sábado

Crime "de honra"



Hina, 20 anos, foi morta pelo pai, um paquistanês imigrante em Itália porque, "vivía con un italiano, era una puta y no me obedecía". O crime está no El Pais de hoje.

Hina recusava-se a casar com um primo do Paquistão, como decidira a família. Namorava com um italiano, fumava, trabalhava numa pizaria, tinha uma tatuagem e um estilo de vida muito comentado na comunidade. Nas primeiras declarações à polícia, a mãe acusou a filha, enterrada no jardim de sua casa com a cabeça virada para Meca, de ser um má muçulmana e desculpou o pai:"lavou a vergonha da família".

Isto aconteceu há quinze dias, na Europa.

Reportagem toca-a-tirar-a-camisola

Não há nada como fazer reportagem no Verão no mar. Que o diga quem andou, esta manhã, de barco no protesto contra as restrições à pesca na Arrábida. A maioria aguentou mas Deus não é de ferro e no grupo de jornalistas houve quem decidisse tirar a camisola. Não sei se levou protector solar mas sei que, de tronco nu, não teve problemas em fazer a entrevista a Maria das Dores Meira, a substituta de Carlos Sousa na presidência da Câmara de Setúbal. De microfone na mão, não passou despercebido.
Sendo totalmente contra o regulamento de traje de Alberto João Jardim, acho no entanto que há o mínimo...

Sorriam...


Vi no Fado Falado e não resisti...

liberalizar o teatro

Há dias discutia com uns amigos sobre teatro e subsídios. E tive uma ideia. Não sei se é viável, mas pelo menos parece-me mais realista e produtiva do que o cenário actual em que há gente que faz uma exibição única só para justificar os trocos que sacou aos contribuintes (eu conheço um caso assim, não estou a atirar ao ar).

Enão a ideira desta rapariga liberal é: As companhias tornarem-se empresas que lançam produtos diferentes em que os mais comerciais pagam os prejuízos dos (sempre necessários) mais elitistas. Por exemplo a empresa X tinha a companhia A especializada em massas, a companhia B para produtos mais clássicos e a companhia C para projectos mais alternativos. Nem era preciso apresentarem-se como algo uno. Também há pessoas que não sabem que a Zara e a Massimo Dutti são da mesma Inditex...

Parem de fazer negócio com as nossas avós!

Depois de renovado o contrato anual de quatro mil contos/ano com o lar não reembolsáveis em caso de falecimento foi novamente recambiada para o hospital onde continua não se sabe por quanto tempo mais. São cada vez mais raras as vezes em que nos deixa ver os olhos cinzentos agora cada vez com menos brilho. Já não fala e tem poucos momentos de consciência.Depois do que assisti tenho quase medo em pensar o que se passará em outros lares em que as mensalidades são mais baixas.

Patético é também o ministro da Saúde anunciar novos centros quando o hospital de Barcelos continua sem serviço de radioterapia e neurologia e não tem sequer condições para fazer um TAC. Obrigar uma senhora de 88 anos a fazer 50 quilómetros de ambulância por dia para sessões da radioterapia é de terceiro mundo!.
Parem de fazer negócio com as nossas avós!

sexta-feira

A bola é redonda mas tudo o resto é incerto

Alguém sabe com quem joga o Benfica no fim-de-semana?
Luís Filipe Vieira diz que não sabe: pode ser com uma de duas equipas (Gil Vicente ou Belenenses), quiça uma terceira, já que na Luz não faltam balneários.
Valentim Loureiro, o major da Liga de Futebol, diz que cumpre decisões e suspende esse jogo e outro.

À falta de melhor, temos polémica para as próximas semanas.
Pensava que a silly season estava a acabar?
Talvez a season...

Hoje, lembra-se uma vez

... de que nenhuma mulher se esquece.
Parabéns querida S., e também ao P....
Há quantos anos foi, D.?

[este blog reserva-se o direito a ter mensagens cifradas, sempre que se justificar]

As perguntas da blogosfera

A propósito de uma pergunta insistente do Bloguítica, Pacheco Pereira no Abrupto escreve sobre o contínuo comunicacional existente entre os jornais e os blogs. Sublinho duas ideias: "Se não fosse o infantilismo competitivo de muita imprensa escrita, que não quer parecer ir atrás dos blogues, já a mesma pergunta teria sido feita aos responsáveis pelas promessas governamentais numa vontade de esclarecer e informar que é suposto ser a essência do seu papel em democracia, venha a pergunta de onde vier (...) Está na altura de acabar com pruridos territoriais e perceber que hoje há, queira-se ou não, um contínuo comunicacional com os blogues e uma pergunta certa e justa na blogosfera é também uma pergunta certa e justa na atmosfera e não se pode passar ao lado." Lembrei-me de uma pergunta que o autor do texto lançou, há meses, no seu blog ao Procurador-Geral da República, respondida dias depois por Souto Moura no Expresso. Só que me lembrei também do dia dessa resposta. Foi num sábado, segundo dia do congresso do PSD na Póvoa de Varzim onde, inesperadamente apareceu Pacheco Pereira, logo assediado pelos jornalistas que, sem surpresas, iam recebendo negas. Sobre o PSD mas também sobre a resposta do PGR à sua pergunta lançada na blogosfera que fazia manchete no Expresso.
Num contínuo comunicacional é positivo que todas as partes se relacionem, certo ? Ou os autores dos blogues têm um prurido territorial que os impede de aparecer à frente de um microfone ? No caso referido, Pacheco Pereira tanto tinha para dizer que o disse, depois, no seu Abrupto...A atmosfera teria certamente ficado mais rica com as palavras de quem desencadeou a declaração do PGR.

quinta-feira

Será que as loiras vão perceber?


A Philips decidiu colocar estes vasos publicitários em health clubs e piscinas para promover a sua nova depiladora. Uma estratégia para conquistar as consumidoras... que não querem gastar mais dinheiro em idas à depilação! Será que as loiras vão perceber??? Ou vão pensar que são espécies raríssimas de árvores? E como será a forma portuguesa?

Quando afinal as más pessoas sempre foram boas...

Hoje vivi um episódio completamente inesperado. Apareceu-me aqui uma pessoa que, há 9 anos, foi minha chefe e que me magoou algumas vezes. Sempre a perdoei porque sabia que ela era simplesmente uma pessoa com problemas por resolver. Hoje veio ao pé de mim pessoalmente apenas para dizer: "Marisa, se algum dia a magoei, quero que saiba que não foi com intenção de o fazer". Fiquei feliz. Não pelo pedido de desculpas, mas por perceber que ela começou a resolver os seus problemas. Um bom exemplo.