdio com os filhos ? Abananada, a jornalista ainda pergunta se eles não preferem ficar na redacção, a ver televisão...Mas não, eles acompanham a gravação, o relato terrível da mãe, e no fim ainda desabafam:"Fora o que ela não contou..." É brutal. A raiva deles é enorme. Viram o que passou a mãe e foram sujeitos também à violência do pai. Acordam todas as noites com pesadelos. Continuam a fugir do homem que ficou em casa com tudo. Só queriam poder regressar e viver em paz...A mãe ainda tem esperança de que isso possa acontecer apesar de saber que ele tem uma pistola com que a ameaçou várias vezes. Eles não.

E a SIBS não tem nada a dizer?!

Depois de se saber que a clonagem de cartões multibanco não foi "circunscrita" aos distritos de Leiria e Santarém, mas atinge também, por exemplo, o distrito de Castelo Branco e sabe-se lá o que mais... a Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) continua a não acusar responsabilidade alguma.
Trata-se apenas da empresa que criou o sistema (case study internacional) o qual está a levar um rombo de todo o tamanho, pelo menos no que toca às garantias de segurança!
Num comunicado de 24 de Agosto a empresa dá o caso como'circunscrito' e garante que a própria SIBS através do "sistema de identificação monitorizou" a situação. Seguem-se várias recomendações aos utentes.

E a SIBS, o que está ela a fazer para acautelar a segurança no funcionamento do sistema?

terça-feira

Parem de fazer negócio com as nossas avós!

Depois de renovado o contrato anual de quatro mil contos/ano com o lar, não reembolsáveis em caso de falecimento foi novamente enviada para o hospital onde continua não se sabe por quanto tempo mais.Depois do que assisti tenho quase medo em pensar o que se passará em outros lares em que as mensalidades são mais baixas.

Patético é também o ministro da Saúde anunciar novos centros quando o hospital de Barcelos continua sem serviço de radioterapia e neurologia e não tem sequer condições para fazer um TAC. Obrigar uma senhora de 88 anos a fazer 50 quilómetros de ambulância por dia para sessões da radioterapia é de terceiro mundo!.
Parem de fazer negócio com as nossas avós!

Crossfire

Ahmadinejad desafia Bush para debate na TV

Sim, sabemos que ele não aceita mas, pensando bem, pode ser que com a pressão da blogosfera e a bem da economia de mercado, George mude de ideias... - já vejo as televisões a perfilarem-se para o exclusivo da retransmissão, as cervejeiras e as operadoras de telemóvel a degladiar-se para conseguirem o anúncio colado ao intervalo, enfim... o futebol e a política doméstica reduzidos à sua ínfima importância.
Façamos um abaixo-assinado para o duelo que todos merecemos.

Os resultados da pesquisa (também) dependem do instrumento utilizado




[modesto contributo para a 'investigação' de JMF e de SB sobre o paradeiro do veraneante Sócrates]

Dúvidas de Verão

As informações de que disponho indicam que, afinal, o Primeiro-Ministro não passou férias na Comporta. Continua o mistério...

Acrescento: Como diz JMF, Sócrates limitou-se a passar por lá...

Explicação metrológica

Para os engenheiros da área de metrologia do Instituto Português de Qualidade o mau funcionamento dos alcoolímetros não é notícia mas uma evidência. Ontem, na rádio, um explicava que todos os aparelhos de medição (como taxímetros, radares de velocidade, alcoolímetros), por natureza, não são totalmente fiáveis daí a Organização Internacional de Metrologia Legal recomendar uma taxa de tolerância para a leitura dos resultados. No teste do balão, para o valor 0,50 deve ser considerada uma margem variável entre 0,43-0,57, precisamente o valor-limite que está a ser tido em conta pelas polícias, a pedido da Direcção-Geral de Viação.
Se eu soubesse isto não teria escrito este post depois de ler o JN de ontem. Para mim a explicação técnica é clara e justifica tambem que, por ex, quando um condutor vai a 127 km/h num limite de 120 não seja multado, dado essa margem de erro prevista.
Não acredito que o MAI não tenha recebido essa explicação técnica antes de lançar para as redacções, logo às 11 da manhã, uma reacção inflamada em comunicado urgente, a seguir ao qual todos deixaram de falar em on: Director-Geral de Viação (prestou antes declarações à TSF), porta-voz da GNR (falou antes à Lusa).
No dia da operação "Passaporte", o Ministério de António Costa acabou por arranjar um facto político, que, logo pela manhã, podia ter ficado pela explicação técnica que, ao fim da tarde, deixou satisfeito o MAI conforme se lê no seu segundo comunicado urgente.

segunda-feira

Complicadex

O DN conta hoje que muitos automobilistas foram já multados por não trazerem consigo a prova de pagamento do selo do carro. Não é por não terem comprado o selo deste ano (e todos sabemos como o processo foi complicado), mas sim por não trazerem consigo o respectivo recibo. A multa é um balúrdio e ainda dá direito a apreensão do carro, ou melhor da viatura, e da carta, da carta. É de loucos. Qual é o objectivo do governo com uma estúpida regra? Verificar se as Finanças, que nos vendem o selo, não andam a fugir aos impostos? Não era suposto estarmos a acabar com a papelada?