domingo

Afinal todas somos uma…

Uma amiga ofereceu-me um livro, ontem, a propósito de uma private joke. Eu não sabia, mas fiquei a saber e estou agora a tentar perceber as razões. Há, em cada uma de nós, uma cabra. É verdade. O livro: “Descubra a cabra secreta que há em si” explica em que circunstâncias podemos ser uma verdadeira cabrinha para os outros, seja na vida pessoal como profissional. Num dos capítulos, alusivos ao trabalho, podemos ler o seguinte “sermos chamadas cabra significa normalmente que estamos certas e que exigimos excelência da parte dos outros. (…) Se pedirmos àqueles que reportam a nós que façam bem o seu trabalho, e isso significa que tenham de trabalhar mais do que anteriormente, eles chamar-nos-ão provavelmente cabra. Se eles não fizerem o seu trabalho bem e os chamarmos à pedra, eles chamar-nos-ão cabra. Se os chamarmos à pedra e eles continuarem a não fazer o seu trabalho teremos indubitavelmente de ser mais duros com eles da segunda vez que lhe falarmos. E chamar-nos-ão definitivamente cabra.” Pois…

sábado

Para a regata

A foto não é das melhores mas foi tirada, ontem, a correr com o telemóvel. O ex-hotel Estoril Sol está todo revestido de uma mega lona publicitária a dar as boas-vindas a quem chega a Cascais... deve ser para receber a regata. As laterais do edifício estão ocupadas com outras telas a publicitar o Casino Estoril. Não percebi muito bem a quem se destinam aquelas publicidades pois a visibilidade é grande (gigante mesmo) Fontes seguríssimas disseram-me que o preço médio daquele trabalho impresso ronda os 30.000 euros. Quem será que pagou?

A verdade desportiva

Em Itália, três equipas de topo foram despromovidas por uma decisão de um tribunal desportivo.
"Estas despromoções ocorrem devido ao escândalo de corrupção conhecido por "calciocaos", no âmbito do qual os responsáveis dos quatro clubes são acusados de terem influenciado indevidamente a nomeação de árbitros para jogos da temporada 2004/05."
Nem quero pensar no que aconteceria se, por cá, se desse passo semelhante.
Não, não estamos a falar de clubes de bairro, nem colectividades amadoras. Estas são equipas de topo... A Juventus foi campeã nas duas últimas épocas.
Mas isto tudo foi em Itália, um dos países da Europa com mais economia paralela, com fama de transpirar lenocínio - latinos como são - e por aí fora...
Cá, como sabemos, não há nada disto.

sexta-feira

Trabalho, trabalhos

É uma razia, o que vai neste blog.
A D. parte para férias e a S. continua. A M. viaja em trabalho (que inveja, estares nessa cidade...), A. está cheia de trabalho [mas já ouviu um ultimato, para postar no fim de semana, ou não 'cai na gandaia' ]... e a M. regressou de férias qual moura de trabalho. Eu estico-me na cadeira, faço pausas mais que o normal e vocifero com o ecrã, enquanto ordeno mentalmente a quantidade de coisas que tenho que produzir nos próximos dias, sob a auto-condição de o fazer no máximo gozo das faculdades e com o máximo prazer pessoal...
Será exigir muito? Nem pensar! Para mal, já basta o resto.
Mas a verdade é que, ciclicamente, antes das férias, a gente submerge-se com uma avalanche de tarefas a despachar. Sai-se do trabalho exausta. As férias começam com um lento descomprimir. E quando nos ambientamos a elas,... já acabaram!

Amanhã é sábado, vai estar, outra vez, "um calor de ananazes"... e a semana promete ser dura.
Há que aproveitar o intervalo. Nunca se sabe quanto 'tempo de compensação' tem este jogo de esforço, nem se vai a prolongamento...

