quinta-feira

Para a ‘minha pétala’

Precisei de perceber o que era o Reiki e acabei por falar com uma expert sobre o assunto. Fiquei esclarecida, mas mais do que isso fiquei a pensar em mil e uma coisas relacionadas com essa terapia. Eu nunca fiz, mas uma amiga contou-me que experimentou e que a sensação lhe foi estranha… de um estranho que tocou o desagradável. E eu gostava mesmo que ela experimentasse de novo. Nem que fosse para ter a certeza de que realmente não gosta. Tenho a mania de pensar que todas as pessoas, todas as coisas deverão ter uma segunda oportunidade. Talvez não tivesse sido o dia certo, talvez não tivesse sido a pessoa certa, talvez ela não estivesse preparada, talvez qualquer coisa, não sei... mas acho que nunca se perde nada. A energia está por todo o Universo. E isso não é assim tão difícil de acreditar… há tantas coisas na vida que não conseguimos explicar e não é por isso que elas perdem o seu valor, muito pelo contrário. Por isso, pensa nisso… Talvez seja o princípio de algo…
PS: ‘minha pétala’ qualquer dia sou eu que experimento e depois conto-te!

Mito

Elas são terríveis!

Elas são capazes de tudo. Há um anúncio que ainda está a passar na tv em que ela, cheia de classe, deixa um telemóvel debaixo da porta dele. Toca a campainha e lá vem ele à porta. Pega no telemóvel e descobre uma foto do seu precioso carro riscado. A traição tem destas coisas, Hoje chegou-me esta imagem por e-mail. Esta mulher também não teve meias medidas. Toca de comprar um outdoor – pago com a conta dele – para lhe dizer tudo de uma só vez. Já que não estava a conseguir fazê-lo de outra forma…

Antevejo canibalização

No dia da mãe já era dia da mãe da minha mãe. No dia do pai já era dia do pai do meu pai. Logo já havia dois dias dos avós. Agora há um terceiro. Ora, no dia da mãe, as avós também recebem uma florzita e tal. Será que a criação de um novo dia traz reais mais-valias? Ou perde-se a florzinha do dia da mãe e as novas receitas nem são assim tantas que cubram a tal flor?

quarta-feira

Avózinha, diz-me tu...

Eu soube que isto existia porque os interessados andam há dias a promovê-lo:"Dia 26 é o dia dos avós...dia 26 é o dia dos avós". Em criança não me lembro de comemorar tal data. Será que não chega o dia do pai e da mãe a que os avós também têm direito ? É um convite comercial para escoar prendas das montras quando está tudo de férias ? Quem é que inventou esta coisa que só dá chatices ? (já sei que amanhã vou ouvir:"ah, ontem foi o dia dos avós..."

Jornalista multimedia

Li, há dias, que o Finantial Times vai dar formação multimedia aos seus jornalistas. Acho uma óptima ideia que devia ser importada. Há tanta informação que se perde por não caber em minuto e meio de peça que a passagem para outro suporte podia recuperar...claro que dá mais trabalho ao jornalista...mas torna mais acessível a informação ao seu destinatário.

Leituras de(ste) Verão


Uma família portuguesa

A família típica portuguesa a caminho da praia para mais umas horas de calor. Mãe, pai, filha e filho. Todos de chinelo, lancheira na mão, chapéu de sol. Falavam alto e o miúdo na flor dos seus oito anos avantajados queria que o pai o levasse às cavalitas. O pai vai na conversa. Mas o miúdo pesa 40 e poucos quilos. A mãe ainda diz: “então não vês que ele já pesa muito, és maluco ou quê?!”. O pai aguentou mais uns passinhos e depois desistiu. Os filhos eram iguais aos pais, na maneira de vestir, nos maneirismos, na fala… ao assitir aquela cena só retive a felicidade de Domingo estampada naquela família.

Shalom

"Aconteceu há muito tempo.
Desconfio até que tenho origens judias.
Afinal, ninguém é puro – nem mesmo depois da Inquisição.

Foi talvez há vinte anos.
Andava encantada com aquelas matérias de Geografia Humana, que falavam dos Kibbutz e dos jovens que de todo o mundo estavam a erguer o Estado de Israel.
Estava fascinada com essa forma de vida comunitária, solidária.

O país vizinho do meu tinha uns problemas de terrorismo.
Havia os GRAPO, a ETA, sei lá que mais.
Um império potente, era o que morava ao lado.
Subitamente, uma noite - e depois em muitos dias seguidos - voaram bombas que arrasaram a minha rua, o meu bairro, a minha vida.
Sim, simpatizava com os revolucionários dos tais grupos, nem nego que me tenha cruzado com eles numa esplanada do meu país à beira mal plantado.
Mas este era o meu bairro, a minha rua, a minha cidade.
Eles, os vizinhos, bombardearam indiscriminadamente. Perseguiam terroristas, disseram. Tinham de os eliminar. Soterraram tudo. Mataram sem critério, se é que há critério que justifique a morte.

Sobrevivi para contar.
Suspeito que a história se repete."

Desisto de lá ir?

O local é quase considerado a cantina do meu local de trabalho. Basta atravessar a rua para saciar a fome quando o tempo aperta e há notícias para acabar de escrever. Mas na minha última passagem ao lanche tive uma conversa, que preferia nunca ter acontecido, com quem serve às mesas. A “doçura” habitual foi substituída por uma troca de palavras sobre o papel das mulheres na sociedade. Resumindo argumentavam eles que as mulheres já deviam estar arrependidas de lutar pela igualdade, porque agora não têm tempo para se dedicar ao que realmente deviam: a educação dos filhos e têm a vida transformada num inferno. Não havia maldade mas só faltou dizer “cada macaco no seu galho”. Ou melhor as macacas devem ficar em casa a tratar dos filhos. Não sei se deixe de lá ir, porque se generalizar o critério arrisco-me a deixar de ter sítios para comer em Lisboa. O que acham?