O blogger não me deixa pôr aqui a prova mas José Sócrates já chegou ao Brasil. A questão é : onde é que o PM vai fazer o seu jogging matinal ?
(Lembram-se da imagem política da viagem a Angola...)
quarta-feira
Curiosidades...
O que pode ser "material bélico não ofensivo" transportado por um avião de um país em guerra ?
terça-feira
Fumo sociológico
De acordo com o DN, o Ministério da Saúde encomendou uma sondagem sobre a sua proposta anti-fumo e agora utiliza os resultados para sustentar possíveis alterações ao documento. Quando os interessados (donos de bares e restaurantes) pediam para que fossem eles a decidir se abriam a casa aos fumadores ou não, o Ministério recusava, mas agora, como a maioria inquirida o defende, o governo mostra-se disposto a recuar.
Não é novidade a encomenda de sondagens por parte de partidos e de ministérios. A estes permite-lhes sentir que conhecem o terreno onde se movem. Para os sociólogos é mais uma fonte de receita. O que não é habitual é a divulgação dos estudos. A segurança de um político não é mensurável por sistema SPSS.
Com honras de manchete, o governo apresenta num jornal dados estatísticos para justificar um recuo...é caso para perguntar o que faria o ministro da saúde se não lhe aparecessem 76,4% de inquiridos a favor da nova lei sobre fumar em espaços públicos...
Não é novidade a encomenda de sondagens por parte de partidos e de ministérios. A estes permite-lhes sentir que conhecem o terreno onde se movem. Para os sociólogos é mais uma fonte de receita. O que não é habitual é a divulgação dos estudos. A segurança de um político não é mensurável por sistema SPSS.
Com honras de manchete, o governo apresenta num jornal dados estatísticos para justificar um recuo...é caso para perguntar o que faria o ministro da saúde se não lhe aparecessem 76,4% de inquiridos a favor da nova lei sobre fumar em espaços públicos...
LISTA de coisas que uma e a mesma pessoa podem ser quase em simultâneo
um colo permanente
uma intimidadora nata
uma expansiva criança
um ente infantilóide
um espírito inovador
uma recta conservadora
um livro de reflexões
um elástico impulsivo
o cúmulo do rigor
uma irreflectida negligência
a mãe da tolerância
uma implacável madastra
a cultura em geral
um singular ignorante
um nariz perspicaz
uma cabeça alienada
uma presumida figura
um véu de insegurança
uma fonte de serenidade
a ansiedade em pessoa
um ser único
um ensaio de bipolaridade.
uma intimidadora nata
uma expansiva criança
um ente infantilóide
um espírito inovador
uma recta conservadora
um livro de reflexões
um elástico impulsivo
o cúmulo do rigor
uma irreflectida negligência
a mãe da tolerância
uma implacável madastra
a cultura em geral
um singular ignorante
um nariz perspicaz
uma cabeça alienada
uma presumida figura
um véu de insegurança
uma fonte de serenidade
a ansiedade em pessoa
um ser único
um ensaio de bipolaridade.
domingo
Está tudo a banhos!
Está tudo a banhos... até nós. Está um calor de sufocar e só apetece beber água fresquinha! Entrámos em Agosto e o pais quase por inteiro vai de férias... Lisboa transforma-se... fica mais serena mas o calor ataca por igual. Não me ocorre escrever nada, pelo menos nada de interessante... por isso, aqui vai um "Boas Férias " a todos os que já se habituaram a passar por aqui e que, nestes dias, têm sido cada vez menos!
