segunda-feira

Ainda a lista dos devedores

Três perguntas:

1. Alguém (que já lá tenha dado uma espreitadela) encontrou o nome de alguém conhecido? Estranho... Os devedores ao fisco são com os doentes com cancro, todos nós conhecemos alguém na horrível situação. Estou surpreendida por não ter visto nenhum nome que me soasse familiar.

2. Se há mais mulheres que homens em Portugal, por que é que a lista está carregada de homens? Será que elas são mais sérias ou ganham tão pouco que nem conseguem acumular dívidas decentes para constar da lista?

3. Esqueci-me. Estou demasiado cansada... Vou dormir. As minhas desculpas por esta branca :)

Ah! Era: E se a carga fical baixasse? Será que precisariamos de ter online a lista da vergonha?

Agora é que vou de vez (salvo seja).

Qana



"-«O melhor é dar cabo deles enquanto são pequenos. Não lhes deixar levantar cabelo. Que amaldiçoem o dia em que tiveram a loucura de nos provocar. A sua casa é aqui ?
(...)
Fima agradeceu ao taxista, desejou-lhe boa viagem e ao sair do carro perguntou:
-«Então, na sua opinião, até quando continuaremos a assassinarmo-nos uns aos outros ?»
-«Por mais uns cem anos. Foi assim também no tempo da Toráh. Isso não existe, lá isso da paz entre um judeu e um goy. Ou eles estão por cima e nós por baixo, ou eles estão no chão e nós sentados em cima. Talvez quando vier o Messias ele os ponha no lugar. Muito boa noite. Não tem nada que ter pena deles. É muito melhor que em Israel comece um judeu a ter pena doutro judeu. Este é que é o nosso problema.»
(...)
Se não fosse a fadiga (...) não desistiria. Não poderia fazer orelhas moucas e ficar calado. O seu dever era tentar persuadir o motorista com uma argumentação incisiva, serena, sem se deixar arrastar pela cólera. Lá bem no fundo, sob espessas camadas envenenadas de crueldade e de medo, decerto que cintilava ainda uma centelha de razão. Era preciso tentar acreditar que era possível cavar para desenterrar o Bem sepultado sobre os escombros. Existe ainda uma réstia de esperança de converter aqui uns quantos corações e abrir uma página. Seja como fôr, a nossa obrigação é preserverar. É imprescindível não ceder nunca."

Amos Oz in A Terceira Condição

Finalmente, a lista de Santos

Finalmente, já depois da hora de expediente, lá se tornou pública a lista de devedores ao fisco. Está no site da direcção geral de impostos, logo à esquerda numa barra cinzenta. Não os contei, mas segundo o canal de negócios, são, para já, apenas 288 nomes.

O ministro Teixeira dos Santos mandou notificar 3.998 devedores, num valor global de 1,7 mil milhões de euros. No final de Setembro é a altura da avaliação.

Aí se verá como se portam os meninos cujos nomes o sô ministro apontou no quadro. Se for como era na escola primária, os mais mal comportados tratarão de lhe roubar o giz e o apagador e riscar/apagar os seus nomes do quadro preto.

Abaixo aos domingueiros

Ontem apanhei uma crise de nervos. Esqueci-me de fazer um programa anti-domingueiro e vi-me no meio de um caos total… eu só queria comer uma salada!!! Beber um café!!! Burra, esqueci-me que era Domingo. Fui confrontada com um cenário indescritível. O calor faz com que as pessoas tenham reacções estranhas. E eu estive o tempo todo a pensar: “Porque é que não fiquei em casa?”. Não sei de onde vieram tantas pessoas, mas lá estavam elas literalmente abancadas em tudo aquilo que era espaço. Tinham trazido mantas e panelas, rádio, bikini… e faziam autênticos piqueniques nos sítios mais impróprios… uma poluição visual que me fez alergia. Porque será que há tanta falta de ideias para fazer ao Domingo?

A vida secreta das palavras

Consegui tirá-lo da Internet porque não tenho tido tempo para ir ao cinema. Só consegui tirar a versão em espanhol e num acto de desespero vi-o assim mesmo, concentrada em cada palavra para não perder nenhum pedacinho! Obrigada querida Luísa pelas tuas sugestões… amei! De início, a fotografia foi o que mais me chamou a atenção. Cada imagem quase que escolhida a dedo. Grande mulher essa Isabel Coixet. É mais um daqueles filmes que guardamos no coração, que nos fazem pensar de como a vida pode dar tantas voltas. Gostei também muito da música.

Estou desejosa de ler…

"Numa Lisboa em Agosto, povoada apenas por turistas e por aqueles poucos que não conseguiram sair para férias, um escritor diletante cria um jogo literário em que a ficção se mistura com a autobiografia e a mentira se disfarça sob a capa da verdade. A partilhar aventuras nessa cidade habitada apenas pela extravagância, está o seu companheiro Mefistófeles, insone crónico e dono inseparável de um despertador. Pela primeira vez, a prosa de José Luís Peixoto leva-nos pelos caminhos do humor e da ironia".
sobre "Minto até ao dizer que minto”, Novela de José Luís Peixoto que vai sair com a próxima Visão, dia 3 de Agosto.

É oficial

Estamos em Agosto. Apesar do calendário ainda deixar margem para dúvidas, estamos em Agosto! Não recebo mails (o que é bom)… Não há pessoas a trabalhar (o que é mau)…. “O sôtor está fora até dia 16”. Raios!

sábado

Faz-me espécie

10 coisas que "aprecio"especialmente no Verão:

- sandálias com meias
- crianças de cabeça ao sol
- blusas cai-cai cheias de rendas e pregas
- executivas de blaser e calções
- filas intermináveis para os restaurantes e zonas costeiras
- rádios em alto som nas praias
- motos de água a fazer tangentes aos banhistas
- óculos escuros à noite para fazer 'estilo'
- inflação de preços nas zonas de veraneio
- cortes no abastecimento de água

Eu, tu e todos os que conhecemos

Um filme que pode - mas talvez não deva - passar discretamente nas salas de cinema, neste Verão, e que pode ser também uma grande descoberta de como o cinema consegue ser terno, cru, simples e barato de produzir, enfim... diferente.
Questiona vagamente a comunicação via net e a nebulosa da pedofilia e disseca os ritos de passagem, fala de desencontros, amores, vidas... às vezes, faz sorrir.
É para maiores de 16 anos.
Vale a pena ver esta (primeira) obra de Miranda July.

sexta-feira

Recomendo


... porque dá que pensar,
além de ser uma leitura muito agradável.
Claro que sou suspeita: gosto muito do senhor.