terça-feira

No news, no posts

Por aqui, tudo normal:
calor de Verão;
futebol, e mais bola, na tevê;
manjericos e sardinhada pela cidade.

As ausências têm sempre justificação.
Que o digam a M. e a M.
Uma, está nos antípodas.
A outra, sabe-se lá onde...
Temos saudades!

segunda-feira

A receita do cozido à portuguesa, faz favor...

Parecem mediaticamente ridículos os fundamentos do acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa negando a nacionalidade portuguesa a uma indiana. Mas, recordando debates parlamentares sobre a matéria, já se sabia que isto ia acontecer. Como é que se prova "a ligação efectiva à comunidade nacional" ? O legislador definiu o princípio e passou a tradução (subjectiva) para os juízes...foi o que fizeram estes três.
Claro que se fosse pedido a muitos portugueses a letra do hino nacional, dados da História do país e a identificação de personalidades da vida literária, política e social, muitos portugueses veriam a sua nacionalidade em risco...

domingo

Podemos pôr a bandeira na varanda ?...



...Claro, democracia é isto, até em casa. Eu sabia que ia acabar por ser assim. Duas horas antes do jogo, lá estava a pendurar a dita na varanda.
Despachei os banhos e o jantar mais cedo e, como boa patriota, lá me refastelei no sofá a ver o solteiros e casados do Mundial. Gritei no golo e esperei por mais. Dei a táctica ao televisor e compreendi os assobios do estádio. Pedi uma baliza maior para o Simão, fiz adeus ao Cristiano Ronaldo que não suporto (sorry, Dina!), pedi referências sobre o guarda-redes angolano.
Para a semana há mais. Vou querer ouvir a conferencia de imprensa de amanhã de Scolari. Com espírito de cooperação, claro !

Pézinho de ouro


O momento mágico foi (+-) aos 70' quando Petit saiu e entrou Maniche. Não estou a falar da substituição mas do lance captado pelo realizador: Figo a trocar de chuteiras. O acontecimento teve direito até a um plano apertado - da chuteira, claro - e não houve dúvidas quanto à marca. A Nike terá ficado satisfeita...

É... batatas para o Mundial

... ou, como dizia uma adepta angolana: "para quem já esteve noutros mundiais, e Angola não, há que reconhecer que Portugal esteve à rasca" [Portugal 1 - Angola 0]

Batatas para o Mundial

Eu sou daquelas que não tem um grande sentido de patriotismo. E, por isso, as bandeiras à janela não me convencem. Contudo, confesso que estou curiosa com o jogo de logo à noite. Em Inglaterra é habitual venderem nos supermercados pacotes XXL de batatinha frita… o que deve ter imensa saída em dias como este, em que se joga futebol, entenda-se, no Mundial. Talvez seja uma grande parvoice, mas fiquei pasmada: nunca tinha visto um pacote de batatas tão grande! Bem, com batata ou sem batata, Força Portugal!

Recordação

Queijo de cabra, daquele lá da terra. O sabor é autêntico, mas melhor que o sabor só mesmo as lembranças que ele traz. É curioso como a comida é um elo de ligação tão grande e importante com o nosso passado. Já passaram tantos anos e, ontem, naquele jantar, lembrei-me de tantas coisas que estavam adormecidas. Irmãos que são demasiado parecidos… olhar demorado, frases certeiras, os mesmos maneirismos. Foi uma forma de matar saudades dos que já cá não estão e dar as boas vindas aos que chegaram agora.

Da desilusão


A semana passou muito depressa e se ‘ontem’ estava ao pé de ti hoje já estou aqui sentada a escrever. Não foi um sonho!
Da mesma forma que foste surpreendida também ficaste, dias mais tarde, desiludida. É difícil lidar com a injustiça, mas ela está por todo o lado e na grande maioria das vezes não faz nenhum sentido. Por isso, não tentes percebé-la. Como uma certa senhora já te disse: “Chora, chora, chora”. Eu acrescento: “Come gelados e carradas de chocolate, inspira-te e faz uma nova t-shirt, uma nova mala…” Lembra-te que não és única. Aqui ou no outro lado do mundo alguém está desiludido. Por mais que não se queira, por mais que se lute por não sentir o que se sente... A vida é mesmo assim (frase tão irritante!). E custa. Continua de cara erguida, a seres como és. O importante é teres consciência daquilo que vales. E não te esqueças que o reconhecimento chega, mesmo que venha atrasado. Um grande beijo da tua maior fã.
PS - Espero que a surpresa tenha sido maior que a desilusão!

A nova liturgia

[pronunciar com sôtaque brasilêro]

«Em Colónia e por todo o mundo português, a voz do nosso bispo aquece nossos corações, sob proteção de Nossa Senhora de Caravaggio, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora de Fátima:

'Irmãos, façamos uma correeente de pensamento positivo!'pela nossa selecção»

Do stresse 'pontual' ao burnout

Um estudo desenvolvido no Brasil pela International Stress Management Association indica que mulheres que têm 'dupla jornada', isto é, têm de conciliar o trabalho, o acompanhamento dos filhos e as tarefas domésticas, têm MENOS stresse do que aquelas que desempenham apenas uma dessas tarefas. Tudo porque, para dar conta dos vários afazeres, essa mulher acaba por não atribuir tanto peso aos problemas menores. Uma psicóloga ouvida pela revista Veja, a propósito destas conclusões, justifica:
"Quando existem outras fontes de preocupação, a tendência é reagir aos problemas no trabalho com o seguinte pensamento: está ruim, mas não é tudo na minha vida".

Enfim, uma consolação!

Na mesma revista (sem acesso on-line) é entrevistada Christina Maslach, da Universidade da Califórnia, EUA, especialista em síndrome de burnout, nome dado ao stresse em grau extremo. Diz ela: "Ao contrário do stresse agudo, que ocorre em momentos específicos, com picos de altos e baixos, o burnout leva a uma exaustão constante e intensa. Quem sofre do problema começa a sentir-se cada vez mais inútil na actividade que exerce".

Ora isto, faz-me lembrar...