quinta-feira
Confissões de um publicitário impotente*
Para se ser publicitário, como noutras profissões da vida, tem que se ter o que no Brasil, sem o mínimo pudor, se chama “Tesão”. Um criativo publicitário tem que ter tesão. Para ele, as folhas de um briefing devem ser uma Angelina Jolie seminua a piscar o olho e a chamando sensualmente com o dedo indicador (para as criativas seria um Brad Pitt). E nós temos que nos atirar para cima delas, explorar cada milímetro, partir pedra e loiça, fazer maravilhas usando a imaginação. Mas hoje, quando duas novas folhas caíram em cima da minha mesa, eu não senti aquele impulso animal e primitivo. O meu dupla percebeu a minha falta de apetite - E aí Portugo, brochou? - Podia ter dado uma desculpa, o cliché habitual entre parceiros “estou com dores de cabeça”. Mas não, preferi suspirar um curto e sincero: - Hoje não dá. A culpa nem era do briefing, uma Nicole Kidman fogosa sorrindo para mim. Era minha, do dia, sei lá. Não foi a primeira vez que aconteceu, muito menos será a última e também não é um problema que mereça a consulta de um especialista. Todos os publicitários padecem do mesmo, temos dias em que simplesmente não conseguimos intumescer a mente compreendem? Nem mesmo com uma Nicole Kidman. E nessas alturas gostava que a indústria publicitária fosse um pouco mais próxima da indústria pornográfica onde os actores têm duplos. A sério, uma vez vi um documentário (sim porque o meu interesse em pornografia é meramente informativo) que existem duplos de actores porno. O que eles fazem? Bem, sabem aqueles planos aproximados do vaivém, vaivai e vemvem? Que parvoíce, claro que não sabem. Eu também não sei, mas segundo o documentário, se um actor principal não está firme e hirto na altura do “Acção!”, outro entra em seu lugar e faz os planos que não carecem da cara do personagem. E é isso que gostava que existisse na publicidade. Em momentos que eu não tivesse cheio de pujança, um outro redactor resolveria o bico de obra por mim. Seria uma vergonha claro, mas pelo menos não se afectava a qualidade e o prazo do trabalho. Porque acreditem, é difícil estar sempre inspirado. A pressão é muita e talvez por isso, a criação publicitária é referida como a segunda profissão mais stressante do mundo. Perde apenas para os controladores aéreos que, a meu ver, são uns grandas meninos. Só têm de olhar para um monitor com aviõezinhos e dizer: “Hei! Oh tu da TAP185, vira um niquinho pra esquerda e segue esse corredor que os Varig’s deixaram livre.
Perder o tesão é dramático. Sem tesão as coisas não acontecem e se não acontecem começamos a questionar as nossas capacidades. Ficamos deprimidos, cabisbaixos, com problemas existenciais. Como ainda não inventaram o Viagra da criatividade, temos que nos amainar com uma espécie de revistas e sites porno de publicitário: Archives, Anuários, AdForum e outros meios da especialidade que conseguem acender algum do fogo por ideias tesudas. Outra solução é resolver aquele briefing da melhor forma possível, usando os dedos e a imaginação, e rezar para que o próximo briefing nos devolva o sentimento de garanhões. Esse sentimento viril que nos reveste da capacidade de bolar uma intensa sessão criativa. Duas, três, quatro campanhas de seguida e todas dignas de figurar no Kamassutra ilustrado da publicidade. Quando isso acontece, depois de carregado o +P para imprimir, sentamo-nos na cadeira, fumamos um cigarro e pomos um sorriso estúpido na cara. Três horas depois somos informados pelo account de que afinal, não foi tão bom para o cliente como foi para nós.
Mas enfim, aos olhos da sociedade a vida de um publicitário continua a ser invejável como a de um actor porno. Eu acho melhor a de publicitário. Passo os dias a fazer a segunda melhor coisa do mundo – criar - e jamais vou cansar da primeira.
Agora com a vossa licença tenho de me retirar pois a Nicole está em cima da mesa à minha espera.
– Estou indo gatxinha! I’m coming!... What?! No, not coming. Going, going!
