quarta-feira
No mundo de sempre

Não foi fácil comprar os bilhetes para "A pequena flauta mágica" mas quinze dias antes beneficiei de uma desistência que chegou ao mesmo tempo que eu ao balcão da Gulbenkian (pronto, também há dias de sorte...)
Esta noite, duas filas reservadas na plateia chamaram-me a atenção. Cinco minutos antes do início do espectáculo, que não tinha lugares marcados, Rui Vieira Nery, entrou com alguns convidados: Primeira Dama e família. Sim senhora. Maria Cavaco Silva, filha, dois netos e o segurança. Lembrei-me da entrada triunfante em Belém no dia da posse de toda a família Cavaco que os fotógrafos tão bem captaram.
(Curioso foi ver um membro do governo João Gomes Cravinho, duas filas à frente, em lugares normais...)
De férias, no mundo real...
Uma peça da SIC perguntava, à entrada das Finanças, o que sabiam as pessoas sobre o SIMPLEX. A maioria não fazia ideia. Bastava-me uma para eu ficar atónita. Questionei-me sobre o que ando a fazer quando trabalho...
Mas há mais deste dia para confirmar que o problema não são as políticas. São as pessoas:
- detectado um problema bancário só consegui ter uma resposta 24 horas depois do primeiro contacto realizado e de ter explicado a situação sete vezes (três das quais à mesma pessoa que ainda estou à espera que me dê uma justificação...)
- fiquei fechada com crianças no elevador da Decathlon durante 20 minutos. Fiquei a saber que, tocando o alarme, não aviso a loja mas faço uma chamada telefónica para a central da Schindler que me diz que o técnico irá a caminho. Não perguntam nada: nem quantas pessoas lá estão, se estão bem (felizmente controlou-se a situação), nada. Graças ao telemóvel liguei o 118 e daí para a Decathlon que, por mim, ficou a saber que tinha pessoas fechadas num elevador. Vinte minutos depois abriram a porta: a chefe da loja (com as chaves do elevador) e o técnico (Schindler) chegaram ao mesmo tempo ao local. Não me fizeram desconto...
Mas há mais deste dia para confirmar que o problema não são as políticas. São as pessoas:
- detectado um problema bancário só consegui ter uma resposta 24 horas depois do primeiro contacto realizado e de ter explicado a situação sete vezes (três das quais à mesma pessoa que ainda estou à espera que me dê uma justificação...)
- fiquei fechada com crianças no elevador da Decathlon durante 20 minutos. Fiquei a saber que, tocando o alarme, não aviso a loja mas faço uma chamada telefónica para a central da Schindler que me diz que o técnico irá a caminho. Não perguntam nada: nem quantas pessoas lá estão, se estão bem (felizmente controlou-se a situação), nada. Graças ao telemóvel liguei o 118 e daí para a Decathlon que, por mim, ficou a saber que tinha pessoas fechadas num elevador. Vinte minutos depois abriram a porta: a chefe da loja (com as chaves do elevador) e o técnico (Schindler) chegaram ao mesmo tempo ao local. Não me fizeram desconto...
Jornalistas: melhor é impossível
Eu nem quero acreditar que o que o ele ouviu dizer tenha algum fundamento, mas longe de mim pensar que falta à verdade...
Será que (esses jornalistas) vão avaliar o grau de confiança que a economia conquista com a euforia do Mundial?
Será que (esses jornalistas) vão avaliar o grau de confiança que a economia conquista com a euforia do Mundial?
terça-feira
Movei vossas influências...


E se amanhã Portugal
vencer a França,
quem terá mais influência
no resultado final do Mundial?
Nossa Senhora de Fátima
ou
Nossa Senhora de Caravaggio
Londres
Corram-nos à pedrada...
«Lisboa, 04 Jul (Lusa) - O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional foi o que apresentou pior desempenho na execução das medidas do programa de simplificação administrativa e legislativa Simplex, no primeiro trimestre.»
Mais cinco
Mais cinco pessoas condenadas pela prática de aborto. Um médico, a sua empregada e três mulheres que terão recorrido à interrupção da gravidez. Não vão para a prisão (coisa que muito chocaria a Direita piedosa) mas foram condenadas ao abrigo de uma lei que determina que elas são obrigadas a ter filhos, quer queiram quer não.
segunda-feira
Jornalismo não é profissão em perigo de extinção
Neste compasso de espera até ao jogo Portugal-França, vale a pena ter esperança...
Dominique Wolton, aquele francês que ciclicamente aparece a dizer coisas que nos fazem pensar, adverte no Público que gente como nós, jornalistas, vai continuar a fazer falta:
"Quanto mais informação houver, mais vamos precisar do jornalista". A haver problema,diz, ele será da sociedade - como irá ela preparar o indivíduo para lidar com (o acesso à) informação?
[Pois! não sabemos hoje, nem se o saberemos amanhã...]
Dominique Wolton, aquele francês que ciclicamente aparece a dizer coisas que nos fazem pensar, adverte no Público que gente como nós, jornalistas, vai continuar a fazer falta:
"Quanto mais informação houver, mais vamos precisar do jornalista". A haver problema,diz, ele será da sociedade - como irá ela preparar o indivíduo para lidar com (o acesso à) informação?
[Pois! não sabemos hoje, nem se o saberemos amanhã...]
Quando a conheci...
...já então ela tinha uma insaciável vontade de aprender e a grande curiosidade do jornalista. Além disso, fazia o que lhe propunham sem desculpas nem perguntas tontas, mas com um sorriso de gaiata que tranquilizava: faria e bem, apesar da insegurança. Talvez estranhasse, no início, aquele meio tão marcado pelo tempo, medido ao segundo, sem espaço para erro, sem margem de correcção. Os mais velhos olhavam-na - catraia, destemida e discreta - com a mesma desconfiança com que me tinham recebido uns bons anos antes. Nela, o cabelo à Sinnead O'Connor dáva-lhe um ar cool, mas ela observava muito, falava pouco e trabalhava sempre melhor que o previsível e, isso, numa redacção é um bálsamo.
Milhares de caracteres separaram-nos depois, até que surgiu um sítio para nos cruzarmos regularmente: esta Escola de Lavores, onde ela continua a ser a 'caçula'.
De vez em quando falamos da vida e do trabalho. Tenho sempre, para ela, um tempo cativo que não negoceio.
PARABÉNS, Marisa...
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