segunda-feira

domingo

O saboroso marketing das cervejas

Comi uma fantástica mouse de bohemia na cervejaria Trindade, propriedade da Central de Cervejas. É assim, pormenor aqui, pormenor acolá que se criam marcas para a vida. Um brinde à cerveja Bohemia (que só peca por ter o mesmo nome de uma marca que já existia no mundo)!

Cromos da bola



Este senhor chama-se António Fiúza e tornou-se a estrela lá da terra.

Esta tarde promete visitar o Jardim Zoológico.

Proteger o negócio

A notícia foi conhecida esta semana: cientistas americanos descobriram uma forma de recolher células estaminais que não implica a destruição de embriões. Aparentemente, a descoberta iria ao encontro das críticas da igreja católica, o que é sempre bom dado o poder que ainda mantém de bloquear, dificultar, criar obstáculos à investigação científica. Eu, céptica, estranhei o silêncio. Mas não foi preciso esperar muito. Esta manhã, a TSF dava conta de declarações de um porta-voz do Vaticano condenando a recolha de células estaminais seja de que forma for. Afinal, se os homens começam a fazer milagres, lá se vai o negócio da igreja.

Novas do Reino

Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança vai condecorar os cavaleiros da selecção nacional de futebol com a Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa por feitos notáveis prestados à Pátria.

Por educação (?) , o mundo da bola não questionou. Na República das bananas, venha a medalha.

Terrorismo doméstico

O que se passa na cabeça destes homens ?
Em Espanha aumentou para 49 o numero de mulheres mortas este ano por maridos ou ex.

sábado

Crime "de honra"



Hina, 20 anos, foi morta pelo pai, um paquistanês imigrante em Itália porque, "vivía con un italiano, era una puta y no me obedecía". O crime está no El Pais de hoje.

Hina recusava-se a casar com um primo do Paquistão, como decidira a família. Namorava com um italiano, fumava, trabalhava numa pizaria, tinha uma tatuagem e um estilo de vida muito comentado na comunidade. Nas primeiras declarações à polícia, a mãe acusou a filha, enterrada no jardim de sua casa com a cabeça virada para Meca, de ser um má muçulmana e desculpou o pai:"lavou a vergonha da família".

Isto aconteceu há quinze dias, na Europa.

Reportagem toca-a-tirar-a-camisola

Não há nada como fazer reportagem no Verão no mar. Que o diga quem andou, esta manhã, de barco no protesto contra as restrições à pesca na Arrábida. A maioria aguentou mas Deus não é de ferro e no grupo de jornalistas houve quem decidisse tirar a camisola. Não sei se levou protector solar mas sei que, de tronco nu, não teve problemas em fazer a entrevista a Maria das Dores Meira, a substituta de Carlos Sousa na presidência da Câmara de Setúbal. De microfone na mão, não passou despercebido.
Sendo totalmente contra o regulamento de traje de Alberto João Jardim, acho no entanto que há o mínimo...

Sorriam...


Vi no Fado Falado e não resisti...

liberalizar o teatro

Há dias discutia com uns amigos sobre teatro e subsídios. E tive uma ideia. Não sei se é viável, mas pelo menos parece-me mais realista e produtiva do que o cenário actual em que há gente que faz uma exibição única só para justificar os trocos que sacou aos contribuintes (eu conheço um caso assim, não estou a atirar ao ar).

Enão a ideira desta rapariga liberal é: As companhias tornarem-se empresas que lançam produtos diferentes em que os mais comerciais pagam os prejuízos dos (sempre necessários) mais elitistas. Por exemplo a empresa X tinha a companhia A especializada em massas, a companhia B para produtos mais clássicos e a companhia C para projectos mais alternativos. Nem era preciso apresentarem-se como algo uno. Também há pessoas que não sabem que a Zara e a Massimo Dutti são da mesma Inditex...