Do encantamento

Um dos privilégios do meu trabalho é conhecer pessoas. Gosto de pessoas. Gosto de ser surpreendida, no melhor sentido, pelas pessoas. Em situação de trabalho conheço vagamente muitas pessoas. Outras tenho o privilégio de conhecer melhor, à custa das entrevistas ou da repetição de contacto. Às vezes acontece que de um 'nome grande' saí uma fraude, pelo menos em relação às minhas expectativas. Outras ocasiões revelam 'gente sábia' onde menos se espera.
Gosto de 'sábios'. Não os sei definir, mas (pré)sinto-os. Conheci poucos, confesso. Acredito que sejam mesmo uma minoria. São raros e quase sempre idosos. São pessoas que sabem, mas não fazem questão de dizer que sabem, nem de o demonstrar, e muito menos de impôr o seu saber. Têm uma atitude 'contemplativa' em relação à existência. Explicam tudo mas já perceberam que não vão mudar os outros ou o mundo todo. Gosto de gente assim. Sinto-me uma privilegiada quando os encontro.
Gosto também de outra categoria: 'gente verdadeira",... porque em tantos anos de profissão ainda não encontrei designação para elas. São pessoas que me entusiasmam, me comovem, que posso ouvir horas a fio, em entrevista. Têm história , têm 'coluna', têm um saber. É um privilégio poder conhece-las. Deslumbro-me a escutá-las. Nessas alturas, percebo a sorte que é poder fazer o que gosto, em vez de, apenas, gostar do que faço.
Encanto-me com gente sábia e verdadeira. Vou passar o fim-de-semana a preparar-me para mais um encontro com alguém que pressinto pertencer a essas categorias. E, durante a semana, conversei com uma dessas pessoas com as quais não se sente o tempo passar. Saí de lá desejando ler-lhe as memórias ou voltar todos os dias para mais histórias.
Não se pode dizer que tenha sido uma má semana de trabalho.

quinta-feira

Todo um projecto de vida

... sem sexo, nenhum mesmo, durante um ano... para se "redescobrir verdadeiramente".
Quem se propõe a tal abstinência é Paris Hilton - uma loira do jet-set internacional, herdeira de uma grande fortuna também.
A mim, parece-me uma decisão... radical.
Mas, se calhar, só na parte das relações sexuais, ela estava a sentir que... não havia verdade.

[pronto!...aqui está um post à medida da 'silly season']

Chagal

O mérito de Guterres

Quando ouvi o título achei que a razão dos maus resultados nos exames de português do 9º ano (46% de negativas, o dobro do ano passado) tinha que ver com o Mundial. “Os miúdos puseram-se em festas e copos em vez de estarem a estudar”, pensei eu na minha impulsiva racionalidade.

Depois de ouvir falar no fórum TSF uma professora de educação física que assistiu aos exames… Segundo ela havia um poema de Mourão Ferreira demasiado difícil para crianças de 14 anos que andaram o ano todo a estudar Camões e Gil Vicente. E um texto gigante para interpretar que até ela diz ter tido dificuldade.

A educação devia ser a rainha das pastas. É esta que um dia vai melhorar a performance económica. Guterres, estás perdoado!

Ficava aqui a manhã toda a falar disto, mas tenho de trabalhar.

quarta-feira

Carrilho teve um mérito

Levantou discussão sobre o jornalismo. Mas infelizmente o rastilho queimou rápido demais. Lembro-me de Cunha Vaz (proprietário de um grupo que reúne agências de comunicação e revistas) dizer qualquer como isto: se os produtos (matérias editoriais) sugeridos não fossem bons, ninguém os comprava. Não deixa de ter razão, mas o certo é que os jornalistas ocupam demasiado tempo com produtos oferecidos pelas partes interessadas em detrimento do que realmente importa. E assim se fecham edições sobre edições, como quem embala sabonetes numa linha de montagem...

Estamos a deixar de ser os porta-vozes do povo (os interlocutores que vão saber as coisas junto de quem sabe) para sermos os porta-vozes do poder político e económico, transcrevendo a mensagem que estes querem passar ao povo.

E, sim, eu faço parte desta máquina.

Adivinha

O que há de comum entre o debate sobre o estado da Nação e a Finlândia? A sauna