No Diário de Notícias de hoje, aconselhável ler o dossiê a propósito...
"As onze maternidades que o Governo vai fechar por falta de segurança não são aquelas que apresentam os piores resultados na qualidade dos cuidados prestados às grávidas e aos recém-nascidos - nomeadamente nos índices de mortalidade, complicações ou reinternamentos. "
quinta-feira
Assim é fácil empreender
"O poluidor não pagador
Patrick Monteiro de Barros quer construir uma refinaria, mas pretende que o Governo suporte as emissões de CO2, que aumentam em 10% o total produzido em Portugal"
(in Visão - 11 de Maio de 2006, pág. 98)
Patrick Monteiro de Barros quer construir uma refinaria, mas pretende que o Governo suporte as emissões de CO2, que aumentam em 10% o total produzido em Portugal"
(in Visão - 11 de Maio de 2006, pág. 98)
Dan (Carrilho) Brown
O livro do Carrilho está aí. Parece que tem todos os ingredientes para ser um sucesso. Será que Hollywood vai comprar os direitos? Como a carreira política do autor já conheceu melhores dias, talvez o sucesso lhe sorria através da escrita criativa.
quarta-feira
Defensora do serviço público de saúde...
... e praticante (i.e. utente), concordo (com a Dina) que não é preciso a maternidade estar na vizinhança da nossa residência, porque não se tem filhos todos os dias. Porém...
- Subscrevo as dúvidas do PCP neste caso do encerramento das maternidades. A saber "se o governo está a aplicar os mesmos critérios a todo o país e também às maternidades privadas".
- Questiono se um país que contruiu tantas auto-estradas, IP's e faz muita questão em ter um TGV a ligar cidades que distam 300 Kms para abreviar em 30/60' uma ligação ferroviária, e ouve à boca cheia os governantes dizerem que é preciso ter mais filhos(...) se revela criterioso em suprimir a valência materno-infantil em várias cidades, como estímulo - presumo - à atractividade do Interior...! De resto, os ginecologistas e obstetras já começaram, há uns anosk a 'desaparecer' dos centros de saúde mesmo da capital, passando a 'especialidade' a ser desempenhada pelos médicos de família.
- Critico o 'autismo' político e o que lhe está subjacente; a consideração, pura e simples, de que uma maioria absoluta prescinde que se oiçam as pessoas e se pondere tudo. O facto do Dr. Albino Aroso ter liderado (não sei!) a tal comissão - pessoa que merece todo o respeito pelo que fez no pós-25-Abril pelo planeamento familiar e pela saúde materna em Portugal - não legitima nada, sobretudo se a investigação em causa foi mal feita (o que ouvi não abona a favor).
[o resto já o disse no comentário ao post "Partos"]
PS - De facto, com a saúde não se brinca - penso eu! Não deixa de ser curioso que o mesmo governo que decide tão peremptoriamente encerrar maternidades (sem ponderar reinvestir na saúde, eventualemnte com apoios das autarquias, etc.)foi o mesmo que se apressou a dizer 'amén' ao senhor Patrick Monteiro de Barros para o seu projecto de Sines, garantindo-lhe incentivos,... e agora é o que se vê.
PS2 - Sim, a memória é curta, e o governo da segunda maioria de Cavaco Silva já estava debilitado, mas só pela ameaça de acabar com um feriado de Carnaval, (essa)outra maioria tremeu...
- Subscrevo as dúvidas do PCP neste caso do encerramento das maternidades. A saber "se o governo está a aplicar os mesmos critérios a todo o país e também às maternidades privadas".
- Questiono se um país que contruiu tantas auto-estradas, IP's e faz muita questão em ter um TGV a ligar cidades que distam 300 Kms para abreviar em 30/60' uma ligação ferroviária, e ouve à boca cheia os governantes dizerem que é preciso ter mais filhos(...) se revela criterioso em suprimir a valência materno-infantil em várias cidades, como estímulo - presumo - à atractividade do Interior...! De resto, os ginecologistas e obstetras já começaram, há uns anosk a 'desaparecer' dos centros de saúde mesmo da capital, passando a 'especialidade' a ser desempenhada pelos médicos de família.
- Critico o 'autismo' político e o que lhe está subjacente; a consideração, pura e simples, de que uma maioria absoluta prescinde que se oiçam as pessoas e se pondere tudo. O facto do Dr. Albino Aroso ter liderado (não sei!) a tal comissão - pessoa que merece todo o respeito pelo que fez no pós-25-Abril pelo planeamento familiar e pela saúde materna em Portugal - não legitima nada, sobretudo se a investigação em causa foi mal feita (o que ouvi não abona a favor).
