domingo

Ninguém quer mudar nada!

Não fosse a associação de ciclistas, e o cordão humano desta manhã teria sido um flop ainda maior. Cerca de uma hora e meia depois do previsto lá se deram as mãos por um ambiente melhor. O cordão – que segundo a revista Visão teria 2000 pessoas – resumiu-se a umas 600 (digo eu, pecando por excesso...) em redor da calçada que rodeia a estátua dos restauradores.

Ao som de “Não vás ao mar Toino” (estranha escolha musical) lá demos as mãos e dois ou três gritinhos sem feeling nenhum. Uma pena!


No fim ainda houve necessidade de os escuteiros apanharem do chão garrafas de água deixadas por seres supostamente responsáveis.

Mas louvo a iniciativa. Quantas mais houverem, melhor. Mesmo que sejamos sempre os mesmos “otários” a tirar o rabinho da cama ou prescindir de uma bela manhã de praia para mostrar aos outros que o mundo – e as nossas vidas – são o que quiseremos fazer delas.

Eu quero viver bem! Isso dá trabalho (mas menos do que parece).

sexta-feira

Registo de interesses

A Siemens inaugurou um Centro de Inovação Mundial, em Alfragide. O primeiro-ministro esteve lá e eu também. No final, decidi pedir a minha transferência para a área da economia. É que a pasta da acreditação, além dos papeis sobre o acontecimento e uma caneta (muito jeitosa), trazia uma lâmpada usb xpto para o computador. Uma amiga minha, há uns tempos, ganhou uma pen numa conferência económica e, perante o espanto, ficou a saber que era habitual. A malta é que não está habituada. Lá comemos umas cerejas, de vez em quando, uns enchidos do norte alentejano...

PS. Juro que não iluminei a minha peça com este 'presente'. Mas porque é que as empresas enfiam estas coisas nos sacos para jornalistas ?

Em busca

Ando há vários dias à procura de palavras para dizer obrigada a muitas pessoas pelas razões que os destinatários conhecem. Não encontro outra por isso... obrigada!

Baldassare



Na próxima terça-feira o calendário vai assinalar o dia 6 de Junho de 2006, 6/6/6. O número da Besta, diz quem acredita nessas coisas. Baldassare acreditava e por isso resolveu ir ver o mundo antes que o mundo acabasse. O seu périplo, descrito pelo libanês Amin Malouf, é digno de ser seguido. A pretexto de um capricho do calendário.

Trapalhadas

Porque é que estas coisas acontecem sempre connosco? Desta vez é a viagem dos GNR's para Timor. Em tempo record, os partidos concordaram, o Presidente concordou, as Nações Unidas também, tudo certo. E ainda assim... os GNR's continuam cá, pelo menos à hora a que escrevo. Primeiro adiaram a partida porque não podiam aterrar em Timor à noite. Depois foi a empresa contratada para fazer a viagem que se arrependeu, sabe-se lá porquê. Foi preciso arranjar outro avião, novas licenças de sobrevôo e, como era sexta-feira, foi o cabo dos trabalhos para tratar das papeladas nos países muçulmanos - disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Enfim, uma epopeia a fazer lembrar o tempo das trapalhadas....

Meninos ponham-se a pau!

Chegou-me hoje um e-mail que diz que as mulheres são quem mais utiliza a violência física nos namoros juvenis. Há de tudo: empurrões, murros, bofetadas e arremeso de objectos. Ciúme e falta de afectividade entre os casais parecem ser os motivos de tal agressividade. Isto é o que refere um estudo da Associação para o Planeamento Familiar. Ao ler isto lembrei-me que realmente as mulheres sempre puderam dar uma bofetada a um homem. Ou porque ele a tinha tentado beijar ou porque a apalpou ou porque a ofendeu. E este gesto sempre foi tido como algo “normal”. O mesmo não acontece quando se passa o inverso. Aí a coisa muda de figura. “Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti”.

Ainda o Dia do Cão

Insisto no tema porque o que aconteceu hoje ainda me parece mais caricato do que a apresentação do projecto. Em declarações à Lusa, fonte oficial da direcção do grupo parlamentar social-democrata disse que "a iniciativa não era do PSD mas sim de um grupo de deputados entre os quais Marques Guedes (...) no âmbito do poder individual de cada deputado".
Marques Guedes é o líder parlamentar do PSD...certo ? Aproveito para recordar outras assinaturas do projecto de resolução: Montalvão Machado (vice-presidente da bancada), Almeida Henriques (vice-presidente da bancada), Ana Manso (líder do PSD-Guarda), Arménio Santos (líder dos TSD). Não são uns desconhecidos das últimas filas. Têm responsabilidades acrescidas no partido pela posição institucional que ocupam e quando divulgaram o projecto não fizeram a ressalva. É óbvio que alguém não gostou do impacto mediático da iniciativa "a título individual" dos seus deputados...

E ao terceiro mês...

O Presidente da República devolveu ao Parlamento a lei da paridade. Cavaco não questiona o processo de aprovação do diploma - como o CDS tinha pedido no momento da votação - levanta sim objecções de carácter político. E ainda não passaram sequer 3 meses....

PS: Será motivo para reeditarmos a discussão sobre as quotas?

Por onde começo? ou ... QUEM começa?

O deputado M.M. Carrilho propõe que jornalistas apresentem registo de interesses.(Acho muito bem).
Como sou muito curiosa, quero saber tudo 'tim-tim-por-tim-tim'.
Preciso do formulário com todos os detalhes...
O Público esclarece que «o registo de interesses aplicado aos titulares de órgãos de soberania, de cargos políticos e públicos consiste na inscrição “de todas as actividades susceptíveis de gerarem incompatibilidades ou impedimentos e quaisquer actos que possam proporcionar proveitos financeiros ou conflitos de interesses».

E, então, quem começa?
É que o meu registo de interesses, se for como o dos deputados, dará uma 'breve'.
Mas vou gostar de 'ler os artigos[registos] de fundo' de alguns jornalistas...

Como, ao fim de alguns anos, vou ganhar mais

Já se sabia que o Estatuto dos Jornalistas ia mudar.
Para já, conhecem-se apenas intenções.
O DN dá conta de algumas; esta parece-me muito INTERESSANTE:
«os jornalistas que trabalham por contra de outrem passam a ter direito a um pagamento extra no caso da utilização dos trabalhos protegidos pelos direitos de autor em múltiplos suportes. As empresas deverão proceder à revisão dos contratos de trabalho de todos os jornalistas nos três meses seguintes à entrada em vigor do novo Estatuto do Jornalista.»