*De Hugo Veiga, redactor publicitário da McCann São Paulo
Perder o tesão é dramático. Sem tesão as coisas não acontecem e se não acontecem começamos a questionar as nossas capacidades. Ficamos deprimidos, cabisbaixos, com problemas existenciais. Como ainda não inventaram o Viagra da criatividade, temos que nos amainar com uma espécie de revistas e sites porno de publicitário: Archives, Anuários, AdForum e outros meios da especialidade que conseguem acender algum do fogo por ideias tesudas. Outra solução é resolver aquele briefing da melhor forma possível, usando os dedos e a imaginação, e rezar para que o próximo briefing nos devolva o sentimento de garanhões. Esse sentimento viril que nos reveste da capacidade de bolar uma intensa sessão criativa. Duas, três, quatro campanhas de seguida e todas dignas de figurar no Kamassutra ilustrado da publicidade. Quando isso acontece, depois de carregado o +P para imprimir, sentamo-nos na cadeira, fumamos um cigarro e pomos um sorriso estúpido na cara. Três horas depois somos informados pelo account de que afinal, não foi tão bom para o cliente como foi para nós.
Mas enfim, aos olhos da sociedade a vida de um publicitário continua a ser invejável como a de um actor porno. Eu acho melhor a de publicitário. Passo os dias a fazer a segunda melhor coisa do mundo – criar - e jamais vou cansar da primeira.
Agora com a vossa licença tenho de me retirar pois a Nicole está em cima da mesa à minha espera.
– Estou indo gatxinha! I’m coming!... What?! No, not coming. Going, going!
*De Hugo Veiga, redactor publicitário da McCann São Paulo
quarta-feira
Da censura…
O episódio fez-me lembrar uma aula em tempo de faculdade, daquelas em que os professores nos obrigavam a pensar, partilhar opiniões, a saber argumentar. A lembrança veio a propósito de uma crónica escrita por um publicitário que colabora, regularmente, com determinado jornal. A última que chegou, em véspera de ser publicada, foi censurada na totalidade. Não sai. Ponto. A justificação resumiu-se ao facto de “este ser um jornal sério e conservador e de não se poder correr este tipo de riscos”… ainda penso até hoje o que é isso de ser um jornal sério e que palhaçada é essa de ser conservador…. Enfim, a crónica estava brilhante. Na minha opinião, só deveria ter sido censurada se a mesma pudesse, de alguma forma, insultar os leitores, o que, garantidamente, não iria acontecer. O curioso é que a pessoa que escreveu a crónica foi convida a escrever pelo próprio jornal, que lhe reconheceu inteligência e piada na forma de abordar os temas. Se fosse essa pessoa nunca mais escrevia para o jornal… já li o artigo três vezes e não percebo quem é que poderia ficar chocado com aquilo…
Por que aspiram eles à monarquia?
Hoje o condutor de um carro monárquico que seguia à minha frente (devidamente identificado com o autocolante da coroa) deitou pela janela fora um lenço de papel devidamente usado e amarrotado.
Como bom monárquico cuidou de prolongar a prole. Levava o banco traseiro devidamente preenchido com uma criança em idade pós-cadeirinha e outra no escalão da cadeirinha.
E como bom monárquico que este cidadão deve ser, dá o exemplo a essas crianças deitando lixo pelo carro fora. Afinal os costumes são para ser devidamente mantidos.
E já agora? Por que será que a menina mais nova ia devidamente sentada na cadeira de segurança? Por precaução ou apenas por que nestes casos a polícia não fecha os olhos e multa sem piedade?
Nota: Se tivesse tido tempo de fixar a matrícula, a esta hora este blog já teria publicado também a lista dos automobilístas monárquicos que deitam lixo pela janela do caro fora, dando mau exemplo às crianças do banco detrás :)
Como bom monárquico cuidou de prolongar a prole. Levava o banco traseiro devidamente preenchido com uma criança em idade pós-cadeirinha e outra no escalão da cadeirinha.
E como bom monárquico que este cidadão deve ser, dá o exemplo a essas crianças deitando lixo pelo carro fora. Afinal os costumes são para ser devidamente mantidos.
E já agora? Por que será que a menina mais nova ia devidamente sentada na cadeira de segurança? Por precaução ou apenas por que nestes casos a polícia não fecha os olhos e multa sem piedade?
Nota: Se tivesse tido tempo de fixar a matrícula, a esta hora este blog já teria publicado também a lista dos automobilístas monárquicos que deitam lixo pela janela do caro fora, dando mau exemplo às crianças do banco detrás :)
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