[o resto já o disse no comentário ao post "Partos"]
PS - De facto, com a saúde não se brinca - penso eu! Não deixa de ser curioso que o mesmo governo que decide tão peremptoriamente encerrar maternidades (sem ponderar reinvestir na saúde, eventualemnte com apoios das autarquias, etc.)foi o mesmo que se apressou a dizer 'amén' ao senhor Patrick Monteiro de Barros para o seu projecto de Sines, garantindo-lhe incentivos,... e agora é o que se vê.
PS2 - Sim, a memória é curta, e o governo da segunda maioria de Cavaco Silva já estava debilitado, mas só pela ameaça de acabar com um feriado de Carnaval, (essa)outra maioria tremeu...
Política de crochet
Um leitor muito recente disse-me, esta tarde, que vai continuar a visitar a Escola porque:
"-Afinal, também escrevem sobre política."
"-E porque achaste que não escrevíamos ?", perguntei.
"-Pensei que fosse um blog só de coisas femininas...Lavores ou crochet..."
"-Ah ! A política não é assunto de mulheres..." conclui.
(risos do outro lado...)
Foi no Parlamento.
"-Afinal, também escrevem sobre política."
"-E porque achaste que não escrevíamos ?", perguntei.
"-Pensei que fosse um blog só de coisas femininas...Lavores ou crochet..."
"-Ah ! A política não é assunto de mulheres..." conclui.
(risos do outro lado...)
Foi no Parlamento.
Partos
Já a tinha visto na televisão e hoje ouvi-a na rádio. Isabel B. conta que teve uma gravidez tranquila mas o filho, de 3 anos, não ouve, não anda, não come pela via normal, quase não vê. De uma asfixia perinatal resultou-lhe 95% de incapacidade. A obstetra não estava no momento do parto. Isto passou-se no Hospital de Mirandela, que agora deverá fechar.
Quantos casos como este terão de ouvir as mães de Barcelos, Elvas e Santo Tirso para preferirem hospitais seguros aos mal-amanhados perto de casa ? Eu, tal como já disse aqui, continuo a defender o encerramento da maternidade do meu concelho que, ao que parece, não está na lista do ministro da saúde. Porque, para mim, a segurança da mãe e do bebé é mais importante que o meu bairro.
Gostaria, no entanto, de ouvir as respostas de Correia de Campos a um requerimento do PCP: se o governo está a aplicar os mesmos critérios a todo o país e também às maternidades privadas.
Quantos casos como este terão de ouvir as mães de Barcelos, Elvas e Santo Tirso para preferirem hospitais seguros aos mal-amanhados perto de casa ? Eu, tal como já disse aqui, continuo a defender o encerramento da maternidade do meu concelho que, ao que parece, não está na lista do ministro da saúde. Porque, para mim, a segurança da mãe e do bebé é mais importante que o meu bairro.
Gostaria, no entanto, de ouvir as respostas de Correia de Campos a um requerimento do PCP: se o governo está a aplicar os mesmos critérios a todo o país e também às maternidades privadas.
terça-feira
Muita cor, pouca fruta

Este é um daqueles casos em que o marketing faz milagres. A Sumol lançou uma linha de bebidas sem açúcar sob o nome Sumol Z. O Z é de Zero de açúcar. Até aí tudo bem. Os sabores são inovadores: Maçã-Kiwi e Laranja Encarnada-Toranja. As cores das bebidas são fluroscentes, metem medo. Fazem lembrar gelatina em estado líquido. Mas não tem um pingo de açúcar. A embalagem é moderna, convence o target que a Sumol quer atingir. Ganhei coragem e provei. Detestei. A Sumol diz que foi a primeira empresa a colocar no mercado “um refrigerante à base de sumo de fruta e sem adição de açúcar”. Esta linha faz parte da estratégia delineada para 2006 que já fez com que a empresa investisse 4 milhões de euros em desenvolvimento de produto e comunicação. A bebida Green tem 15% de maçã (ena!) e 1% de kiwi (uau!). Depois tem: edulcorantes, aromas, corante, clorofila... Não consigo perceber o que levou a Sumol a investir tanto nisto... mas a campanha já arrancou e o produto está nas prateleiras. Desafio-vos a provar, nem que seja para opinarem.
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